Categoria: Cozinha

Restaurante Maria Albertina

Restaurante Maria Albertina

Numa destas noites, como bons comilões que somos, aceitámos o convite do restaurante Maria Albertina e rumámos à Parede para jantar. Após andarmos perdidos por ruas até então desconhecidas, conseguimos encontrar o local. Quem o vê por fora, se não conhecer, não imagina o que está escondido por trás da porta.

O Maria Albertina é um estabelecimento que serve comida típica portuguesa, com uma configuração um pouco diferente do típico e velhinho restaurante: o espaço é amplo mas acolhedor, com uma decoração que alia elementos tradicionais e antigos à modernidade dos dias que correm.

Os menus são conhecidos e apreciados pela população portuguesa, no geral, mas têm um toque especial dado pelo Chef Eduardo Cardoso, responsável pela cozinha e cuja carreira inclui vários restaurantes nacionais e internacionais com Estrelas Michellin. Optámos por pedir pratos que fossem familiares ao nosso paladar.

O L. optou por ficar pelas típicas entradas (pão com manteiga, queijos e afins), mas eu experimentei os cogumelos frescos salteados. Bem sei que é um petisco simples, mas é dos que mais gosto e nem sempre fica perfeito. Aqui, não tenho nada a apontar! Estavam no ponto, deliciosos.

Posteriormente, optámos por pedir ambos o mesmo prato (neste restaurante, aconselho que peçam 1 dose por pessoa!): abanicos de lombo de porco ibérico com puré de maçã. Por norma, viria com batata a murro, mas preferimos trocar por batata frita (porque somos gulosos). Sobre eles, tenho a dizer que estavam muito bons. Não estavam demasiado passados, estavam bem condimentados (como pede o paladar do português) e os acompanhamentos estavam igualmente bem confeccionados.

Passámos à sobremesa, com muitas indecisões. É que a oferta é muito variada e as sobremesas tinham óptimo aspecto. O L. pediu mousse de chocolate preto e eu escolhi o cheesecake de framboesa à chef (mas fiquei a meditar nas farófias!). As sobremesas são servidas em dose generosa e ambas estavam deliciosas.

Outro dos aspectos que nos fez adorar a experiência e ficar com vontade de a repetir foi, sem dúvida, o atendimento: o staff é super atencioso e simpático, e mesmo com a casa cheia não escapou nenhum detalhe, o serviço foi rápido e quiseram sempre ter a certeza que tudo estava do nosso agrado.

Os preços habituais não são nada do outro mundo, sendo que, em média, gastarão cerca de 25€/2 pessoas por refeição. Aconselho que façam reserva com antecedência, já que aos fins-de-semana o restaurante fica cheio. Fomos informados que, durante a semana, costuma haver menos movimento. Pareceu-me um espaço com bastante potencial para jantares de grupo, e inclusivamente decorreram dois ou três durante a nossa visita.

Sem dúvida, foi uma boa surpresa e é uma óptima opção para comer fora sem ir à falência nas imediações de Cascais.

Maria Albertina Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sobremesa docinha e sem açúcar de quark + whey

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Quem diz sobremesa, também diz snack! Falei-vos, muito por alto, das mudanças que tenho feito na minha alimentação, que tenho feito algum exercício e que tenho recebido algumas ajudas. Tenho um longo caminho a percorrer, é certo, mas grandes mudanças requerem grandes adaptações. É melhor fazer as coisas com calma, para correr tudo bem.

Nunca fui muito gulosa por doces, mas agora que tenho tentado implementar mudanças, verifico que até faço mais asneiras do que gostaria de assumir. Não me martirizo muito com esse assunto, mas se posso melhorar alguma coisa (que as comidas gordas e os lanches e jantares fora continuam – sou muito comilona e não abdico de alguns comodismos!), por que não?

Depois de uma grande refeição de alarve, por que não evitar a gordura e o açúcar desnecessários da sobremesa? Não quer dizer que não se coma algo para servir de consolo. Andei a investigar maneiras de utilizar o whey de caramelo que recebi, e resolvi juntá-lo com queijo quark. Podem adquirir o whey na Zumbu, o queijo quark é do Lidl. Olhem, fica uma delícia e é muito fácil de fazer: é só juntar uma porção de whey (neste caso é de caramelo, mas pode ser de outros sabores) com 250g de queijo quark magro e juntar quatro ou cinco colheres de sopa de água, para ganhar uma consistência mais cremosa. E é isto. Sim, é assim tão simples!

Sei que estes alimentos podem suscitar algumas dúvidas, e em breve planeio falar mais e melhor sobre eles. Por isso, se tiverem alguma questão (ou sugestão, se tiverem receitas para partilhar, agradeço muito!), não se inibam e enviem-ma para que possa responder.

Snacks Fora de Casa

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Dei por mim, no fim das férias, a pensar que pareço uma foca. Digam o que disserem, tenho a perfeita consciência de que não estou pessimamente mal. Estou de bem comigo mesma e com a minha imagem. Mas sei que poderia estar melhor. Sei que poderia ser muito mais saudável!

Não gosto de fundamentalismo, seja este de que ordem for. A nossa passagem por este mundo é curta, pelo que deve ser optimizada. Cada um saberá melhor o que prefere para si próprio. Eu, se puder ser feliz, divertir-me e manter uma boa qualidade de vida – que inclua certos prazeres mas sem descurar a saúde, considero que estou no caminho certo.

Voltando ao meu descontentamento, há cerca de um ano e meio, comecei a mexer-me. Gosto de dar as minhas corriditas, sem grande rigor, que me fazem sentir muito bem. Modifiquei alguns hábitos alimentares. Não como tantas coisas más, e quando as como tento que seja em quantidades menores. Procurei estabelecer algumas rotinas.

O problema é quando temos aquela fome chata entre refeições e a preguiça é grande, sendo mais fácil pegar em snacks gordos que nos saltam à vista nos cafés e supermercados do que investir em lanchinhos saudáveis. Por que hei-de eu fazer sandes quando tenho barrinhas cheias de açúcar prontas a comer? E os batidos, não é tão fácil atirar com natas e chocolates para dentro da misturadora?

É claro que o resultado fica a vista: passado pouco tempo, lá volta a fome. O exercício não rende. A forma não melhora grande coisa. Comecei a ter mais atenção a estes detalhes. Leio rótulos com mais atenção e analiso bem o que cada alimento me fornece. Não sou extremista com esta medida, mas tento evitar certas gorduras e assegurar que tenho o aporte calórico e nutricional de que necessito para o meu estilo de vida. Tive uma ajuda importante: a Zumbu aliou-se ao blog e, para começar, enviou produtos (alguns deles são amostras, mas em bons tamanhos!) que estão a ser úteis neste meu percurso.

Tenho whey de caramelo e barritas de cereais e frutos vermelhos com alto teor de proteína. Gosto de dar preferência aos alimentos na sua forma original, mas como referi atrás, a preguiça impera, por vezes. E dá jeito ter estes elementos facilitadores por perto. Dão imenso jeito para lanches apressados ou imprevistos (gosto de ter estas barritas a jeito na mala). Especialmente se tiver em conta que são deliciosos (docinhos!) e, por isso, não sinto a menor diferença para as barritas habituais ou outros batidos. Se tiverem por aí receitas de sobremesas com whey, agradeço!

Uma coisa é certa: não se metam em dietas malucas e tenham atenção a tudo o que lêem. Reforço que estes snacks não substituem uma alimentação variada e equilibrada e devem ser consumidos, tal como em tudo, com moderação. Têm um elevado teor proteico, que pode ser útil a quem pratica exercício físico e/ou quer uma ajudinha na manutenção do peso, mas tanto o excesso de proteínas como o deficit de hidratos de carbono são prejudiciais para o nosso organismo.

Têm alguma dúvida ou dicas preciosas para dar? Por favor, contem-me tudo!

As Carnes e o Cancro

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Biscoitos do Dia dos Namorados da Whipped Bakeshop.

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um parecer sobre a associação entre o consumo de carnes processadas e o aumento da probabilidade da ocorrência de cancro. A notícia foi analisada e deturpada, sendo transmitida pelos media com muito alarmismo.

Pois bem: é importante saber interpretar a informação a que temos acesso e, de qualquer forma, o que foi dito não transmitiu (quase) nada de novo. Já todos sabíamos que comer carnes processadas em excesso faz mal. Todos os excessos fazem mal. No mesmo saco, foram metidas as carnes vermelhas. Mais uma vez, todos sabemos que comer carnes vermelhas em excesso faz mal. Já toda a gente sabia das potenciais consequências do consumo excessivo destes alimentos e o que surgiu agora foi uma série de conclusões relacionadas com estudos comparativos entre determinados hábitos e substâncias.

Segundo o que está descrito no site da OMS, a questão das carnes processadas e das carnes vermelhas foi uma das prioridades da Agência Internacional de Investigação do Cancro, com base nalguns estudos epidemiológicos que sugeriam que havia um pequeno (pequeno!!!) aumento do risco de alguns cancros que poderia estar associado ao consumo excessivo destes alimentos. As carnes processadas foram classificadas como carcinogénicas para os humanos, à semelhança do tabaco. Contudo, os perigos de consumo não são iguais. O que se considera nesta classificação é a evidência científica que diz que um determinado agente é cancerígeno e não especificamente o grau de risco desse agente.

O Global Burden of Disease Project estima que haja cerca de 34000 mortes a nível global (recordem-se que há uma população total estimada de 7.3 biliões de pessoas em todo o mundo) por cancros cujas causas podem (podem, não há certezas!) estar relacionadas com o consumo excessivo de carnes processadas. No que concerne às carnes vermelhas, é referido que não se determina que sejam uma causa de cancro, embora as dietas ricas em carnes vermelhas possam estar na origem de 50000 mortes por ano. O consumo de tabaco, o consumo de álcool e a poluição atmosférica originam um número bem maior de mortes por cancro anualmente (1000000, 600000 e 200000, respectivamente).

Não é por comerem umas fatias de bacon ou irem ao Mc da vida de vez em quando que vão morrer de cancro. Tal como se aprende na escola e tal como é constantemente apregoado um pouco por todo o lado, já se sabia que há alimentos que devem ser mais valorizados que outros e porquê. Também não é novidade que estes alimentos polémicos contribuem não só para o aumento risco de cancro mas também de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, entre outras, quando consumidos em excesso. O melhor é mesmo evitar as carnes processadas, mas também se sabe que o consumo esporádico de carnes vermelhas é importante (este detalhe é salientado pela OMS!) porque nos fornece nutrientes que não encontramos com facilidade noutros alimentos.

Mais vale prevenir que remediar. Neste sentido, não é esclarecido pela OMS ou pelo Global Burden of Disease que acompanhamento é que foi feito aos doentes com cancros associados ao consumo excessivo de carnes processadas (e possivelmente de carnes vermelhas). Há que destacar a importância das visitas regulares ao médico e da atenção aos sintomas anormais e que podem ser determinantes perante um cenário de doença. O melhor é mesmo manter uma alimentação e estilos de vida saudáveis, mas sem fundamentalismos. Procurem variar e equilibrar o consumo de alimentos, e sejam felizes!

Rota de Tapas – 5ª Edição

5ª Edição Rota de Tapas Estrella Damm Lisboa

No dia 21 de Maio, começou a 5ª edição da Rota de Tapas Estrella Damm em Lisboa (3ª edição no Porto). Até ao próximo dia 7 de Junho, será possível tapear pelos bairros da Madragoa, Bairro Alto, Príncipe Real, Alfama, Cais do Sodré e Rossio (Baixa e Ribeira no Porto), degustando diversas tapas com ingredientes dentro do mote Sabores da Terra e do Mar.

Por 3€, será possível degustar 1 tapa + 1 mini Estrella Damm e coleccionar os carimbos no mapa do percurso. Com dois carimbos, podem andar à boleia de Tuk Tuk entre os diferentes estabelecimentos. Com três carimbos, podem habilitar-se a uma viagem a Barcelona e um jantar no famoso restaurante Ticket.

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Esta é uma oportunidade de passear e provar novos sabores, e nesta edição parece que até o clima ajuda e convida a que participemos. Eu já dei a minha voltinha, tendo começado pelo Tapa Bucho, pela Velha Gaiteira e pelo Kizzy. Devo dizer que a tapa do Tapa Bucho foi a minha favorita (podem ver do que se trata no mapa e aconselho que provem).

Vão aproveitar ou já aproveitaram para ir tapear?

Lipton Lemon Macaroon?

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Ontem, quando estava a tratar das compras do costume, deparei-me com uma novidade na prateleira dos chás. A Lipton tem um novo chá verde com sabor a macarons de limão. Nem eu era gente se não trouxesse uma embalagem para provar, que já sou fã da maior parte das infusões improváveis que a Lipton tem apresentado ultimamente. É claro que fui a correr provar a novidade e… Ei! Qual macarons, qual carapuça. O bendito do chá cheira e sabe a leite creme. Parece-vos estranho? Eu, que adoro leite creme, fiquei rendida.

Já conheciam esta variedade de chá? Já alguém o provou?

Semana Asiática LIDL

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Durante estes dias, está a decorrer no LIDL a semana asiática. Habitualmente, já existem alguns produtos nas prateleiras e arcas desta cadeia (dou destaque aos crepes de legumes com frango, que são os meus preferidos e nunca faltam cá em casa!), e durante este período muito específico é possível encontrar toda uma panóplia de ingredientes e snacks deliciosos que, de outra forma, são difíceis de encontrar. Ainda por cima, todos eles estão a preços bastante acessíveis.

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Tive o privilégio de conhecer em antemão os produtos que estariam disponíveis e fiquei fascinada. Por um lado, há produtos que costumam existir mas que nunca trago com medo de não gostar, porque sou muito esquisita com a comida. Por outro, desta feita, há uma quantidade considerável de produtos que não costumavam aparecer noutras semanas asiáticas anteriores. E olhem que eu sou uma pessoa atenta que aproveita sempre estas ocasiões para fazer stock de alguns alimentos especiais.

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Foi na passada sexta-feira que, nos Montes Claros, o LIDL organizou um pequeno mercado repleto de actividades lúdicas e demonstrações de algumas receitas asiáticas confeccionadas pelo chefe Hernâni Ermida. Por cada actividade em que participássemos, recebíamos notas simbólicas que poderíamos trocar pelos nossos produtos favoritos de toda a experiência. Havia uma banquinha de mehndi, danças orientais, prova de snacks, nomes escritos em japonês… Enfim, foi uma tarde super divertida passada entre pessoas amigas. Levei comigo a Catarina e divertimo-nos imenso, e tenho de lhe agradecer pelas fotografias. Haja alguém menos desnaturado do que eu! Escusado será dizer que esta peripécia resultou numa despensa abastecida de comida boa.

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Já sabem que recomendo totalmente os crepes de legumes e frango, e vim do mercadinho a adorar os snacks fritos de banana e a imensidão de misturas de legumes para chao min e arroz. E os gelados de coco? Escusado será dizer que, entretanto, já aproveitei para encher o congelador destes benditos, que nunca se sabe quando é que volta a haver outra semana asiática. Aqui para os meus lados, a maior parte dos produtos exclusivos desta ocasião estava nas prateleiras da entrada do supermercado e havia muita afluência quando lá fui. Por isso, se tiverem algo debaixo de olho, corram!
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A propósito do World Baking Day, que se celebrou no passado dia 18 de Maio, a Vaqueiro promoveu um workshop de bolos e bolinhos na sua Academia de Sabores e eu tive o prazer de estar presente. Quem me convidou foi a Tralhas Grátis, que também levou a sua amiga Joana. Comilona como sou, adoro estas oportunidades que servem para me ajudar a cozinhar melhor. Já se sabe que as tardes com amigos são as melhores, e esta não foi excepção.

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O chef Pedro Marques orientou todas as pessoas presentes através da criação de grupos para confeccionarem diferentes receitas. Ao nosso encargo, ficou um naked cake com três camadas diferentes (uma com massa de bolos “simples”, outra de chocolate e outra com frutos vermelhos). O chef deu imensas dicas gerais antes de nos dedicarmos ao fabrico das guloseimas e esteve sempre por perto para ajudar e esclarecer quaisquer dúvidas.

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Durante a preparação dos bolos, numa fase em que já todos estavam encaminhados e a cozinhar, tivemos o privilégio de ouvir o fotógrafo Nicolas Lemonnier, da revista Saberes & Sabores, dar explicações sobre como tirar fotografias de alimentos.

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Idealmente, teríamos necessitado de mais algum tempo para que o nosso bolo ficasse perfeito. Não deu tempo de uma das camadas arrefecer totalmente mas, ainda assim, saiu um petisco que nem vos digo, nem vos conto. Estava delicioso!

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No final, o resultado foi uma mesa cheia de bolos e bolinhos muito apetitosos. Desapareceram num ápice! Adorei esta experiência e, por mim, haveria mais momentos destes de amigos e culinária com frequência. Fiquei cheia de motivação para fazer mais doces em casa, embora nem sempre o tempo disponível no dia-a-dia seja favorável para estas aventuras.

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Mais tarde, se desejarem, posso partilhar convosco a receita do nosso bolo. E vocês, costumam cozinhar muitos bolos?

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Com a aproximação do Verão, todos os anos, o interesse por métodos de perda de peso de forma rápida cresce exponencialmente. As pessoas já deviam saber que não há milagres e que é importante manter um estilo de vida saudável, com um regime alimentar equilibrado e prática de exercício físico regular, durante todo o ano. Ultimamente andam em voga os chamados tratamentos “detox”, que na maior parte das vezes não são saudáveis, sequer, e pouca consistência há para que se tornem fiáveis.

Dentro do que tenho lido, houve algo que despertou a minha curiosidade apesar de em Portugal ainda não ter visto muito sobre o assunto: os chás detox, ou teatox. Se circularem por páginas americanas ou australianas, vão encontrar toneladas de artigos e fotografias com os supostos milagres deste tipo de produto.

Antes de mais, é preciso ter muito cuidado. Não se pode partir do pressuposto que um chá, por ser feito de substâncias naturais (plantas), não é perigoso. Nunca é de mais ler sobre os diferentes elementos de uma infusão, quais as suas propriedades, como interagem uns com os outros e com o nosso corpo. Em caso de dúvida, o melhor é sempre pedir informação junto de quem percebe do assunto.

Pesquisei sobre várias marcas que oferecem este tipo de produto e, pasmem-se, várias são as que incluem laxantes e outras substâncias suspeitas na sua constituição. De todas as que procurei, fiquei curiosa e quis experimentar o Tiny Tea Teatox da Your Tea. Fiz uma encomenda que demorou cerca de duas semanas a chegar a partir da Austrália. Felizmente, não ficou presa na alfândega.

O Tiny Tea Teatox contém chá oolong, sementes de Senna obtusifolia, folha de lótus, bagas de pilriteiro. É dos poucos, senão o único, deste género que não contém componentes laxantes. Resumidamente, promete ajudar a reduzir o típico inchaço abdominal que se manifesta no quotidiano e a promover a perda de peso. Existem programas de 14 e de 28 dias, sendo que o pack que experimentei foi o primeiro. Recomenda-se que sejam ingeridas três chávenas de chá por dia, cerca de meia hora antes das refeições. Não existem objecções à ingestão de outras bebidas ou alimentos e a Your Tea salienta a importância da manutenção de estilos de vida saudáveis.

Fiz o teste há algum tempo e creio que é importante deixar aqui as minhas conclusões. Relembro, mais uma vez, que não há milagres. Estes tratamentos podem ser um complemento de outras medidas já adoptadas e os seus resultados são, na maioria das vezes, temporários. Não notei que motivasse alguma perda de peso, ou se o fez não foi significativo. Confirmo que não teve quaisquer efeitos adversos. Pelo contrário, enquanto tomei o Tiny Tea Teatox senti-me bem, mais leve, menos inchada no geral. Posteriormente, claro, voltou tudo ao normal. Para mim, este tratamento não foi sacrifício nenhum porque adoro chá e não o dispenso diariamente. Achei o sabor agradável, mas posso ser suspeita para alguma de vós porque não sou esquisita com chás e bebo-os sem açúcar.

Creio que a toma deste chá valeu a pena pelo bem-estar que me proporcionou, mas parece-me que há soluções semelhantes, do tempo dos nossos avós, nas lojas de produtos naturais que nos rodeiam a preços muito mais simpáticos. Cada caixa deste tratamento custa, no mínimo, 25€. Não acho que compense a despesa nem sei de onde vem o hype das estrangeiras com este tipo de produto.

Estejam atentas, leiam muito e informem-se antes de investir em promessas de milagres de emagrecimento. Não se esqueçam que nada se ganha sem esforço. Mantenham-se bonitas, defendam a vossa saúde!

Fotografias comestíveis?

Boomf Marshmallows

Sim, é essa a proposta da Boomf quando disponibiliza um serviço online onde podemos converter fotografias do Instagram em marshmellows. Descobri a Boomf por acaso, e diz a própria marca que se chama assim porque “boomf” é o barulho da caixa dos marshmellows a aterrar no tapete da nossa porta de entrada. Lá originais são eles, e como fiquei bastante interessada no conceito e no produto (ideias para presentes originais nunca são de mais!), entrei em contacto e resolvi pedir uma caixa só para mim.

Instagram Pictures Marshmallows Boomf

Não é uma guloseima barata, mas vale a pena por ser tão diferente do habitual, e é muito simples de encomendar! Basta seleccionar 9 fotografias (para 9 marshmellows, que são o conteúdo de cada caixa) de um Instagram à nossa escolha. O pagamento é feito via Paypal, e tem o valor fixo de £12. Não precisamos de nos preocupar com portes. Assim que a encomenda é expedida, dão-nos um número de rastreio compatível com os CTT (que realizam as entregas cá em Portugal). No site, avisam que a entrega pode demorar mais tempo, mas a minha caixa chegou uma semana após ter realizado a encomenda.

O único senão é mesmo a parte de comer o conteúdo da caixa. Não que os marshmellows saibam mal, pelo contrário. Custa porque dá pena comer algo tão bonito! Fiquei encantada, e só fico a torcer para que ampliem a gama de serviços. Para quem estiver a ler e quiser ideias de um potencial negócio, fica aqui registado que quero chocolates com fotografias!