Categoria: Cultura

Pertences de Verão

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Que nas férias precisamos de pouca coisa para sermos muito felizes. Estes são alguns dos essenciais.

Há já alguns dias, e é por isso que já estamos cheios de ervas daninhas e outras coisas típicas de lugares abandonados.

Mas não se apoquentem, que mais logo (ou amanhã, na pior das hipóteses) já vos conto coisas boas e já vos dou novas das Havaianas. Não, ainda não é sobre a vencedora do passatempo!

Por falar em passatempo, vou poder presentear-vos com algo muito bom para o pós-férias.

No demais, espero conseguir manter o blog devidamente actualizado durante o Agosto molengão longe da cidade e das preocupações.

Quem fica a trabalhar porque já teve férias em Julho ou só as vai ter em Setembro?

Evangelizar corpo a corpo?

Estou certa de que parte de vós já terá lido ou ouvido a brilhante nova que Fátima vai ter uma discoteca cristã. A notícia foi adiantada pela Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal, e o objectivo da criação da “Cristoteca” é proporcionar aos jovens uma diversão nocturna santa. A ideia teve origem numa comunidade católica brasileira.

Dançar sem esquecer a oração e a evangelização, é este o conceito. Nada de bebidas e extravagâncias, que o que se quer é o convívio saudável entre os jovens cristãos. Para os interessados, a primeira “Cristoteca” realizar-se-á no dia 18 de Julho, com entrada gratuita. Primeiro, há uma missa às 20 horas. Às 21 horas abre a pista de dança e serão servidas cristodrinks (sem álcool, pois claro). A evangelização é feita corpo a corpo – os jovens dançam e as missionárias evangelizam. À meia-noite e meia, acaba-se a festa, o que aos olhos dos organizadores é preocupante na medida em que os jovens podem ir para outros espaços de diversão nocturna. Parece que no Brasil estas festas nunca acabam antes das 5 da manhã.

Ainda não decidi o que hei-de pensar disto. Alguém vai aparecer nas ditas “Cristotecas”? Consta que no Seixal houve um evento semelhante e ainda apareceram lá 90 alminhas. Com que objectivo é que alguém aparece? Ouvir a missa ou engatar uma pequena cristã inocente? Que história é essa da evangelização corpo a corpo de das cristodrinks? Não é tudo um pouco contraditório?

Tenho cá para mim que querem ser mais papistas que o Papa. Como já manifestei nas redes sociais e noutros blogs, todo este conceito inovador eleva o flirt de discoteca a outro nível e, peço desculpa às mentes mais sensíveis, já consigo visualizar umas quantas missionárias a prolongarem a santa diversão com os jovens para lá da meia-noite e meia. E como é que alguém ouve o que quer que seja numa discoteca, com a música a rebentar com os ouvidos? Ou será que a música destes eventos é diferente? “Sim, sim! Estou a ouvir perfeitamente – aproxima-te um bocadinho mais que não te vi bem o decote”

Confesso que não assimilei esta ideia genial.

Para rematar, sinto-me no dever de vos encaminhar para a Mixórdia de Temáticas sobre o assunto – Discotese (21.Junho.2012). Nem isto tinha credibilidade se o Ricardo Araújo Pereira não se pronunciasse.

 Consegui encontrar estas fotos aqui no arquivo e achei por bem partilhá-las convosco. São poucos dos muitos disfarces e palhaçadas que fui fazendo ao longo dos anos. Também me mascarei de princesa, de bruxa, de noiva, de padeira, de peixeira, de minhota, de espanhola, de enfermeira, de Beatriz Costa, de Cleópatra, de velhota, entre outras coisas. E as vezes que optei por sair à rua de pijama, já que ninguém leva a mal?

Que vergonha, agora que penso no assunto não me mascaro para o Carnaval há três anos.

E vocês, de que é que já se mascararam?

Zé Franco

A época de exames está mesmo aí à porta. Há muito tempo que não passeávamos, pelo que na sexta-feira passada (quem segue a Guida no Facebook ouviu falar do dito passeio!) decidimos rumar à Ericeira, com direito a passagem pela Aldeia Típica do Zé Franco, no Sobreiro. Nem o frio nos impediu! Como podem ver, o casaco de pêlo sintético que era da minha avó pode não ser o casaco mais bonito do mundo, mas nunca passei frio com ele vestido.

Decidimos ir por estradas velhas, enchemos os pulmões de verde e matámos saudades dos tempos de infância. Fomos depois do almoço, e apesar de estarmos de estômago aconchegado, não resistimos ao melhor pão com chouriço do mundo: o que há no Zé Franco. É enooorme, é saboroso, é barato e ainda por cima está sempre quentinho. Demos uma volta para matar saudades das miniaturas e obras e, vejam bem, até redescobrimos um boticário por lá. Acho-lhe uma piada enorme e remeto-me sempre para outro Boticário!

Hoje, sei que a maior parte das pessoas da minha geração e daí para baixo já não conhecem o Zé Franco. Prometo que quando tiver filhos os levo lá com frequência!

Já na Ericeira, pareceu-nos que o mar estava melhor do que em muitos dias de Verão. Pareceu-nos! Cá fora, o termómetro marcava 15ºC. Eram só mais 11ºC do que perto de casa! Ainda assim, estávamos gelados e pareceu-nos melhor ficar no carro a apreciar as sobras de pão com chouriço do que passear no areal.

Depois disto tudo, ainda fomos às compras.

Foi, com certeza, um bom começo de fim-de-semana.

Notícias de Segunda #3

Sabem qual é um dos grandes males do tempo frio? Uma pessoa fica constipada, fica doente, fica mal e depois só quer/precisa de descansar. Às vezes, é claro que não há blogue que nos arranque da cama. Como queremos começar a semana em beleza, apesar da tosse, precisamos de notícias boas:

  • Se existe algum destaque a dar esta semana, é à Tânia, que há dias lançou a sua própria marca. Gosto de pessoas que sonham e de pessoas que lutam, por isso a Tânia está de parabéns por trazer ao público a Argent Makeup, que por agora lançou uns brush rolls lindos, super práticos e a preços acessíveis mas que no futuro trará muitas surpresas! E sabem que mais? Sabem os pincéis de rabo gordo, que aguentam em pé, vendidos por algumas marcas? Cabem nestes estojos. Estão disponíveis em rosa e em preto por 15€, aqui na loja online. Já asseguraram o vosso?
  • Também não podia deixar a semana passar sem alertar as cabeças de vento cá do burgo que a próxima quinta-feira, dia 1 de Dezembro, é a última vez que vamos ter o feriado da Restauração da Independência (que foi em 1640). É verdade, este é um dos quatro feriados que vão desaparecer em 2012.
  • Já que falei em feriado, o que é que vão fazer nesse dia de descanso? Ainda não têm programa? Sugiro-vos então que se juntem à intervenção “O VIH não se vê”, da The Body Shop com a Abraço, entre as 11h e as 12h. Onde? Em Lisboa, na Praça dos Restauradores e no Porto, na Praça Gomes Teixeira. Vai também haver um peditório nas lojas e uma venda de pins por 1€, dos quais 75% reverte para a Abraço.

UnhateUnhate

A polémica vai ser mais do que muita, vai haver quem não goste, mas mais uma vez a Benetton tocou na ferida com a campanha Unhate. Quando é que o orgulho e os interesses parvos serão deixados de lado? Somos todos feitos do mesmo, todos vamos para o mesmo sítio, por que não tornar este mundo bom e justo para toda a gente? Como querem que as massas mudem se quem dá a cara não dá o exemplo? A maior meretriz não é o Obama, para mim. A Merkel estaria numa orgia com a Europa inteira…

It is going to be polemic, some people will not like this, but once again Benetton focused on an important question with their new Unhate campaign. When are they going to leave their pride and stupid interests appart? We are all made of the same ingredients, we are all going to the same place, why not making this world a better place to be and fair for everyone? How do they want the masses to change if their representatives do not give the example? The biggest hooker is not Obama, at least for me. Merkel would be in an orgy with the entire Europe.

Facebook Kids

Ontem descobri que as minhas primas de dez anos têm perfis no Facebook. Os pais têm conhecimento, é certo, mas mesmo assim não deixa de ser medonho. Ambas têm fotografias. Uma delas nem sequer deixa adicionar amigos, o que me deixa um nadinha mais aliviada. A outra, tem o mural à mercê de quem passa, pois nem sequer controla a visibilidade do que escreve.

Bem sei que as coisas mudam e que quando eu tinha a idade delas mal havia Internet. Tive o meu primeiro blogue aos doze anos. Nessa altura, ninguém pensava em redes sociais. Havia os chats, o mIRC ainda tinha algum peso e era por lá que se conversava. Mas numa época em que quase ninguém tinha câmaras digitais e os telemóveis só serviam para telefonar e mandar mensagens, não havia essa preocupação. Até porque o mais provável era utilizar um nickname hoje, outro amanhã e por aí fora.

Sou sincera, criança minha não teria autorização para criar um perfil na Internet tão cedo.

Em primeiro lugar, os miúdos são novos de mais para andarem agarrados a computadores. Nem sequer falando na saúde deles, acho que é desde cedo que se aprendem os valores importantes da vida. Como é possível esperar que tenham força de vontade e que sejam seres amigáveis se têm a liberdade de alapar em frente ao monitor? Acho que aos dez anos socializar significa algo mais do que passear pelo Facebook. No meu tempo, saltava-se à corda, andava-se de bicicleta, brincava-se. Também se jogava no Gameboy e na Playstation, mas enjoávamos de tudo isso muito depressa. Hoje em dia, joga-se no Farmville, Cityville e outros villes. Na minha escolinha, teríamos gosto por ter uma horta num canteiro algures. Já estes miúdos, ficam contentes por ter uma horta virtual. Pergunto-me se sabem que o leite vem da vaca e que os morangos não vêm das árvores.

Depois, há a questão da segurança. Não me venham dizer que os pais controlam, porque não acredito que algum pai tenha controlo total sobre os seus filhos durante todos os minutos do dia. Não me enganem, todos passámos por lá, todos sabemos o que a casa gasta. E os azares acontecem, muitas vezes porque damos abébias.

Se há coisas em que acredito que quanto mais cedo lidarmos com elas, melhor, esta não é uma delas. Sabem, vejo muitos adultos que deviam ser proibidos de estar em redes sociais pelas atitudes que têm. Não se apercebem de que qualquer pessoa pode ver o que escrevem e por vezes dizem as maiores barbaridades. Sim, temos liberdade de expressão. Mas também é verdade que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, e muita gente não se apercebe dos limites. Se é este o exemplo que as pessoas grandes dão, como esperam que os mais novos tenham bom senso? Nem falo dos falsos perfis de adultos mal intencionados. Falo de pessoas relativamente influentes, que sabem que há malta miúda a vê-las e que ainda assim jogam muitos palavrões para o ar, a par de afirmações grotescas (como pessoa tal que há tempos afirmava que quando as jovens se vestem de forma “provocatória” merecem o assédio de que sofrem por vezes). É que, a meu ver, grande parte da nossa formação humana vem dos exemplos que tivemos. Por vezes, não conseguimos distinguir o exemplo bom do exemplo mau.

Chamem-me forreta, mas a isto eu faço “não gosto”.