Categoria: Cozinha

Bolos de Mel

bolosmel

Vamos começar bem a semana? Não sei como é convosco, mas cá por casa gostamos de reservar parte do fim-de-semana para preparar doces e salgados para petiscar durante toda a semana. É terapêutico, porque adoramos cozinhar. Para além disso, acabamos por poupar tempo e dinheiro na preparação das merendas que levamos connosco para o trabalho, escola e afins e a comida caseira sabe sempre muito melhor.

Esta semana, calhou fazer bolos de mel. Há algum tempo que não os comíamos e são muito fáceis e rápidos de fazer, com a vantagem de durarem imenso tempo sem se estragarem. São tipo biscoito, rijos. A receita é da mamã mas fui eu que fiz tudo sozinha. Modéstia à parte, acho que ficaram muito bem!

Ingredientes:

  • 2 canecas de açúcar
  • 2 canecas de azeite
  • 6 ovos
  • 4 colheres de sopa de mel
  • 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres de chá de fermento
  • farinha até a massa estar boa para tender

Como fazer:

Misturem tudo num alguidar, com as mãos, até a massa estar boa para tender. Moldem bolinhas pequenas e coloquem-nas em tabuleiros de ir ao forno. Pincelem cada bolinho com ovo, para que fique com aspecto brilhante e apetecível. Levem ao forno até dourar.

Esta receita dá para muitos bolos (na foto mostro cerca de 1/10 da receita), pelo que é mesmo muito económica.

Coisas que os aliens raptaram #14 – Bolachas Roudor St Michel

Eu suspeito que Portugal tem um problema qualquer com as bolachas de manteiga. A sério, é que quando o sabor e a textura são perfeitos, as bolachas simplesmente deixam de existir. Já vos tinha falado de umas cobertas de chocolate que havia no Plus, hoje lembrei-me destas do Carrefour que também havia na versão de chocolate.

Estas eram as melhores bolachas do mundo! Juro. Não sei se alguém se lembra delas, eram crocantes e esfarelavam. Nunca mais encontrei nada assim. Por isso, se souberem de algo semelhante ou se souberem para onde é que os aliens levaram as Roudor, avisem-me.

Ah, e não me venham sugerir biscoitos de manteiga rijos que não têm nada a ver com isto, que alguns 80% do encanto das bolachas eram a textura.

Os scones da Joana

Há muito tempo que não comia scones e o tempo frio e chuvoso já convida a tal. Depois de ver a receita e os scones da Joana, tivemos de experimentar.

Isto de se ser aselha e de o forno ao dispor ser o sarilho do costume fez com que a obra de arte não saísse tão bonita como seria de esperar. Primeiro, os scones ficaram gigantes. Eu fazia bolinhas pequeninas, diziam-me que achavam que assim iam ficar muito pequenos. Ok, albarda-se o burro à vontade do dono. Depois, a meio da cozedura andávamos a separar scones porque estavam todos amontoados a um canto no tabuleiro. Passou-me pela cabeça que pudesse ser a falta de farinha na forma untada, mas cá em casa já tenho feito bolos desta mesma forma e nunca tal desastre me aconteceu.

O que importa é que finalmente consegui fazer algo bastante delicioso naquele forno, porque o normal é que fique tudo esturricado ao fim de dois minutos lá dentro.

Trouxe a imagem da receita do The Paper and Ink e espero que a Joana não leve a mal!

Para quem não entende inglês, não há coisa mais simples. Precisam de:

  • 225g de farinha
  • 40g de açúcar
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 ovo (batido)
  • 6 colheres de sopa de leite
  • 1 colher de sopa de margarina
  • 1 pitada de sal

Num recipiente, mistura-se a farinha, o açúcar, o fermento e o sal. Depois, juntam-se o leite, o ovo e a margarina. Quando a mistura estiver homogénea é só amassar com as mãos e fazer bolinhas como se fosse pão. Leva-se ao forno numa forma untada e espera-se até os scones estarem douradinhos.

É muito simples e rápido e têm um lanche divinal na hora. Podem comer os scones quentes ou frios, com doce ou chocolate. Ou vazios. Ou com manteiga, que é como gosto deles.

Sim ou Sopas? #10

Sim, sopas, muitas sopas, que com este tempo de sopa não há quem aguente. Parece que o clima arrefeceu muito de repente e eu que sou de extremos estou para aqui a tremelicar com frio.

São três e quinze da manhã e eu acabei de comer uma valente tigela de canja, e já tenho uma botija quentinha aos pés. Confesso que já tinha saudades disto. É muito bom enquanto funciona para aquecer! Lá para Janeiro, nem assim se resolve o problema.

E vocês? Sim ou sopas para o tempo frio?

Sim ou sopas para as sopas e canjas?

Milkybar = Galak?

Coisas que os aliens raptaram #13 – Chá Pink Lennon

Por esta altura devem estar todos a pensar que pirei de vez.

Há cerca de um ano e meio, numa apresentação da Artistry promovida pelo The Beauty and The Best, a Inês serviu-me um chá delicioso chamado Pink Lennon. Até me disse na altura onde é que o podia encontrar, mas nunca consegui encontrar o sítio. Costumamos dizer que se existe, está no Google. Neste caso, eu não estou maluquinha e, mais uma vez, não encontro o bendito chá em motor de busca nenhum e ninguém sabe do que se trata.

O que é que aconteceu ao Pink Lennon? Foi raptado pelos aliens?

O Chinês Clandestino

Hoje têm direito a um dos posts mais surreais deste blogue. E têm de ficar informad@s desde já que escusam de pedir pormenores sobre a localização deste brilhante sítio de que vos vou falar porque, como devem imaginar, ainda quero ir lá comer algumas vezes antes que alguém decida fechar o estaminé e mandar os senhores chineses de regresso para a China.

Na blogosfera mais próxima até já se riem de mim cada vez que falo no chinês clandestino, mas já começam a haver testemunhas de que não vale a pena ter preconceitos, porque quando se experimenta visitar o sítio, quer-se sempre regressar.

O chinês clandestino, como é conhecido, é uma espécie de restaurante que funciona num apartamento onde moram mesmo pessoas. Fica algures na velha Lisboa, no Martim Moniz, num prédio velho. As mesas são pegajosas. As cadeiras são pegajosas. Tudo é pegajoso. Mas o ambiente é muito bom, porque quem nos atende são pessoas infinitamente simpáticas e o mais provável é termos de dividir a mesa com outros clientes que vão surgindo.

Para o jantar? Bom, têm duas páginas com uma listagem enorme de pratos que podem pedir. As doses são enormes e muito baratas. Não idealizem o menu, porque garanto que a comida lá não tem nada a ver com a que costumamos encontrar em restaurantes chineses. É lá que como o melhor arroz xau-xau de sempre (que é castanho!), o melhor chao min, entre outras coisas. A galinha com amêndoas não tem nada a ver com a que é apresentada nos outros chineses. Catrapisquei fotos do arroz e da galinha à Beatriz para vos mostrar.

Sim, da primeira vez que vamos lá temos medo de já não sair. Asneiras. Até posso não saber muito bem o que tenho no prato, mas ainda estou viva e a comida é tão, tão, tão boa!

Chinês que é chinês é atencioso, por isso gosto do detalhe de oferecerem sempre os aperitivos, o chá e a laranja à sobremesa.

Quem mais já lá foi?

Chinês Clandestino Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Americanices

Guloseimas Doces Americanos Liberty American Store

Quem gosta de navegar por páginas americanas e/ou tem o hábito de ver filmes e séries, decerto já deu por si a matutar nos petiscos da terra do Tio Sam. Temos algumas gulodices por cá, mas é sempre complicado arranjar tudo aquilo de que ouvimos falar.

Há algum tempo, abriu a Liberty American Store em São Sebastião da Pedreira (perto do El Corte Inglés, em Lisboa) e eu já não podia ouvir falar de tal sítio. Aquela-loja-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado, pensava eu, porque só via imagens de coisas que sabem bem mas fazem mal. Na verdade, esquecia-me sempre de ir à procura do sítio.

No fim-de-semana, entre passeios, encontrei a loja acidentalmente. No momento, devo ter tido alguma reacção digna de pessoa maluca. É claro que entrei e já sabia que ia dar prejuízo. Contive-me, mas mesmo assim trouxe um saco cheio de engorda e fiquei pasmada com o tamanho das embalagens de comida, no geral. É tudo enorme!

Trouxe Jello, para experimentar fazer um cheesecake instantâneo. Aposto que não vai chegar aos calcanhares dos que costumamos fazer cá em casa, mas estou muito curiosa. Trouxe marshmallows minúsculos para o meu chocolate quente de Inverno, claro. Nunca tinha encontrado marshmallows tão fofos! Trouxe M&Ms de manteiga de amendoim, nem outra coisa era possível e só me arrependo de não ter trazido uma caixa gigantesca. Trouxe Arizona, que já conhecia e adoro apesar de ser muito doce. Trouxe um chocolate Skor, que acabei por deixar de lado porque tem caramelo a mais para o meu gosto. Também trouxe Jelly Beans e um snack de chocolate e queijo, que já marcharam.

A minha vontade era trazer muito mais doces e pastilhas elásticas. Fica para outra altura! A Liberty é mesmo a perdição.

Já conheciam?

Quem é que já visitou a loja americana? O que me aconselham a trazer da próxima vez?

Semi-frio de chocolate

Adoro quando a mamã me chama à cozinha para a ajudar a fazer um petisco. Adoro aprender a fazer coisas com ela e adoro ter sobremesas prontas para comer quando me dá na telha.

Já há muito tempo que não partilhava nada disto convosco.

Ontem à noite, fizemos um semi-frio de chocolate. A ideia não foi minha, mas as ideias de génio sobram para as mães em grande parte dos casos. Quem tem mãe, tem tudo!

Foi muito simples e foi tudo feito a olhómetro:

  • Batemos meio litro de natas e adicionámos algum açúcar. Deixámos cerca de 1/3 do preparado à parte.
  • Aos restantes 2/3 das natas juntámos 1 tablete de chocolate de culinária derretida.
  • Derretemos umas quantas folhas de gelatina e distribuimos pelos preparados anteriores.
  • Numa forma, colocámos metade de um pão de ló (cortado na horizontal).
  • Vertemos uma parte de natas com chocolate, depois as natas simples, depois o resto das natas com chocolate.

Levámos ao frigorífico por cerca de 3h e o resultado foi este: uma delícia!

Coisas que os Aliens Raptaram #10 – Muitas Coisas!

Eis que dou por mim a conversar sobre coisas boas para petiscar que havia antes e que desapareceram. É triste, senhores, mas é verdade. Vamos cá ver se alguém partilha das minhas perdas e se alguém conhece boas alternativas:

  • As meias noites (pãezinhos pequeninos que eram uma espécie de cruzamento entre a brioche e o pão de leite);
  • O Plus. Com ele, desapareceram os chocolates recheados de geleia de laranja, as bolachas de manteiga cobertas de chocolate, as asinhas de frango de barbecue congeladas;
  • Os biscoitos de noz e chocolate do Carrefour;
  • As bolachas de chocolate e avelã e o licor de cereja do Lidl;
  • Os Petits Filous. Até havia uns em tubinhos, de frutos, tão bons.

Lembrei-me agora disto tudo, é uma pena que tenha sido tudo varrido dos mercados nacionais.

Qualquer dia, fazem desaparecer a lasanha do Lidl e a pizza carbonara do Pingo Doce.

Uma pena, uma pena…