Categoria: Cozinha

Manjericos que Fazem Bem

manjerico
Manjerico por João Belard.

E esta, hã?

Estava eu na cozinha a olhar para o manjerico que os meus pais trouxeram dos Santos, quando me passa pela cabeça a hipótese de fazer chá de manjerico (lá cheiroso ele é, por que é que não havia de dar uma boa bebida?). E lá fui buscar o livro das ervinhas.

Ao que parece, dá mesmo para fazer chá de manjerico e até faz muito bem para quem precisa de energia!

Já meti uns raminhos a secar, diz que cai bem com uma casquinha de limão!

Ah, segundo o que vi no Google, o manjerico também dá um bom tempero para omeletes, carne, e peixe. Hei-de experimentar também com massa!

Na culinária, o manjerico usa-se fresquinho e é misturado com o comer já feito e quentinho.

Vamos fazer um piquenique

piquenique

… E encher a cesta de coisas boas.

Estes feriados convidam aos passeios, e por que não ir fazer o reconhecimento daquela zona verde que não fica assim tão longe da gente e que já não visitamos há anos?

Convém ter em conta as coisas essenciais a levar e é importante ter cuidado com tudo, desde a comida ao vestuário:

  • Vamos para o meio da Natureza, logo não convém levar o vestido que custou balúrdios na loja XPTO nem as calças justas que não deixam poisar o rabiosque. O ideal será levar um top ou t-shirt frescos e confortáveis e um casaco leve, não vá o vento refrescar o ar.
  • Se soubermos que há um sítio jeitoso para nos sentarmos, dá para levar calções. No caso de o piquenique ser feito no chão, levam-se calças. Não vale levar saias nem vestidos, são pouco práticos. Para os meninos, é t-shirt, casaco e calças ou bermudas.
  • Ninguém leva partes de baixo claras, pois corre-se o risco de ficar tudo sujo com a terra e as plantas e essas coisas todas!
  • Quanto ao calçado, há que pensar no conforto. Vamos andar? Umas botas de caminhada ou uns ténis confortáveis podem ser boa ideia. Escolhem-se as meias mais grossas de todas e, se for preciso, metem-se pensos higiénicos (esta eu aprendi nos escuteiros!) no fundo dos sapatos para evitar o aparecimento de bolhas.
  • Mesmo que não seja preciso andar muito, levar chinelos ou sapatos pode ser um sarilho, porque ninguém gosta de ervinhas e areias no meio dos dedos. Os saltos altos estão banidos! O ideal é levar ténis velhos, batidos, que a gente sabe que não magoam os pés.
  • O sol vai andar no ar. Mesmo que não ande, é obrigatório levar chapéu. E óculos de sol. Ouviram? E quem tem cabelos compridos é capaz de querer apanhar o cabelo. É mais prático!
  • Como já se falou em sol, creio que nunca é de mais alertar para o uso de protector solar: por favor, metam-no meia hora antes de sairem de casa em tudo o que é pele e reforcem a cada três horas.
  • Eu recomendo o Anthelios 60 da La Roche-Posay, à venda na farmácia. Não esqueçam também que é importante a ingestão de líquidos regularmente, pelo que não pode faltar MUITA água no vosso arsenal.

Passando à paparoca:

  • É sempre bonito levar uma toalhinha, quer seja para estender no chão ou para cobrir a mesa. A nossa comida deve sempre ficar em sítios limpos. Assegurem também alguns guardanapos e, se for preciso, toalhitas para limpar as mãos gordurosas.
  • Levem sacos de plástico para guardar o lixo e eventuais loiças que precisem de ser lavadas em casa. Dêem preferência aos talheres “a sério” e aos pratos e copos de plástico daqueles que não vão para o lixo e dá para voltar a usar. Sim ao ambiente!
  • Se forem fazer um churrasco, tentem levar a carne/peixe já temperados e tudo o que for necessário para usar no barbecue. Nada de levar iogurtes de leite, maionese e outras comidas que levem ovos. Sugiro que, no caso de levarem o farnel já pronto, preparem estes pãezinhos com salsicha.
  • Se quiserem acompanhamentos, que tal massa fria, salada não temperada ou arroz branco? Para a sobremesa, podem levar fruta ou uma caixinha com bolinhos, que podem ser estes que eu já fiz (sem a cobertura!).
  • Levar refrigerantes não é bom, até porque mesmo que os levem gelados e na mala térmica, vão ficar maus ao fim de algum tempo de um lado para o outro nas vossas mãos. Experimentem levar chá, sem açúcar! Nos cafés Portela há um chá de frutos do bosque óptimo para o efeito.

No meio disto tudo, não se esqueçam que têm que carregar a tralha toda!

  • Dêem preferência a mochilas em vez de sacos de mão e cestas, pois é mais fácil transportá-las e o peso não faz tão mal aos nossos ossinhos, visto que fica melhor distribuido.
  • Não se esqueçam dos medicamentos do costume, da bolsa dos primeiros socorros e do repelente de insectos. Não ponham perfume em dias de piquenique, a menos que queiram os mosquitos e o resto da bicharada à vossa volta.
  • Se vos der um aperto, podem não ter uma casa-de-banho por perto. Escolham arbustos meio escondidos e levem saquinhos, para não deitar papel higiénico ou toalhitas para o chão. O saquinho também é válido se o mal for de tripas. Se não deixamos os cocós dos lulus no chão, por que é que haviamos de deixar os nossos?
  • Levem a máquina fotográfica e a máquina de filmar, se tiverem. Registem os vossos momentos de diversão, para mais tarde recordar! Levem um jogo qualquer, cartas, por exemplo, para se entreterem nos tempos mortos. Experimentem levar um bloco e um lápis e escrever ou desenhar o que vêem.

Sejam originais e divirtam-se!

Sugestões para um dia chuvoso

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Imagem de autoria desconhecida.

Os dias assim chuvosos são uma treta, pois não podemos ir para lado nenhum sem estarmos sujeitos a banhadas e constipações.

Hão-de ver, também, que normalmente são os fins-de-semana que ficam bem regados a nuvens feias, escuras, e chuva.

O que podemos fazer para não morrer de tédio?

As pessoas que, como eu, vão entrar em época de exames devem estudar. Para além disso, podemos ir para a cozinha e fazer bolinhos bons (ei, descobri este blogue ontem à noite, dêem uma olhada e atenção que está em inglês. Que crime ver coisas daquelas!).

Podemos revirar o roupeiro e ver se há lá roupas para doar ou para arranjar/modificar (podem ver sugestões na Makezine/Craftzine, que também tem ideias muito boas para outros assuntos, e se se inscreverem aqui e instalarem a barra de ferramentas também podem encontrar grandes ideias nos canais sewing e crafts).

Podemos mimar-nos com um grande banho e todos os cremes e máscaras e mariquices a que temos direito. Só não podemos render-nos à inércia e ficarmos agarrados ao sofá.

Aproveitem o sábado!

Amig@s da Saúde e da Carteira

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Antigamente, não havia máquinas cheias de comida da treta e cafés à mão de semear.

Não havia ao dispor das pessoas quase nenhuma das facilidades e confortos que temos hoje em termos de alimentos, para além de que muitas famílias não se podiam dar ao luxo de gastar dinheiro com comida já embalada e pronta a levar (esta faz parte dum antigamente já muito recente), quando ainda por cima a maior parte tinha hortas e quintais com alguns cultivos para a família.

Não sei o que dirão vocês, mas eu acho um grande abuso o dinheiro que cobram por peças de fruta (quando está disponível), sandes, sumos e leites até mesmo no bar da escola. Para além disso, não temos uma grande variedade de alimentos à nossa escolha, sendo a maior parte do que há para comer muito precária a nível nutricional.

No entanto, o que fazemos nós? Continuamos a gastar dinheiro em folhados e bolos mal-cheirosos. Experimentem fazer as contas: sei que 2€ é, provavelmente, uma quantia exagerada para o que a maior parte de nós consome ao pequeno-almoço ou ao lanche. Ainda assim, com esse valor, num mês podemos chegar a gastar 50€ com esta brincadeira, se só contarmos com uma “refeição”. E por que é que insistimos?

Outra coisa que me deixa extremamente aborrecida é ver as lancheiras dos meninos da escola, cheios de bolicaos e batatas fritas porque, segundo os pais, é o que sai mais barato. Não, não é! Todas as escolas primárias do estado são obrigadas a fornecer aos alunos aquilo que se chama leite escolar.

Se os pequenos não gostarem, há sumos e essas coisas que os pais podem comprar e que, eu garanto, não saem caras! Cinco sumos ou leites ou seja lá o que for ficam significativamente abaixo dos 2€ que gastariam numa ida matinal ao café. E o pão? Será que custa assim tanto fazer sandes com doce, queijo ou fiambre ou outra coisa qualquer na véspera ou mesmo de manhã antes de sair de casa? Acreditem que o que vão gastar nisso numa semana fica bem abaixo do pacote de bolicaos.

Se os meninos da escola podem levar o lanche, por que é que se perde esse hábito?

Por que é que nós não fazemos como eles? Vejam a foto acima. Sabem o que lá está? Bolsas para as merendas, antigas (na verdade são guardanapeiras, mas raramente devem ter sido usadas como tal). Tenho uma pilha enorme delas cá em casa e perguntei à minha mãe se as podia usar, pois não ocupam espaço nenhum na mala com uma sandes, pacote de bolacha integral ou peça de fruta e um leite ou iogurte, e assim não tenho que usar sacos de plástico. Escolhi três, é mais do que suficiente para ir revezando.

Desta forma, não vou estar a engolir as gorduras e óleos dos cafés e bares que só fazem mal ao colesterol, à pele e a tudo. Nem vou estar a gastar tanto dinheiro com comida, que faz tanto jeito para outras coisas. Como vêem, não há desculpas para continuarem a abusar do vosso organismo e do porta-moedas.

Podem ir mais longe e fazer como eu, quando tinha que almoçar fora de casa: estaria a mentir se dissesse que não como porcarias nem como no shopping, mas na maior parte dos casos levava uma caixinha com o almoço (se tiverem sítios próprios para aquecer o comer, óptimo. Se não houver, têm que fazer comida que seja boa fria).

Bolo de Iogurte de Cereja

bolo de iogurte

Há uns dias atrás, surgiu um desejo estranho de comer bolo de cerejas.

Pensei que devia sair daí bom bolo e decidi, então, aldrabar uma receita de bolo de iogurte (podem fazê-lo com outros doces, iogurtes e frutos!). É super fácil para quem não entende muito de cozinha e não gosta de perder tempo a cozinhar.

Tripliquei a receita, aqui ficam as doses normais para um bolinho.

Ingredientes

  • 1 iogurte de cereja (eu usei os do Pomar da Yoplait, que têm duas variedades de cereja)
  • 4 ovos
  • 3 copos de iogurte de açúcar
  • 3 copos de iogurte de farinha
  • 2 colheres de chá de fermento
  • 1 copo de iogurte de óleo
  • Doce de cereja (opcional)

Preparação

  1. Coloque o forno a aquecer. Unte uma forma de bolos com margarina e polvilhe com farinha.
  2. Bata os ovos com o açúcar. Junte-lhes o iogurte, o doce de cereja (não é obrigatório mas ajuda no sabor!) e o óleo e bata de novo.
  3. Junte-lhes a farinha, aos poucos, e o fermento. Vá mexendo com a colher de pau até ter uma mistura uniforme.
  4. Deite a mistura na forma e leve ao forno até cheirar a bolo (não é a queimado, é a bolo!) ou até espetar um palito e verificar que não vem massa agarrada.

Não há foto do bolo que fiz ontem, mas vai haver! Ficou muito bom!

P.S. a 25.Maio.2009 – Cá está a foto do bendito do bolo. Deliciem-se!

Cheesecake de Frutos Silvestres da Mãe

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Parece que finalmente chegou a Portugal o bom tempo que convida a passeios e exige que deixemos os casacos e os cobertores bem escondidos no fundo do armário. Mas não são só as mudanças de trapos que vêm com o bom tempo. Este sol quentinho convida-nos a comer frutinhas, mais verduras, bebidas frescas e sobremesas geladas!

Assim, eu e a minha mãe decidimos fazer este cheesecake de frutos silvestres gigantesco ontem à tarde.

Os ingredientes desta receita servem para dois cheesecakes mas nós esquecemo-nos desse pormenor! Ainda bem que a forma era grande.

Ingredientes

  • 7 Ovos
  • 1 Pacote de Açúcar
  • 2 Colheres de Chá de Fermento
  • 1 Caneca de Farinha sem Fermento
  • 4 Folhas de Gelatina Transparente
  • 1 Frasco de Doce de Frutos Silvestres
  • 1 Pacote de Frutos Silvestres Congelados
  • 4 Pacotinhos de Natas
  • 1 Embalagem de Queijo Philadelphia (ou semelhante)

Preparação

1. Aqueça o forno a 170ºC.
2. Separe as gemas das claras em dois recipientes diferentes. Bata as claras em castelo e junte-lhes um pouquinho de açúcar.
3. Junte uma caneca de açúcar às gemas e bata a mistura. Junte 1dl de água e bata. Junte o fermento e vá juntando as claras e a farinha e mexendo sempre com a colher de pau até obter uma mistura homogénea.
4. Unte uma forma com margarina e polvilhe-a com farinha. Deite a mistura anterior na forma e leve-a ao forno estando sempre com atenção. Quando cheirar a bolo, espete um palito e verifique se este já está cozido no meio. Se não estiver, deixe-o estar no forno mais um tempinho (com muita atenção, para não queimar!). Esta é a base do cheesecake.
5. Derreta uma folha de gelatina e junte-lhe o frasco de doce e os frutos silvestres em lume brando. Mexa sempre com a colher de pau até a gelatina estar completamente derretida e misturada com os frutos. Esta mistura será a cobertura do cheesecake.
6. Bata as natas. Junte uma caneca de açúcar e bata de novo, para misturar.
7. Às natas batidas, vá juntando o queijo e misturando muito bem com a colher de pau, até que a embalagem esteja vazia e não haja “grãos” de queijo nas natas.
8. Derreta as três folhas de gelatina e misture-as muito bem com o preparado anterior. Convém mexer sempre, rápido, para que a gelatina não solidifique em grãos no meio das natas e do queijo. Esta é a camada intermédia do cheesecake.
9. Na forma onde cozeu a base do bolo, verta a cobertura. Posteriormente, verta a camada intermédia e, por último, coloque a base do cheesecake. Se for necessário, isole com filme (aquele papel transparente aderente da cozinha!) para a camada intermédia não escorrer. No nosso caso, foi o que teve que ser feito visto que o bolo ficou mesmo gigante! Aliás, não dá sequer para ver o tamanho da base porque a camada branca a cobriu quase toda.
10. Leve ao frigorífico durante aproximadamente meio dia. Está pronto a servir!

É claro que existem variantes, basta terem imaginação. Podem usar gelatina colorida (mas sempre em folhas!), misturar doce e frutos silvestres com as natas, usar outros frutos… É ao gosto do freguês!
Novamente, não se esqueçam de reduzir os ingredientes a metade se só quiserem um cheesecake.

Aproveitem o bom tempo e deliciem-se com esta sobremesa deliciosa!

Farinhas & Papas

papas vintage

Há dois dias, a Patrícia falou das papas de farinha Maizena no blogue dela. Assim, e porque pensei que já estava na hora de escrever sobre as papas que se comem cá em casa e muita gente pensa que algumas delas estão extintas, cá estou eu com a Maizena, a Farinha Predilecta e a Farinha 33.

É uma grande tristeza saber que a maior parte das pessoas da minha idade só conhece Milupas e Cerelacs e essas papas mais comuns que por aí andam e que comemos quando éramos pequenos. Se lhes falar em Predilecta ou 33, fazem caretas feias típicas de quem não está a par do assunto comentado. Sim, a minha avó dava-me Farinha 33 quando era pequena!

E que histórias são estas das papas perdidas?

Comecemos pela mais conhecida e talvez a mais gostosa: a Maizena. Sabe a leite creme! Já devem ter visto o reclame que passa agora na televisão, que promete que esta farinha deixa os bolos maiores e mais fofos. Aqui, como-a quentinha (fria não presta! fica rija, mais ou menos como se fosse gelatina…).

Já a Farinha 33 sabe a chocolate e é tão boa feita em papa como misturada no leite quente, com um nadinha de açúcar se for necessário.

Por último, temos a Farinha Predilecta que, ironicamente, é a que menos gosto destas três papas. Mas não deixa de ser boa! Sabe-me a cereais triturados e parece-me que é melhor diluída no leite do que em papa.

Como Fazer Papa de Farinha Maizena?

É como a Patrícia disse aqui. Ferve-se leite com uma casquinha de limão, baixar o lume quando o leite estiver a ferver e juntar a Maizena e um pouquinho de açúcar, mexendo sempre, como se estivéssemos a fazer leite creme.

Convém ir adicionando às mijinhas, a menos que queiram ter massa consistente no final! A vossa papa deverá ter um aspecto cremoso.

Como Fazer Papa de Farinha 33?

Bem, não vou falar só da papa, mas é por aí que começo.

Ferve-se o leite e vai-se juntando a farinha, mexendo sempre. Também podemos juntar a bela da casquinha de limão e algum açúcar. Amantes do chocolate, esta é uma boa papa para vocês!

Em alternativa, dá para diluir a Farinha 33 em leite quente ou frio, café ou água quente. Uso duas ou três colheres de sopa por caneca!

Como Fazer Papa de Farinha Predilecta?

Pode ferver-se o leite e juntar a farinha, mexendo sempre e juntando algum açúcar (acho esta papa um pouco enjoativa!) ou, em alternativa, diluir duas colheres de sopa de Farinha Predilecta num copo de leite, quente ou frio.

Ah, já me perguntaram várias vezes onde é que compro as farinhas. Existem em alguns mercados Mini-Preço (na minha terra, em Mação, existe!) e no Intermarché.

Para quem vive no Alentejo, na zona de Santo André/Sines, também já as encontrei à venda na Petrocoop (ah, como amo este mercado!). Se alguém souber de mais sítios, agradecia que divulgassem!

Brownies

brownies

Tal como prometi ontem, hoje trago a sobremesa: brownies.

Sei que não está com o melhor aspecto do mundo, mas esta foi a minha primeira tentativa de fazer brownies e há alguns aspectos a melhorar.

Posso dizer, contudo, que estão deliciosos e que toda a gente cá em casa gostou! A receita? Fui lendo sobre ela em vários sítios que encontrei via Google e experimentei com o que havia cá por casa e à minha maneira. Da próxima sai melhor!

Ingredientes

  • Cerca de 50g de margarina
  • 170g de chocolate de culinária
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó (eu usei mesmo pó do chocolate quente da Nestlé, não havia chocolate ou cacau em pó!)
  • 1 caneca de farinha sem fermento
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó
  • 1 colher de chá de sal grosso
  • 2 colheres de chá de essência de baunilha
  • 1 caneca de açúcar
  • 2 ovos

Preparação

  1. Coloque o forno a aquecer entre os 160ºC e os 200ºC.
  2. Derreta a margarina, o chocolate e o cacau em banho-maria.
  3. Num recipiente, coloque a farinha, o sal e o fermento e misture.
  4. Noutro recipiente, bata os ovos, o açúcar e a baunilha até se formar uma mistura amarelinha clara e não se notarem os grãos de açúcar.
  5. Misture os dois preparados anteriores e o que derreteu em banho-maria e mexa tudo com uma colher de pau até obter uma mistura uniforme.
  6. Forre uma forma com papel de alumínio ou papel vegetal e unte com margarina.
  7. Espalhe a mistura pela forma e leve ao forno durante cerca de meia hora.
  8. Quando estiver pronto, espere que o bolo arrefeça, retire da forma puxando o papel e corte em quadradinhos.

Da Próxima Vez

  • Não vou deixar o bolo tanto tempo no forno. Como podem ver, o fundo queimou um bocado! Não é relevante, nem sequer sabe a queimado, mas fica feio. O tempo de cozedura varia de forno para forno, convém ter muita atenção.
  • Não vou tentar retirar o bolo da forma e muito menos cortá-lo antes que esteja realmente frio e rijo. Dá o aspecto que podem ver: parece que desfiz os brownies com as mãos!

Divirtam-se a fazer brownies, partilhem as vossas receitas e espero que esta minha experiência vos ajude!

Frango à Brás

frango à brás

Como em qualquer outra casa, penso eu, e se não for verdade deveria ser (e o mais rapidamente possível!), aqui não se deitam as sobras de comida fora.

É que para além de estarmos em época de crise, há muita gente por esse mundo fora que passa muita fome e já que temos a sorte de viver no extremo oposto e pecar pela fartura, devia ser proibidíssimo deitar comida boa fora.

Não estou a dizer que gosto de toda a comida que me vem calhar ao prato, nem que gosto de comida requentada. Mas se tiver que as comer, que remédio tenho eu! E há sempre uma alternativa à saga do microondas (e mesmo a comida reaquecida no fogão/forno chega a perder o gosto que tinha quando foi feita!).

Há quem goste de frango assado no dia seguinte, frio ou requentado, mas eu não sou uma dessas pessoas e portanto tenho que me virar para não gerar desperdício. Sei que há muita gente que faz o mesmo que eu, mas há outras tantas pessoas que não conhecem o truque.

Ingredientes

  • Restos de frango assado (ou outra carne que esteja feita e guardada numa caixa lá no fundo do frigorífico, como costeletas, febras ou hamburgueres, tudo em pedaços pequenos. Eu usei pouco mais que 1/4 de frango, que desfiei). Não sejam preconceituos@s com os molhos e picantes, acreditem que o frango cá em casa tem muito picante e no final nem se sente tal sabor. Basta retirar a maior parte das peles! Também podem usar cogumelos, seitan, alho francês, essas coisas. Puxem pela imaginação. Tudo fica bem à brás!
  • 1 Cebola média cortada em meias luas ou picada
  • 1 Pacote de batata palha (podem cortar batata em palitos fininhos e fritar, mas isso dá muito trabalho e com esta receita pretende-se poupar em todos os sentidos, incluindo o tempo de preparação!)
  • 4 Ovos
  • Azeite
  • Sal qb

Preparação

  1. Numa caçarola, refogue a cebola em azeite.
  2. Numa tigela, mexa os quatro ovos e junte uma pitada de sal.
  3. Quando a cebola alourar, junte a carne. Se for preciso, adicione um nadinha de água.
  4. Junte a batata palha na caçarola e mexa muito bem com a colher de pau. Se for preciso, volte a juntar um bocadinho, muito pequenino, de água.
  5. Junte os ovos, como se fosse fazer ovo mexido. Misture tudo muito bem.

E o prato está pronto a servir!
Amanhã ou depois volto com a sobremesa.

Bom apetite!

P.S. Para quem ainda não percebeu, criei este meu blogue para partilhar coisas que sei ou que experimento e funcionam de forma a simplificar a vida das pessoas. Assim, todos os comentários e críticas d@s leitor@s são bem aceites e gosto bastante quando há feedback positivo! E surgiu uma dica importante por parte de uma leitora, a Filipa, que passo a transcrever:

“Olá Guida!
Já agora, um pequeno truque para o teu “qualquer coisa que sobre” à brás: eu raramente faço esse prato com batata palha porque detesto o sabor a óleo (e às vezes até meio rançoso…) das batatas fritas de pacote, mas se as demolhares em leite um bocadinho (tipo 5 minutos) vais ver como ficam não só mais macias mas também muito mais saborosas – e já agora depois repara na côr do leite…”

Cá está algo para experimentar. Mãos à obra e toca a comentar!

P.P.S. – Ceninha do leite experimentada, tenho a dizer: não, não e não! Empastela-se tudo, por aqui não foi fixe.

O Dilema da Sexta-Feira Santa

Hoje é Sexta-feira Santa e as pessoas não podem comer carne.

Ou não devem, se acreditarem nesta história toda que roda à volta de Jesus Cristo e da cruz e dos apóstolos e as coisas todas que daí derivam e sequer pagaram a bula.

É o que reza a História. Confesso que, apesar de ter ido à missa todos os domingos durante mais de 10 anos, de ser crismada, de concordar com uma série de coisas e de valores que aprendi na igreja (não é preciso ir à igreja para adquirir certas capacidades que temos que ter para viver em sociedade!), sou agnóstica.

Na minha opinião, acho que não se adequa tentarmos incutir ideologias que requerem uma certa maturidade para que haja reflexão a crianças. Assim, por volta dos 15 ou 16 anos, deixei de acreditar e de apoiar muito do que tinha aprendido, passei a questionar o que me rodeia, o que teve um ênfase ainda maior quando comecei a perceber as patranhas dos pontífices da Igreja.

Sobre este assunto, ainda tenho que acrescentar o facto de parte dos católicos que conheço serem uma fraude. Não quero ofender ninguém: são uma fraude na medida em que vão à missa uma vez numa década, rezam quando estão em apuros e sem sentimento e muitos são pessoas pouco humildes.

Assim, conheço pessoas muito mais “católicas” que estas, sem que sigam esta religião, ou mesmo que afirmem que não têm religião. Ser humano fica bem a toda a gente e, tenham vergonha, uma coisa que aprendi na igreja é que devemos dar sem esperar receber, e muitos dos católicos que conheço não aprenderam esta lição.

E é no meio disto e de outras discussões sobre este assunto que dá pano para mangas que acontece aquilo a que chamo o dilema da Sexta-feira Santa.

Não acredito na história do católico praticante ou não praticante: ou somos católicos, ou não somos. E se somos, cumprimos certos hábitos desta religião (e o mesmo se passa com qualquer outra religião!), para além de sermos pessoas boas e pensarmos nos outros, como toda a gente deve fazer.

Cá em casa, os meus pais afirmam que são católicos, bem como os meus tios e primos e por aí fora. Acontece que há anos que não os vejo pôr os pés numa igreja nem dar o devido valor ao Natal e outras datas marcantes do catolicismo.

Ainda assim, o meu pai diz que hoje não se pode comer carne cá em casa! Mas obriga-me a comer peixe. E eu contra-argumento:

1. O meu pai come peixe porque é bonito comer peixe neste dia e não atribui nenhum significado. Quando lhe perguntei por que é que se come peixe na Sexta-feira Santa, ele não me soube dar uma razão válida. Ora, cheira-me que se queria ser mais papista que o Papa, devia saber que a Quaresma é uma época de sacrifício pelos motivos que toda a gente sabe e a tradição seria fazer um jejum de toda a carne pelo menos durante a Semana Santa. Mas não sejamos tão extremistas, pelos vistos a maior parte das pessoas opta mesmo pelo suposto jejum só hoje.

2. Ainda assim, peixe é carne. É animal, é carne! É carne branca, bem sei, mas assim o peixe é tão carne como qualquer frango, com a diferença que são animais completamente diferentes! Se querem tanto fazer jejum à carne, hoje as mesas deviam ter comida vegetariana!

Junto ainda o facto de eu detestar peixe. Detesto a Sexta-Feira Santa!