Categoria: Cultura

Zé Franco

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Há muito tempo que não passeávamos, pelo que na sexta-feira passada decidimos rumar à Ericeira, com direito a passagem pela Aldeia Típica do Zé Franco, no Sobreiro.

Nem o frio nos impediu! Como podem ver, o casaco de pêlo sintético que era da minha avó pode não ser o casaco mais bonito do mundo, mas nunca passei frio com ele vestido.

Decidimos ir por estradas velhas, enchemos os pulmões de verde e matámos saudades dos tempos de infância.

Fomos depois do almoço, e apesar de estarmos de estômago aconchegado, não resistimos ao melhor pão com chouriço do mundo: o que há no Zé Franco.

É enooorme, é saboroso, é barato e ainda por cima está sempre quentinho. Demos uma volta para matar saudades das miniaturas e obras e, vejam bem, até redescobrimos um boticário por lá. Acho-lhe uma piada enorme e remeto-me sempre para outro Boticário!

Hoje, sei que a maior parte das pessoas da minha geração e daí para baixo já não conhecem o Zé Franco. Prometo que quando tiver filhos os levo lá com frequência!

ericeira

Já na Ericeira, pareceu-nos que o mar estava melhor do que em muitos dias de Verão.

Pareceu-nos! Cá fora, o termómetro marcava 15ºC. Eram só mais 11ºC do que perto de casa! Ainda assim, estávamos gelados e pareceu-nos melhor ficar no carro a apreciar as sobras de pão com chouriço do que passear no areal.

Depois disto tudo, ainda fomos às compras.

Foi, com certeza, um bom começo de fim-de-semana.

Unhate

benetton benettonbenettonbenettonbenettonbenetton

A polémica vai ser mais do que muita, vai haver quem não goste.

Mais uma vez, a Benetton tocou na ferida com a campanha Unhate.

Quando é que o orgulho e os interesses parvos serão deixados de lado? Somos todos feitos do mesmo, todos vamos para o mesmo sítio, por que não tornar este mundo bom e justo para toda a gente?

Como querem que as massas mudem se quem dá a cara não dá o exemplo?

Facebook Kids

facebook criançasOntem descobri que as minhas primas de dez anos têm perfis no Facebook.

Os pais têm conhecimento, é certo, mas mesmo assim não deixa de ser medonho.

Ambas têm fotografias. Uma delas nem sequer deixa adicionar amigos, o que me deixa um nadinha mais aliviada. A outra, tem o mural à mercê de quem passa, pois nem sequer controla a visibilidade do que escreve.

Bem sei que as coisas mudam e que quando eu tinha a idade delas mal havia Internet.

Tive o meu primeiro blog aos doze anos. Nessa altura, ninguém pensava em redes sociais. Havia os chats, o mIRC ainda tinha algum peso e era por lá que se conversava.

Mas numa época em que quase ninguém tinha câmaras digitais e os telemóveis só serviam para telefonar e mandar mensagens, não havia essa preocupação. Até porque o mais provável era utilizar um nickname hoje, outro amanhã e por aí fora.

Sou sincera, criança minha não teria autorização para criar um perfil na Internet tão cedo.

Em primeiro lugar, os miúdos são novos de mais para andarem agarrados a computadores. Nem sequer falando na saúde deles, acho que é desde cedo que se aprendem os valores importantes da vida.

Como é possível esperar que tenham força de vontade e que sejam seres amigáveis se têm a liberdade de alapar em frente ao monitor? Acho que aos dez anos socializar significa algo mais do que passear pelo Facebook.

No meu tempo, saltava-se à corda, andava-se de bicicleta, brincava-se. Também se jogava no Gameboy e na Playstation, mas enjoávamos de tudo isso muito depressa. Hoje em dia, joga-se no Farmville, Cityville e outros villes.

Na minha escolinha, teríamos gosto por ter uma horta num canteiro algures. Já estes miúdos, ficam contentes por ter uma horta virtual. Pergunto-me se sabem que o leite vem da vaca e que os morangos não vêm das árvores.

Depois, há a questão da segurança.

Não me venham dizer que os pais controlam, porque não acredito que algum pai tenha controlo total sobre os seus filhos durante todos os minutos do dia. Não me enganem, todos passámos por lá, todos sabemos o que a casa gasta.

E os azares acontecem, muitas vezes porque damos abébias.

Se há coisas em que acredito que quanto mais cedo lidarmos com elas, melhor, esta não é uma delas. Sabem, vejo muitos adultos que deviam ser proibidos de estar em redes sociais pelas atitudes que têm.

Não se apercebem de que qualquer pessoa pode ver o que escrevem e por vezes dizem as maiores barbaridades. Sim, temos liberdade de expressão. Mas também é verdade que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, e muita gente não se apercebe dos limites.

Se é este o exemplo que as pessoas grandes dão, como esperam que os mais novos tenham bom senso? Nem falo dos falsos perfis de adultos mal intencionados.

Falo de pessoas relativamente influentes, que sabem que há malta miúda a vê-las e que ainda assim jogam muitos palavrões para o ar, a par de afirmações grotescas (como pessoa tal que há tempos afirmava que quando as jovens se vestem de forma “provocatória” merecem o assédio de que sofrem por vezes).

É que, a meu ver, grande parte da nossa formação humana vem dos exemplos que tivemos. Por vezes, não conseguimos distinguir o exemplo bom do exemplo mau.

Chamem-me forreta, mas a isto eu faço “não gosto”.

Curro – O tal pássaro arco-íris

curro

Pasmem-se! Não só o bicho não tinha rabo de arco-íris como ainda por cima nem era um boneco animado.

Lembram-se da minha procura pelo bicho que, alegadamente, teria um rabo arco-íris? Chama-se Curro e foi a mascote da Expo 92, em Sevilha.

No fundo, no fundo, eu sabia que o passarinho não era fruto da minha imaginação. Eu lembro-me de o ter visto em montes de sítios!

Obrigada, Marta, não imaginas como foi importante esclareceres a dúvida! Sem ti, o Curro teria ficado eternamente com os aliens.

Síndrome do Restaurante Chinês

síndrome do restaurante chinês

Sim, isto existe. Infelizmente existe, para mal dos pecados de muita gente que gosta de comida oriental, pré-cozinhada, caldinhos e afins.

Ouvi falar disto hoje e é claro que fiquei curiosa e, chegando a casa, tive de pesquisar.

Que síndrome é esta?

Bem, está associada ao mal-estar após a ingestão de determinados alimentos, nomeadamente em restaurantes chineses, e é frequentemente confundida com intoxicações alimentares.

A culpa é do glutamato monossódico, ao qual muitas pessoas são hipersensíveis e perante o consumo de alimentos onde este está presente manifestam sintomas como dor de cabeça, rubor facial, formigueiro, rigidez na parte posterior do pescoço, dores no peito, náuseas e vómitos.

É claro que tudo isto varia de pessoa para pessoa, bem como a quantidade desta substância necessária para provocar todo este incómodo.

E onde anda o tal glutamato monossódico?

No molho de soja, nos caldos que usamos para dar sabor aos nossos cozinhados, nalgumas refeições pré-cozinhadas

Pelos vistos, não é assim tão incomum. Alguém por aí sofre deste mal?

E hoje, por onde andou a Guida?

serra da estrela

serra da estrela

manteigas

belmonte

belmonte

Vá, hoje é bastante mais fácil. Um prémio à primeira pessoa que responder correctamente até amanhã, Sexta-Feira Santa, dia 2 de Abril, ao meio-dia.

Desta vez não há abébias para ninguém!

P.S. a 02.Abril.2010 às 17.22h – Eu não acredito! Estas fotos eram bastante mais fáceis do que as do outro post! Amuei.

Os sítios eram: Torre, Serra da Estrela (1ª e 2ª foto), Manteigas (3ª foto) e o castelo de Belmonte (últimas 2 fotos), terra do Pedro Álvares de Cabral.

Ponto da situação

mação

praia fluvial ortiga

castelo belver

alamal

alamal

E é assim que justifico a ausência dos últimos dias: muitos passeios. Afinal, o tempo de férias é para aproveitar!

Já agora, palpites sobre os sítios das fotos. Alguém adivinha?

Prometo que dou um prémio (surpresa!) à primeira pessoa que acertar nos quatro sítios até ao meio-dia de amanhã, quinta-feira, dia 1 de Abril. Até dou uma ajuda, as últimas duas fotos são no mesmo sítio.

E não, não estamos a brincar ao Dia das Mentiras!

P.S. a 01.04.2010 às 20.10h – Bom, estou a ver que anda tudo a precisar de uns valentes passeios por Portugal. Castelo de Bode? Óbidos? Almourol? Outros confins? Hã? Nada disso, é tudo bastante mais perto da minha terra. No entanto, temos vencedora. Já passava do meio-dia, houve uma pequena falha quanto à resposta da primeira foto, mas a Guida é boazinha e tem mesmo de presentear alguém. Quem ganha? A Sónia Lopes. Só não sei bem o quê, ainda tenho de discutir com ela!

Passando às respostas: na primeira foto, podem ver o altar da Misericórdia da vila de Mação (terra mai’ linda!). Na segunda foto, trata-se da praia fluvial da Ortiga. Na terceira foto, temos Belver com o belo do castelo que nunca visitei. Por último, nas duas fotos restantes, estamos no Alamal, pertinho da pousada, da praia fluvial e o Clube Trilho. Sem dúvida, tudo bons sítios para conhecer!

As Pequenas Palavras

De todas as palavras escolhi água
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.

De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.

De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água, mel e flor.

E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escohi dor.

Rosa Lobato de Faria

Até mais!