Categoria: Cultura

Chá Pink Lennon – Coisas que os aliens raptaram

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Por esta altura devem estar todos a pensar que pirei de vez.

Há cerca de um ano e meio, numa apresentação da Artistry promovida pelo The Beauty and The Best, a Inês serviu-me um chá delicioso chamado Pink Lennon.

Até me disse na altura onde é que o podia encontrar, mas nunca consegui encontrar o sítio. Costumamos dizer que se existe, está no Google.

Neste caso, eu não estou maluquinha e, mais uma vez, não encontro o bendito chá em motor de busca nenhum e ninguém sabe do que se trata.

O que é que aconteceu ao Pink Lennon? Foi raptado pelos aliens?

O Chinês Clandestino

Hoje têm direito a um dos posts mais surreais deste blogue.

E têm de ficar informad@s desde já que escusam de pedir pormenores sobre a localização deste brilhante sítio porque, como devem imaginar, ainda quero ir lá comer algumas vezes antes que alguém decida fechar o estaminé e mandar os senhores chineses de regresso para a China.

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Na blogosfera mais próxima até já se riem de mim cada vez que falo no chinês clandestino, mas já começam a haver testemunhas de que não vale a pena ter preconceitos, porque quando se experimenta visitar o sítio, quer-se sempre regressar.

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O chinês clandestino, como é conhecido, é uma espécie de restaurante que funciona num apartamento onde moram mesmo pessoas. Fica algures na velha Lisboa, no Martim Moniz, num prédio velho.

As mesas são pegajosas. As cadeiras são pegajosas. Tudo é pegajoso.

Mas o ambiente é muito bom, porque quem nos atende são pessoas infinitamente simpáticas e o mais provável é termos de dividir a mesa com outros clientes que vão surgindo.

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Para o jantar? Bom, têm duas páginas com uma listagem enorme de pratos que podem pedir. As doses são enormes e muito baratas.

Não idealizem o menu, porque garanto que a comida lá não tem nada a ver com a que costumamos encontrar em restaurantes chineses.

É lá que como o melhor arroz xau-xau de sempre (que é castanho!), o melhor chao min, entre outras coisas.

A galinha com amêndoas não tem nada a ver com a que é apresentada nos outros chineses. Catrapisquei fotos do arroz e da galinha à Beatriz para vos mostrar.

Sim, da primeira vez que vamos lá temos medo de já não sair. Asneiras. Até posso não saber muito bem o que tenho no prato, mas ainda estou viva e a comida é tão, tão, tão boa!

Chinês que é chinês é atencioso, por isso gosto do detalhe de oferecerem sempre os aperitivos, o chá e a laranja à sobremesa.

Quem mais já lá foi?

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Evangelizar Corpo a Corpo

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Estou certa de que parte de vós já terá lido ou ouvido a brilhante nova que Fátima vai ter uma discoteca cristã.

A notícia foi adiantada pela Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal, e o objectivo da criação da “Cristoteca” é proporcionar aos jovens uma diversão nocturna santa.

A ideia teve origem numa comunidade católica brasileira. Dançar sem esquecer a oração e a evangelização, é este o conceito.

Nada de bebidas e extravagâncias, que o que se quer é o convívio saudável entre os jovens cristãos. Para os interessados, a primeira “Cristoteca” realizar-se-á no dia 18 de Julho, com entrada gratuita.

Primeiro, há uma missa às 20 horas. Às 21 horas abre a pista de dança e serão servidas cristodrinks (sem álcool, pois claro). A evangelização é feita corpo a corpo – os jovens dançam e as missionárias evangelizam.

À meia-noite e meia, acaba-se a festa, o que aos olhos dos organizadores é preocupante na medida em que os jovens podem ir para outros espaços de diversão nocturna. No Brasil estas festas nunca acabam antes das 5 da manhã.

Ainda não decidi o que hei-de pensar disto. Alguém vai aparecer nas ditas “Cristotecas”?

Consta que no Seixal houve um evento semelhante e ainda apareceram lá 90 alminhas. Com que objectivo é que alguém aparece?

Ouvir a missa ou engatar uma pequena cristã inocente? Que história é essa da evangelização corpo a corpo de das cristodrinks? Não é tudo um pouco contraditório?

Tenho cá para mim que querem ser mais papistas que o Papa.

Como já manifestei nas redes sociais e noutros blogs, todo este conceito inovador eleva o flirt de discoteca a outro nível.

Peço desculpa às mentes mais sensíveis, já consigo visualizar umas quantas missionárias a prolongarem a santa diversão com os jovens para lá da meia-noite e meia.

E como é que alguém ouve o que quer que seja numa discoteca, com a música a rebentar com os ouvidos? Ou será que a música destes eventos é diferente? Confesso que não assimilei esta ideia genial.

Para rematar, sinto-me no dever de vos encaminhar para a Mixórdia de Temáticas sobre o assunto – Discotese (21.Junho.2012). Nem isto tinha credibilidade se o Ricardo Araújo Pereira não se pronunciasse.

Zé Franco

aldeia típica zé franco sobreiro

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aldeia zé franco

zé franco

aldeia zé franco

zé franco

Há muito tempo que não passeávamos, pelo que na sexta-feira passada decidimos rumar à Ericeira, com direito a passagem pela Aldeia Típica do Zé Franco, no Sobreiro.

Nem o frio nos impediu! Como podem ver, o casaco de pêlo sintético que era da minha avó pode não ser o casaco mais bonito do mundo, mas nunca passei frio com ele vestido.

Decidimos ir por estradas velhas, enchemos os pulmões de verde e matámos saudades dos tempos de infância.

Fomos depois do almoço, e apesar de estarmos de estômago aconchegado, não resistimos ao melhor pão com chouriço do mundo: o que há no Zé Franco.

É enooorme, é saboroso, é barato e ainda por cima está sempre quentinho. Demos uma volta para matar saudades das miniaturas e obras e, vejam bem, até redescobrimos um boticário por lá. Acho-lhe uma piada enorme e remeto-me sempre para outro Boticário!

Hoje, sei que a maior parte das pessoas da minha geração e daí para baixo já não conhecem o Zé Franco. Prometo que quando tiver filhos os levo lá com frequência!

ericeira

Já na Ericeira, pareceu-nos que o mar estava melhor do que em muitos dias de Verão.

Pareceu-nos! Cá fora, o termómetro marcava 15ºC. Eram só mais 11ºC do que perto de casa! Ainda assim, estávamos gelados e pareceu-nos melhor ficar no carro a apreciar as sobras de pão com chouriço do que passear no areal.

Depois disto tudo, ainda fomos às compras.

Foi, com certeza, um bom começo de fim-de-semana.

Unhate

benetton benettonbenettonbenettonbenettonbenetton

A polémica vai ser mais do que muita, vai haver quem não goste.

Mais uma vez, a Benetton tocou na ferida com a campanha Unhate.

Quando é que o orgulho e os interesses parvos serão deixados de lado? Somos todos feitos do mesmo, todos vamos para o mesmo sítio, por que não tornar este mundo bom e justo para toda a gente?

Como querem que as massas mudem se quem dá a cara não dá o exemplo?

Facebook Kids

facebook criançasOntem descobri que as minhas primas de dez anos têm perfis no Facebook.

Os pais têm conhecimento, é certo, mas mesmo assim não deixa de ser medonho.

Ambas têm fotografias. Uma delas nem sequer deixa adicionar amigos, o que me deixa um nadinha mais aliviada. A outra, tem o mural à mercê de quem passa, pois nem sequer controla a visibilidade do que escreve.

Bem sei que as coisas mudam e que quando eu tinha a idade delas mal havia Internet.

Tive o meu primeiro blog aos doze anos. Nessa altura, ninguém pensava em redes sociais. Havia os chats, o mIRC ainda tinha algum peso e era por lá que se conversava.

Mas numa época em que quase ninguém tinha câmaras digitais e os telemóveis só serviam para telefonar e mandar mensagens, não havia essa preocupação. Até porque o mais provável era utilizar um nickname hoje, outro amanhã e por aí fora.

Sou sincera, criança minha não teria autorização para criar um perfil na Internet tão cedo.

Em primeiro lugar, os miúdos são novos de mais para andarem agarrados a computadores. Nem sequer falando na saúde deles, acho que é desde cedo que se aprendem os valores importantes da vida.

Como é possível esperar que tenham força de vontade e que sejam seres amigáveis se têm a liberdade de alapar em frente ao monitor? Acho que aos dez anos socializar significa algo mais do que passear pelo Facebook.

No meu tempo, saltava-se à corda, andava-se de bicicleta, brincava-se. Também se jogava no Gameboy e na Playstation, mas enjoávamos de tudo isso muito depressa. Hoje em dia, joga-se no Farmville, Cityville e outros villes.

Na minha escolinha, teríamos gosto por ter uma horta num canteiro algures. Já estes miúdos, ficam contentes por ter uma horta virtual. Pergunto-me se sabem que o leite vem da vaca e que os morangos não vêm das árvores.

Depois, há a questão da segurança.

Não me venham dizer que os pais controlam, porque não acredito que algum pai tenha controlo total sobre os seus filhos durante todos os minutos do dia. Não me enganem, todos passámos por lá, todos sabemos o que a casa gasta.

E os azares acontecem, muitas vezes porque damos abébias.

Se há coisas em que acredito que quanto mais cedo lidarmos com elas, melhor, esta não é uma delas. Sabem, vejo muitos adultos que deviam ser proibidos de estar em redes sociais pelas atitudes que têm.

Não se apercebem de que qualquer pessoa pode ver o que escrevem e por vezes dizem as maiores barbaridades. Sim, temos liberdade de expressão. Mas também é verdade que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, e muita gente não se apercebe dos limites.

Se é este o exemplo que as pessoas grandes dão, como esperam que os mais novos tenham bom senso? Nem falo dos falsos perfis de adultos mal intencionados.

Falo de pessoas relativamente influentes, que sabem que há malta miúda a vê-las e que ainda assim jogam muitos palavrões para o ar, a par de afirmações grotescas (como pessoa tal que há tempos afirmava que quando as jovens se vestem de forma “provocatória” merecem o assédio de que sofrem por vezes).

É que, a meu ver, grande parte da nossa formação humana vem dos exemplos que tivemos. Por vezes, não conseguimos distinguir o exemplo bom do exemplo mau.

Chamem-me forreta, mas a isto eu faço “não gosto”.

Curro – O tal pássaro arco-íris

curro

Pasmem-se! Não só o bicho não tinha rabo de arco-íris como ainda por cima nem era um boneco animado.

Lembram-se da minha procura pelo bicho que, alegadamente, teria um rabo arco-íris? Chama-se Curro e foi a mascote da Expo 92, em Sevilha.

No fundo, no fundo, eu sabia que o passarinho não era fruto da minha imaginação. Eu lembro-me de o ter visto em montes de sítios!

Obrigada, Marta, não imaginas como foi importante esclareceres a dúvida! Sem ti, o Curro teria ficado eternamente com os aliens.

Síndrome do Restaurante Chinês

síndrome do restaurante chinês

Sim, isto existe. Infelizmente existe, para mal dos pecados de muita gente que gosta de comida oriental, pré-cozinhada, caldinhos e afins.

Ouvi falar disto hoje e é claro que fiquei curiosa e, chegando a casa, tive de pesquisar.

Que síndrome é esta?

Bem, está associada ao mal-estar após a ingestão de determinados alimentos, nomeadamente em restaurantes chineses, e é frequentemente confundida com intoxicações alimentares.

A culpa é do glutamato monossódico, ao qual muitas pessoas são hipersensíveis e perante o consumo de alimentos onde este está presente manifestam sintomas como dor de cabeça, rubor facial, formigueiro, rigidez na parte posterior do pescoço, dores no peito, náuseas e vómitos.

É claro que tudo isto varia de pessoa para pessoa, bem como a quantidade desta substância necessária para provocar todo este incómodo.

E onde anda o tal glutamato monossódico?

No molho de soja, nos caldos que usamos para dar sabor aos nossos cozinhados, nalgumas refeições pré-cozinhadas

Pelos vistos, não é assim tão incomum. Alguém por aí sofre deste mal?