Categoria: Cozinha

Galak Buttons – Coisas que os aliens raptaram

galak buttonsOk, isto é o fim do mundo e vamos todos morrer.

Numa destas noites, à conversa com a Marta, apercebi-me que já não existem Galak Buttons.

E o pior é que tenho muitas, muitas saudades destas pastilhas de chocolate branco.

Não entendi! Lembro-me que durante os meus tempos de Secundário ainda existia, pelo menos em bastão, que é a última recordação que tenho do Galak. Mas os botões é que eram…

Nestlé, o que é que vos passou pela cabeça? Isto é um crime!

É que o Galak não era simples chocolate branco… Era O Chocolate Branco.

Sou só eu ou há por aí mais gente à espera de satisfações pela desaparição do chocolate do golfinho?

Paparotes

amorasQuando era mais novinha, lembro-me que a certa altura do ano, quando fazia calor, havia paparotes.

Tenho a certeza que muit@s de vós passaram pela mesma experiência e, para quem não sabe, os paparotes são uma mistura de amoras esmagadas com açúcar.

Há quem os coma nas folhas ou, para as pessoas mais niquentas (como eu, claro está), vai à colher, da tigela.

Agora é raro encontrar amoras por aí e as do supermercado custam os olhos da cara, tal como qualquer outro fruto silvestre.

Para além disso, nem sequer sabem ao mesmo. As congeladas e os doces de amora não são opção, nem sugiram tal blasfémia.

Fazer o quê? Ficam na memória até à próxima vez…

Vinte e Um

bolo de aniversário

Foi um dia normalíssimo, com excepção aberta ao Facebook e ao telemóvel, nada parou.

Ah, e ao jantar! Família fofinha à mesa e bolo especial feito pela mamã.

Nada de velinhas com números e coisas afins, porque 21 já é um número que começa a pesar.

A propósito, já vos disse que não gosto de números ímpares?

aniversário

Os festejos propriamente ditos foram feitos ontem, com a amigalhada (quase) toda junta num jantar amigável.

Descobri que aos vinte e um já não temos presentes para abrir. Mentira! Recebi o vestido azul da minha vida (depois mostro, depois mostro), escolhido pelo primocas mais artista de todos. Da próxima só exijo que seja uma criação dele (jeitinho para isso teria ele!).

Dizia eu, aos vinte e um já não temos presentes para abrir. Não é preciso pensar muito para descobrir o motivo: é que aos vinte e um espera-se que sejamos grandinhos o suficiente para não necessitar de nada objectificável.

Têm toda a razão, neste momento não preciso de nada e já tenho todas as ferramentas para fazer caminho.

Aos vinte um, recebi os melhores presentes de todos: a companhia daqueles de quem gosto e que nem sempre é possível reunir e as palavras mais bonitas.

Bolo de maçã, noz e canela

bolo de maçã

Sei que vocês têm muitas saudades de receitas boas, e ainda por cima ouviram uns zunzuns sobre um bolo no sábado.

Não podia ser nada muito complexo, porque o tempo escasseava. Ainda por cima, tinha de ser algo facilmente transportável na mochila, num dia chuvoso.
A minha mãe sabe sempre o que fazer e tem sempre as receitas ideais. Aliás, leu-me o pensamento: um bolo de maçã, noz e canela era a melhor opção possível.
É um dos meus bolos preferidos, toda a gente gosta, é leve, fácil de fazer (compatível com esta Guida, a Guida-filha!) e não precisa de grandes artifícios. Então cá vai:

Ingredientes

  • 2 Maçãs Granny Smith
  • 2 Canecas de farinha
  • 2 Canecas de açúcar
  • 1 Caneca de óleo
  • 5 Ovos
  • 2 Colheres de sobremesa de canela
  • 1 Colher de sobremesa de fermento
  • Nozes a gosto

Como Fazer

  1. Descasque as maçãs e corte-as em fatias suuuper fininhas (para não irem ao fundo na cozedura!).
  2. Num recipiente, misture os ovos, a farinha, o açúcar, o óleo, o fermento e a canela. No final, misture também as maçãs fatiadas e as nozes partidinhas em pedacinhos.
  3. Unte uma forma com margarina e polvilhe com farinha. Deite a massa do bolo na forma e leve ao forno. Vá verificando a cozedura com um palito. Retire o bolo do forno quando já não saírem resíduos agarrados ao palito.
  4. Desenforme e desfrute!
  5. Sugestão: na hora de servir, polvilhe com açúcar em pó e enfeite com uma nozinha de chantilly e uma folhinha de hortelã (esta pessoa chata só se apercebeu que não havia chantilly nem hortelã depois de ter polvilhado a fatia do bolo, não tenham complexos com a foto…).

Este bolo é super amigo de quem não tem grande jeito na cozinha, nem paciência. Mesmo que a foto não seja apelativa, creio que o meu bolo ficou bom! É perguntar às meninas do encontrinho de sábado.

Espero que gostem da receita!

Beijinhos

Eu sei que vocês já estavam com saudades de comida fácil e muuuito calórica.

Por isso, hoje há beijinhos para toda a gente, que é doce e fresco a condizer com o Verão. Alguém ensina uma receita mais fácil?
beijinhos

Ingredientes

  • 1 Lata pequena (400ml) de leite condensado
  • 300g de Coco Ralado

Como Fazer

Olha que complicado!

  • Deitem tudo numa saladeira ou algo do género, mexam bem com a colher de pau.
  • Depois, façam bolinhas com as mãos (previamente untadas com manteiga, que assim é mais fácil!) e disponham-nas num prato, separadas umas das outras.
  • Levem ao frigorífico por uma hora ou duas e aí têm delírio certo para algum tempo e algumas pessoas.
Por hoje é isto. Sabem aqueles jantares de última hora que aparecem? Levam menos de meia hora a preparar tudo e o tempo que os beijinhos ficam no frigorífico não é mais do que o tempo que vão levar a jantar.
Tenho toda a certeza que toda a gente vai ficar satisfeita com a sobremesa, até os menos gulosos.

Síndrome do Restaurante Chinês

síndrome do restaurante chinês

Sim, isto existe. Infelizmente existe, para mal dos pecados de muita gente que gosta de comida oriental, pré-cozinhada, caldinhos e afins.

Ouvi falar disto hoje e é claro que fiquei curiosa e, chegando a casa, tive de pesquisar.

Que síndrome é esta?

Bem, está associada ao mal-estar após a ingestão de determinados alimentos, nomeadamente em restaurantes chineses, e é frequentemente confundida com intoxicações alimentares.

A culpa é do glutamato monossódico, ao qual muitas pessoas são hipersensíveis e perante o consumo de alimentos onde este está presente manifestam sintomas como dor de cabeça, rubor facial, formigueiro, rigidez na parte posterior do pescoço, dores no peito, náuseas e vómitos.

É claro que tudo isto varia de pessoa para pessoa, bem como a quantidade desta substância necessária para provocar todo este incómodo.

E onde anda o tal glutamato monossódico?

No molho de soja, nos caldos que usamos para dar sabor aos nossos cozinhados, nalgumas refeições pré-cozinhadas

Pelos vistos, não é assim tão incomum. Alguém por aí sofre deste mal?

Aprovadas: Polpas de Fruta da Brasfrut

brasfrut

Ora cá está algo que já entra cá em casa há algum tempo mas que ainda não tinha partilhado convosco: as polpas de fruta da Brasfrut!

Cruzei-me com elas por acaso no supermercado, na secção dos congelados, e tive que trazer para experimentar.

Trouxe logo três, de variedades diferentes. A Brasfrut disponibiliza polpa de açaí, acerola, abacaxi, cajá, caju, cupuaçu, goiaba, graviola, lima, manga, maracujá, morango e papaia. Cada pacotinho de 100g custa cerca de 0,70€.

Tendo em conta que cada pacotinho me serve para cerca de 1L de sumo, fiquei contente.

A preparação é fácil: deixamos os pacotinhos a descongelar ou deitamos directamente na liquidificadora. Dá para fazer sumos, batidos, doces e tantas outras coisas. Peguem nas vossas receitas ou usem as que o site da Brasfrut fornece!

Eu por cá gosto simplesmente de descongelar a polpa e diluí-la em água. Fica muito bom e nem sequer junto açúcar. Aliás, é esse o motivo pelo qual não bebo sumos: são tão doces que me enjoam, e eu gosto do doce natural da fruta.

As minhas polpas preferidas são a de goiaba, a de açaí e a de morango (não é grande novidade, eu sei, mas esta polpa sempre sai mais barata do que uma embalagem de morangos congelados).

Convém não esquecer outro pormenor, é que a fruta faz bem à nossa saúde e intervém em vários aspectos, pelo que se não a comem, que a bebam!

Nacos de Soja

strogonoff soja

Comer pode, por vezes, ser difícil.

Se pensarmos na variedade dos alimentos que ingerimos chegamos à conclusão que no meio de milhares ou milhões de espécies, acabamos sempre por comer os mesmos cinco ou seis bichos e outra dúzia de vegetais. O truque está em combinar todos os ingredientes de diferentes formas.

No entanto, porque a vida está difícil ou porque há gente esquisita (como eu, mas reconheço que agora ando menos niquenta) que não gosta de uma série de coisas, parece que temos sempre as mesmas coisas no prato. Assim, torna-se importante a procura de novos sabores. Sem preconceito! Ou pelo menos fingimos que sim.

Costumo navegar em diversos blogues e sites de Culinária, cheios de pratos apetitosos, uns mais do que outros, e com montanhas de coisas novas lá pelo meio.

Eu, fã assumida de tudo o que é bife, consegui engraçar com uma série de pratos vegetarianos, a maior parte dos quais com soja lá pelo meio.

No entanto, só no sábado é que me lembrei de passar na secção dos produtos especiais tipo Celeiro e ganhei coragem para trazer soja em nacos. Por 300g paguei cerca de 1,70€. É justo, 300g dá para imensa coisa e sendo assim é mesmo muito económico, principalmente tendo em conta que tem um prazo de validade bastante alargado: a soja em nacos vem seca em embalagens de plástico, como se fosse massa.

Faltava saber se realmente a soja era boa. Dizem as más línguas que não! Eu não quis acreditar.

E foi hoje que experimentei. Podia ter feito milhentas coisas, mas decidi começar pelo meu prato preferido, decidi ver como ficava a soja com molho de strogonoff.

Segui as instruções da embalagem e deixei a soja de molho em água a ferver por meia hora. Como tive algum medo de não gostar do sabor da soja, preferi juntar logo um caldo Knorr. Diz-se que os temperos e molhos devem até ser adicionados à soja nesta fase em muitos casos, pois são absorvidos de uma forma mais eficaz.

Depois, fiz o strogonoff como de costume. E ficou como podem ver na foto!

Quanto ao sabor… Bem, não sabe a carne. Mas também não sabe mal! Nem sei dizer bem a que sabe, nem sei se sabe a soja. Ficou muito bom. A soja tem uma textura esponjosa, creio que o mais semelhante que consigo encontrar a isto são as moelas, que ainda assim não são tão esponjosas.

Graças a esta mesma textura, tanto o tempero como o molho foram bastante mais absorvidos e foi mais rápido cozinhar desta forma do que com carne.

Fiquei fã! Da próxima, experimento sem o caldo. Ah, e hei-de fazer outros pratos, cozinhando tal e qual como se fosse carne! Para além do frango, do peru, do porco, da vaca, do salmão, do atum e pouco mais do que isto, agora há a soja. É um sabor novo!

Acompanhei com polpa de goiaba, mas esta é assunto para outro post.

Agora, deitem fora os preconceitos e toca a experimentar!