Categoria: Cozinha

peitorais

Tinha eu dito, quando recebi os rebuçados S. Xavier aqui há uns dias atrás, que cá por casa estamos mais habituados a comprar os rebuçados Peitorais. Manias nossas, que nos habituámos ao sabor e ao conforto deles quando o nariz e a garganta decidem pedir alívio.

Calculem vocês que o S. Xavier lê a Guida e hoje, quando fui ver o correio, tinha estes meninos todos à minha espera.

E ainda há quem não acredite em santos nem milagres…

rebucados

… Não sou a única a querer rebuçado!

Foi isto que se passou no início da semana na página dos Rebuçados S. Xavier: eles começaram a cantoria e eu e mais umas quantas fãs respondemos à letra. Acho estas trocas de comentários bastante engraçadas e gosto de participar, quando dou por elas. Surpresa das surpresas, fomos presenteadas com rebuçados. Gosto destes gestos e achei tanta piada que tive de partilhar convosco.

Os meus rebuçados chegaram hoje e bem que vieram em boa altura. Há Mentol e Eucalipto e a variante com sabor a limão. Não é preciso haver um motivo especial para gostar de rebuçados, mas em tempo de constipações e dores de garganta os S. Xavier são essenciais. Normalmente, os que entram cá em casa são os Peitorais.

Muito obrigada pelo miminho, Rebuçados S. Xavier!

Rolinhos de Queijo

rolinhosqueijo

Vocês sabem que eu gosto de partilhar tudo o que esta vida tem de bom, pelo que não podia simplesmente comer os Rolinhos de Queijo todos sem vir cá falar deles. Confesso que, por vezes, subestimo muito as marcas do tio Belmiro. Não tenho preconceito com as marcas mais baratas e marcas brancas, não é nada disso. Cá tenho os meus motivos, por experiência própria, que Continente, É e afins nem sempre são boa escolha. Nem sequer conhecia estes Rolinhos de Queijo até ter provado em casa de uma amiga.

Meus caros e minhas caras, a minha vida nunca mais foi a mesma. Como é que isto me escapou durante tanto tempo? Este petisco lembra-me as bolachas de água e sal com manteiga, que comia na infância, mas com outra textura. Isto é bom a valer! Claro está que, sendo bom a valer e ainda por cima barato (1,59€ por pacote, parece-me justo), por vezes está esgotado.

Hoje já estava desfeita, depois de ver o buraco na prateleira dos snacks. Para minha felicidade, lá havia uns quantos pacotes junto às caixas de pagamento! Isto é a minha desgraça.

Já conheciam os Rolinhos de Queijo? Quais são os vossos snacks preferidos?

Bolos de Mel

bolosmel

Vamos começar bem a semana? Não sei como é convosco, mas cá por casa gostamos de reservar parte do fim-de-semana para preparar doces e salgados para petiscar durante toda a semana. É terapêutico, porque adoramos cozinhar. Para além disso, acabamos por poupar tempo e dinheiro na preparação das merendas que levamos connosco para o trabalho, escola e afins e a comida caseira sabe sempre muito melhor.

Esta semana, calhou fazer bolos de mel. Há algum tempo que não os comíamos e são muito fáceis e rápidos de fazer, com a vantagem de durarem imenso tempo sem se estragarem. São tipo biscoito, rijos. A receita é da mamã mas fui eu que fiz tudo sozinha. Modéstia à parte, acho que ficaram muito bem!

Ingredientes:

  • 2 canecas de açúcar
  • 2 canecas de azeite
  • 6 ovos
  • 4 colheres de sopa de mel
  • 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres de chá de fermento
  • farinha até a massa estar boa para tender

Como fazer:

Misturem tudo num alguidar, com as mãos, até a massa estar boa para tender. Moldem bolinhas pequenas e coloquem-nas em tabuleiros de ir ao forno. Pincelem cada bolinho com ovo, para que fique com aspecto brilhante e apetecível. Levem ao forno até dourar.

Esta receita dá para muitos bolos (na foto mostro cerca de 1/10 da receita), pelo que é mesmo muito económica.

Coisas que os aliens raptaram #14 – Bolachas Roudor St Michel

Eu suspeito que Portugal tem um problema qualquer com as bolachas de manteiga. A sério, é que quando o sabor e a textura são perfeitos, as bolachas simplesmente deixam de existir. Já vos tinha falado de umas cobertas de chocolate que havia no Plus, hoje lembrei-me destas do Carrefour que também havia na versão de chocolate.

Estas eram as melhores bolachas do mundo! Juro. Não sei se alguém se lembra delas, eram crocantes e esfarelavam. Nunca mais encontrei nada assim. Por isso, se souberem de algo semelhante ou se souberem para onde é que os aliens levaram as Roudor, avisem-me.

Ah, e não me venham sugerir biscoitos de manteiga rijos que não têm nada a ver com isto, que alguns 80% do encanto das bolachas eram a textura.

Os scones da Joana

Há muito tempo que não comia scones e o tempo frio e chuvoso já convida a tal. Depois de ver a receita e os scones da Joana, tivemos de experimentar.

Isto de se ser aselha e de o forno ao dispor ser o sarilho do costume fez com que a obra de arte não saísse tão bonita como seria de esperar. Primeiro, os scones ficaram gigantes. Eu fazia bolinhas pequeninas, diziam-me que achavam que assim iam ficar muito pequenos. Ok, albarda-se o burro à vontade do dono. Depois, a meio da cozedura andávamos a separar scones porque estavam todos amontoados a um canto no tabuleiro. Passou-me pela cabeça que pudesse ser a falta de farinha na forma untada, mas cá em casa já tenho feito bolos desta mesma forma e nunca tal desastre me aconteceu.

O que importa é que finalmente consegui fazer algo bastante delicioso naquele forno, porque o normal é que fique tudo esturricado ao fim de dois minutos lá dentro.

Trouxe a imagem da receita do The Paper and Ink e espero que a Joana não leve a mal!

Para quem não entende inglês, não há coisa mais simples. Precisam de:

  • 225g de farinha
  • 40g de açúcar
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 ovo (batido)
  • 6 colheres de sopa de leite
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 1 pitada de sal

Num recipiente, mistura-se a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Depois, juntam-se o leite, o ovo e a margarina. Quando a mistura estiver homogénea é só amassar com as mãos e fazer bolinhas como se fosse pão. Leva-se ao forno numa forma untada e espera-se até os scones estarem douradinhos.

É muito simples e rápido e têm um lanche divinal na hora. Podem comer os scones quentes ou frios, com doce ou chocolate. Ou vazios. Ou com manteiga, que é como gosto deles.

Sim ou Sopas? #10

Sim, sopas, muitas sopas, que com este tempo de sopa não há quem aguente. Parece que o clima arrefeceu muito de repente e eu que sou de extremos estou para aqui a tremelicar com frio.

São três e quinze da manhã e eu acabei de comer uma valente tigela de canja, e já tenho uma botija quentinha aos pés. Confesso que já tinha saudades disto. É muito bom enquanto funciona para aquecer! Lá para Janeiro, nem assim se resolve o problema.

E vocês? Sim ou sopas para o tempo frio?

Sim ou sopas para as sopas e canjas?

Milkybar = Galak?

Coisas que os aliens raptaram #13 – Chá Pink Lennon

Por esta altura devem estar todos a pensar que pirei de vez.

Há cerca de um ano e meio, numa apresentação da Artistry promovida pelo The Beauty and The Best, a Inês serviu-me um chá delicioso chamado Pink Lennon. Até me disse na altura onde é que o podia encontrar, mas nunca consegui encontrar o sítio. Costumamos dizer que se existe, está no Google. Neste caso, eu não estou maluquinha e, mais uma vez, não encontro o bendito chá em motor de busca nenhum e ninguém sabe do que se trata.

O que é que aconteceu ao Pink Lennon? Foi raptado pelos aliens?

O Chinês Clandestino

Hoje têm direito a um dos posts mais surreais deste blogue. E têm de ficar informad@s desde já que escusam de pedir pormenores sobre a localização deste brilhante sítio de que vos vou falar porque, como devem imaginar, ainda quero ir lá comer algumas vezes antes que alguém decida fechar o estaminé e mandar os senhores chineses de regresso para a China.

Na blogosfera mais próxima até já se riem de mim cada vez que falo no chinês clandestino, mas já começam a haver testemunhas de que não vale a pena ter preconceitos, porque quando se experimenta visitar o sítio, quer-se sempre regressar.

O chinês clandestino, como é conhecido, é uma espécie de restaurante que funciona num apartamento onde moram mesmo pessoas. Fica algures na velha Lisboa, no Martim Moniz, num prédio velho. As mesas são pegajosas. As cadeiras são pegajosas. Tudo é pegajoso. Mas o ambiente é muito bom, porque quem nos atende são pessoas infinitamente simpáticas e o mais provável é termos de dividir a mesa com outros clientes que vão surgindo.

Para o jantar? Bom, têm duas páginas com uma listagem enorme de pratos que podem pedir. As doses são enormes e muito baratas. Não idealizem o menu, porque garanto que a comida lá não tem nada a ver com a que costumamos encontrar em restaurantes chineses. É lá que como o melhor arroz xau-xau de sempre (que é castanho!), o melhor chao min, entre outras coisas. A galinha com amêndoas não tem nada a ver com a que é apresentada nos outros chineses. Catrapisquei fotos do arroz e da galinha à Beatriz para vos mostrar.

Sim, da primeira vez que vamos lá temos medo de já não sair. Asneiras. Até posso não saber muito bem o que tenho no prato, mas ainda estou viva e a comida é tão, tão, tão boa!

Chinês que é chinês é atencioso, por isso gosto do detalhe de oferecerem sempre os aperitivos, o chá e a laranja à sobremesa.

Quem mais já lá foi?

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