Categoria: Cozinha

Francesinhas no Dote

Era o aniversário do Luís e decidimos que iríamos almoçar fora.

Tinha de ser algo especial, algo de que gostasse mesmo muito, mas não nos apetecia ir muito longe. Não é só no meio de Lisboa que existem bons restaurantes e mesmo dentro do leque dos que detêm várias casas com o mesmo nome, a expansão para as nossas bandas tem acontecido e sempre dá para visitar os sítios badalados de que falam todos os nossos amigos sem nos metermos no meio do trânsito.

francesinha
Claro que a minha é sem ovo!

Ficou decidido, após pesquisa no Zomato, que o almoço seria no Dote (Colinas do Cruzeiro, Odivelas). Inicialmente, não tínhamos a certeza se iríamos ao Dote ou ao Marco, mas optámos pelo primeiro tendo em conta a opinião da Telma e do Pedro. Uma das primeiras coisas que descobrimos assim que chegámos foi que a nossa indecisão era desnecessária, já que ambas as casas pertencem à mesma entidade e servem os mesmíssimos pratos. Assim, faz sentido que se situem frente a frente!

Devo dizer que, apesar de não ser perita em francesinhas, tenho um paladar exigente e sei analisar quando o prato é bom ou não. Parti para esta experiência com outras duas ou três para servir de comparação. Bom, não é o mesmo que a francesinha em forno de lenha, tradicional, mesmo no Porto. Mas olhem que não é nada, nada má!

Pedimos ambos a opção mais simples, tradicional, sem inovações, que dá pelo nome de Top. A minha tem a particularidade da ausência de ovo estrelado, já que é algo de que não gosto. Estava deliciosa, com boa batatinha frita caseira e temi não conseguir comer tudo, mas lá fiz o enorme sacrifício de não deixar restos no prato (há sempre espaço para boa comida!). O molho estava presente em abundância e deixaram-nos à vontade para pedir mais, caso desejássemos. E a comilança ficou por aqui? Não!

cheesecake

Quando ouvimos falar em sobremesa, o empregado que nos atendeu teve o desplante de mencionar um cheesecake de frutos vermelhos. Que golpe baixo! Escusado será dizer que eu, que dizia estar para lá de cheia e que não iria conseguir comer mais nada, pedi uma fatia para mim. Já ouviram falar naquele estômago extra para guloseimas? Pois.

Claro que nem só de comida se faz um restaurante, pelo que tenho de destacar também a simpatia extrema e a amabilidade dos funcionários. Deixaram-nos à vontade e foram muito queridos com a Teresa – aliás, nada temam se quiserem levar as vossas crianças, porque as instalações estão preparadas para elas. Os preços são acessíveis e o melhor é que este é um dos parceiros do Zomato Gold (é um serviço que podemos subscrever e que nos concede 2 por 1 em 300 restaurantes de Lisboa).

Só falta dizer que talvez seja aconselhável fazerem reserva, porque consta que o espaço enche muito rapidamente. No nosso caso, apanhámos um momento de calmaria, já que fomos quase fora de horas num dia de semana.

Se gostam de francesinhas, recomendo muito o Dote!

Dote Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

O meu bolo de aniversário

bolo de aniversário

Fiz 27 anos no dia 16 de Fevereiro.

Não fiz um grande alarido porque já começam a ser muitos anos e, tendo em conta o que aconteceu na minha vida ao longo do último ano e picos, decidi que iria querer alguma paz nesta data. Não que fosse de grandes festejos antigamente, mas aproveitava o aniversário para convocar um jantar entre amigos e chegávamos a ser perto de 40 pessoas à mesa. Actualmente, gosto de ter por perto a família mais próxima e mesmo assim já somos muitos.

Não é por ter decidido manter os festejos mais simples que iria abdicar de um bolo à altura, e este ano decidi que seria eu a fazê-lo. Sabia o que queria comer e, salvo algumas excepções, tenho descoberto que se queremos algo bem feito, à nossa maneira, temos de ser nós a fazê-lo.

bolo de aniversário
O meu bolo, acabadinho de fazer. Já com os coraçõezinhos (Vahiné, comprei no supermercado), ainda sem as framboesas e restantes enfeites.

Não me meti a inventar: peguei na receita do bolo que eu e a Catarina fizemos na Academia Vaqueiro em Maio de 2014, que é muito simples, e adaptei-a ao meu gosto. Eis o que vão necessitar:

  • Para o bolo:
    • 30g de chocolate em pó (diluídos num pouquinho de água quente)
    • 6 ovos (claras em castelo + gemas)
    • 250g de açúcar amarelo
    • 125g de margarina derretida
    • 200g de farinha para bolos
    • 70g de farinha Maizena
    • 70g de fermento em pó
    • 50g de açúcar baunilhado
    • 200g de mix de frutos vermelhos
  • Para a cobertura/recheio
    • 200g de cream cheese
    • 4 colheres de sopa de açúcar amarelo
    • 200ml de natas frescas (para bater)
    • 1 limão (raspas + sumo)

E faz-se assim:

Pre-aqueçam o forno a 180ºC. Bater as claras em castelo, juntar o açúcar baunilhado e reservar no frigorífico. Bater as gemas com o açúcar, juntar a margarina. Numa tigela à parte, juntar a farinha, a Maizena e o fermento. Juntar as farinhas à mistura e adicionar as claras. Untar e enfarinhar 3 formas redondas. Dividir a massa em três partes: 1 simples; 1 com mix de frutos vermelhos; 1 com o chocolate dissolvido. Levar ao forno, desenformar e deixar arrefecer totalmente.

Bater o queijo creme e o açúcar. Noutra taça, bater as natas bem firmes, juntar a raspa e o sumo de limão. Envolver tudo e levar ao frigorífico.

Montar o bolo juntando o recheio entre camadas e, no fim, a cobertura. Decorar com framboesas.


Há que dizer que dupliquei o recheio/cobertura, porque sou gulosa por este tipo de ingredientes e quis certificar-me que o bolo não ficava apenas com um gostinho da “molhanga” mas sim bem atestado e a transbordar! Saiu muito bem e os meus convidados (e eu, claro, que a opinião mais importante é sempre a do aniversariante) adoraram.

Estou ou não uma menina muito prendada?

bolo de aniversário

Bolachas para toda a família

Do bebé de 6 meses até ao velhote da família. A sério.

Sou mãe de uma menina muito boa de boca. Amamentei em livre demanda e de forma exclusiva até aos 4 meses da Teresa. Depois disso, tive pena da piquena, que tinha os seus ataques quando nos via comer e não lhe dávamos nada. Introduzi, então, sem grandes regras quanto a horários e quantidades, a sopa e a fruta. Foi um sucesso! Comeu muitos vegetais diferentes e só não achou grande piada às nabiças. A esta altura do campeonato já fez a introdução de alguns cereais e da carne.

Estou a transitar das sopinhas e purés (a Teresa ainda mama quando lhe apetece e não me parece que vá mudar em breve) para uma espécie de baby led weaning (BLW). Mais tarde, falarei melhor disto, mas o BLW consiste, por alto, em dar autonomia ao bebé para que coma o que lhe apetecer, com as suas mãos.

bolachas saudáveis
Feito por mim: bolachas de banana, aveia e coco.

Por um lado, a Teresa adora a sopa e nem faria sentido tirá-la da sua dieta dado que até nós devoramos sopa nesta casa. Neste momento, a sopa até me ajuda a quantificar o que a Teresa come. Noutra medida, a bebé adora ter os seus bocadinhos de alimentos no tabuleiro para explorar. Como decidimos que, pelo menos até a Teresa fazer 1 ano, ficarei em casa com ela, temos todo o tempo do mundo para que possa descobrir a comida à vontade.

Não tenho quaisquer intenções que a Teresa coma bolachas maria, ou outras semelhantes carregadas de açúcar. Mas a bela da bolacha sempre ajuda a coçar o dente! Ora, no outro dia a Carla partilhou algo que veio mesmo a calhar: bolachas de banana, aveia e coco compatíveis com toda a família. São tão simples de fazer e foram um sucesso para a filha e para o pai. Duvidam? Precisam de:

  • 3 bananas maduras
  • 150g de flocos de aveia
  • 50g de coco ralado
biscoitos
As minhas bolachas antes de irem ao forno.

Esmaguem a banana com um garfo (ou, se forem impacientes, triturem). Envolvam-na muito bem com os flocos de aveia e com o coco ralado. moldem bolas e achatem (para ficar em forma de bolacha), disponham num tabuleiro forrado com papel vegetal e levem ao forno por coisa de 15 a 20 minutos (quando as bolachas estiverem tostadas por fora, já está).

E agora, contem-me: são ou não são saborosas? O que dizem os vossos miúdos?

Guida na Cozinha

doces
Feito por mim: pudim prestígio, biscoitos de manteiga e ovos moles.

Habituei-me, de pequenina, a comer bem.

Sou muito niquenta (já fui mais, mas neste post velhinho dá para se recordarem) e creio que se deve ao facto de a minha mãe cozinhar muito, muito bem. Atrevo-me a dizer que quando as pessoas, habitualmente, não gostam de determinado prato, é porque ainda não o provaram cozinhado como deve ser. Pela senhora minha mãe. Outra casa onde estou habituada a comer muito bem é a da minha sogra.

Posto isto, como devem calcular, antes de vir morar com o Luís, não estava muito habituada às lides da culinária. Desenrascava-me nas raras vezes em que precisava de cozinhar e lá me aventurava com algumas receitas, que lá iam saindo bem, mas ficava por aí. Pois bem:

Sinto o maior orgulho em dizer-vos que, apesar de não ser nenhuma chef xpto, adoro cozinhar.

E em 7 meses de vivência comum, não houve experiência culinária que saísse mal. Ninguém passou fome. Nenhum jantar ficou esturricado. Pelo contrário! Posso dizer que até inovei numas poucas coisas. O mais giro é perceber que há coisas que funcionam por instinto. Isso e que até consigo confeccionar com sucesso os pratos que mais me agradam e saem tal e qual os das pessoas que melhor os fazem.

comida
Feito por mim: quiche, massa de coisas, perca no forno.

E apurar o menu ao nosso gosto, não estando dependente da opinião de terceiros na nossa cozinha? Esta parte trouxe muitos mais vegetais e alimentos diferentes, no geral, para a minha dieta. E reduziu drasticamente os fritos. Imaginem que até fiz da cloche uma das minhas melhores amigas: os meus pais tinham uma nova, que lhes foi oferecida quando casaram e nunca a utilizaram. Já lhe conheço as manhas todas e os petiscos, e serve perfeitamente para cozinhar para duas ou três pessoas.

Devo dizer que esperava uns quantos fracassos culinários, como bolos crus ou sabores intragáveis. Calha a todos, mas aqui ainda não aconteceu. Sendo sincera, até atino com os melhores temperos e consistências. Há um ano, não previa que fosse lidar tão bem com o facto de ter de gerir a minha cozinha.

E há que dizer, a saber cozinhar bem até me sinto melhor mãe (vá, estou a brincar, mas que mãe que se preze é que não se orienta na cozinha?).

cozinha portuguesa
Feito por mim: bolo prata, caldo verde, bolo de pêra rocha com vinho do Porto.

Açúcar na Papa

Estou longe de ser a pessoa mais fundamentalista com a alimentação da minha filha. Tal como tudo na vida, o equilíbrio é um bom princípio. Ainda assim, preocupo-me muito com a saúde dela e sei que é importante ter cuidado com o que lhe ponho no prato.

Mantivemos o aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses. Depois disso, apesar de não ter sido muito rígida, fui introduzindo a sopa e a fruta no regime alimentar da Teresa. Poderia (e deveria, talvez) ter mantido a amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas angustiava-me ver a pequenina toda interessada em ver-nos comer e ficar triste por não poder comer nada. Parecia que queria saltar da cadeira e fazia (e faz, ainda faz…) caretas quando via talheres ou copos a passar à frente dela.

Sem stress nenhum, decidimos avançar com a introdução dos alimentos e foi um sucesso. Adora tudo o que lhe damos. Como sempre teve uma óptima progressão de peso, ainda não lhe dei a conhecer as papas. Achei que não faria sentido algum introduzir farinhas tão cedo. Porém, com o aproximar dos 6 meses, planeio dar-lhe mais alimentos novos e, finalmente, experimentar as papas. Preferencialmente feitas em casa!

Repito, não sou fundamentalista com a alimentação da Teresa. Sei bem que, fora de casa, pode ser necessário recorrer a um desses malfadados produtos de compra, pré feitos. Não estou assustada com essa parte e eu própria faço questão que ela coma de tudo. O problema para mim é que, segundo a indústria alimentar, o que deveria ser uma excepção transformou-se na regra.

papa bebé
Constituição de uma papa à venda no mercado, para bebés a partir dos 4 meses.

Na consulta dos 4 meses, quando discuti a introdução dos alimentos com a enfermeira que nos acompanha, foi-me dito que poderia apostar em papas de compra adequadas à idade da bebé. Infelizmente, pasmem-se, também se fala assim nas escolas. Ora bolas, poder até posso! Mas quem é que, no seu perfeito juízo e preocupação, sabendo ler um rótulo e interpretar a informação que tem à sua frente vai encharcar um bebé com açúcar e óleos da treta sem que haja um bom motivo (não vejo motivos, mas…)? Eu não!

É mesmo uma questão de desinformação, porque nem o argumento da disponibilidade económica é válido – sai muito mais barato comprar os ingredientes e fazer as papas em casa, como deve ser. Ainda não sei bem para onde me virar, mas o que não falta actualmente (porque é um assunto cada vez mais debatido, felizmente) são manuais e sítios com receitas para bebés.

Fica no ar a questão: como se admite às marcas que, em pleno século XXI e após décadas de lutas neste domínio, continuem a lucrar com a disseminação de informações erróneas e produtos que não fazem, de todo, bem à saúde dos nossos bebés? Eles adoram-nas, sem dúvida, são tão doces! Raríssimas são as marcas no mercado que disponibilizam papas com uma constituição minimamente decente.

E olhem que vos escreve uma pessoa que adora toda a espécie de papas doces…

Mixórdia de Brigadeiros

Aviso à navegação: este post é non friendly para quem anda metido em dietas.

Nada melhor que matar saudades com escritos bem docinhos aqui no estaminé! Assim, até Dezembro começa melhor e o meu regresso da licença de maternidade (pois, sim, acabou a minha, mas recomeçou a do Luís e optámos por dedicar toda a nossa atenção à nossa pequenina e a uma série de assuntos pendentes) torna-se menos penoso.

pudim prestigio

Adiante, que o que vocês querem é a sobremesa. O que se passou foi isto: um dia destes, apareceu na minha timeline uma fotografia de uma sobremesa com um aspecto bastante apetitoso. Estava numa página de culinária e tinha a receita. Como tinha disponíveis outros ingredientes e teimei que não iria fazer as coisas à maneira deles, parece-me que não deve ser o tal pudim prestígio de que falavam. É, sim, uma mixórdia de brigadeiros. Devo dizer que é das melhores coisas do mundo! E é simples de fazer. Se eu consigo, vocês também conseguem.

Ingredientes

Para o creme branco:

  • 1 Lata de leite condensado (esta lata é usada como medida)
  • 1 Lata de leite
  • 2 Colheres de sopa de farinha Maizena
  • 200ml de natas
  • 100g de coco ralado

Para o creme de chocolate:

  • 1 Lata de leite condensado (esta lata é usada como medida)
  • 1 Lata de leite
  • 2 Colheres de sopa de farinha Maizena
  • 200ml de natas
  • 1 Colher de sopa de chocolate em pó
  • 100g de chocolate de culinária
  • 50g de Nutella

pudim prestigio

Preparação

Agora vem a parte gira da coisa. É que é simples, simples. Pegam nos ingredientes do creme branco, batem tudo e levam ao fogão em lume brando, sempre a mexer, até começar a engrossar. Reservam. Pegam nos ingredientes do creme de chocolate e fazem a mesmíssima coisa: bater, levar ao lume sempre a mexer e retirar quando engrossar. Há mais simples?

Podem dispor como preferirem. Eu optei por usar taças individuais. Colocam metade da taça com o creme branco e metade com o creme de chocolate. Polvilhem como vos apetecer. Podem usar coco, pepitas de chocolate, amêndoas picadas… Eu escolhi raspas de chocolate de leite.

Devo dizer que ficou divinal e que entrou (desta forma que fiz) para o meu caderninho das receitas que funcionam. Espero que também seja do vosso agrado!

Whey – O que é e para que serve?

Está na hora de falar um bocadinho sobre alimentação e suplementação. Porquê? Porque há muitos mitos e porque já estou farta, fartinha de ouvir coisas como “cuidado com essas porcarias que andas a tomar” ou “isso é daquelas drogas que os tipos dos ginásios tomam” cada vez que a whey calha na conversa.


Atenção: não sou nutricionista, não pesco um atum de desporto, pelo que neste artigo verão informação básica e acessível para a pessoa comum. Não se esqueçam da importância de um regime alimentar diversificado e da prática de estilos de vida saudáveis.


batido whey

Infelizmente, apesar de vivermos numa época em que temos toda a informação que quisermos ao nosso alcance, há muitas pessoas que ainda não se dão ao trabalho de pesquisar. E, meus amigos e minhas amigas, quando desconhecemos algum assunto, o melhor é mesmo aprender. Não se sintam culpad@s em demasia, que estamos cá para nos ajudarmos uns aos outros e tenho a dizer-vos que mesmo dentro da área da saúde, há muitos profissionais que não sabem o que é a whey. Na verdade, nem sequer há muitos estudos conclusivos (que eu tenha encontrado) sobre o consumo e os efeitos da whey nalgumas situações específicas (a gravidez é uma delas).

Por mim falo, gosto muito de saber o que estou a ingerir, mas o facto é que há muitas pessoas que utilizam este suplemento e nunca, sequer, se questionaram sobre o que é e para que serve. A whey é proteína do soro do leite. O soro do leite é o líquido excedente da transformação do leite em queijos e caseína. Até ganhar a forma de “farinha” que nos é familiar e utilizado como suplemento, é processado:

  • É desidratado
  • Pode ou não ser-lhe conferido algum sabor
  • Pode levar outros aditivos

E é aqui que podem existir reticências. Nem sempre é fácil aferir a qualidade de uma determinada marca ou tipo de whey. Muitas vezes, sem que o consumidor se aperceba, foram adicionadas farinhas e derivados de ovos e afins, e não é o que se pretende. Desconfiem sempre do que é muito barato.

Porém, quando se trata de um produto de boa qualidade, o seu consumo pode ser benéfico. Existem vários tipos de whey, conforme podem perceber (se não sabem já!) pelas diferentes embalagens nos diferentes sítios que a comercializam, e que se adequam a diferentes finalidades/necessidades:

  • Há a isolada (que é a que consumo), que é a mais “simples”. É quase toda ela proteína, sem hidratos de carbono ou outros açúcares.
  • Há a hidrolisada, efectivamente mais conhecida/utilizada por desportistas já que passou por um processo que transformou em peptídeos mais pequenos e, consequentemente, absorvidos mais facilmente e de forma mais rápida.
  • Há a concentrada, que é mais calórica e contém uma série de hidratos de carbono, dos quais boa parte se resume a lactose.

whey

Há que salientar a importância dos alimentos “simples”, essenciais e por si só suficientes para darem estrutura a um bom regime alimentar. Contudo, como noutras coisas, existem “alavancas”, ferramentas que nos podem ajudar a alcançar ou manter um determinado resultado. É aqui que entram os suplementos como a whey. Tem calorias, como tudo o que ingerimos. É uma proteína, as proteínas são essenciais na estrutura dos nossos tecidos, são usadas na produção de tecido muscular e reparação de tecidos danificados.

Há situações em que necessitamos de um maior aporte proteico – como a gravidez e a amamentação, para além da prática desportiva. É desta última que surge a fama da whey enquanto suplemento na manutenção da massa magra, ainda que seja também é um auxiliar importante nalguns regimes alimentares – em especial os que potenciam a perda de peso, embora também possa ajudar muito no processo inverso, quando o objectivo é “engordar”.

O que é que a whey tem de tão fantástico? Promove a saciedade e ajuda na tal questão da manutenção estrutural dos tecidos do corpo. Quando aliada à prática de exercício físico, ajuda a perder massa gorda e ganhar massa magra (músculo), ajuda a acelerar o metabolismo, dá energia e ajuda a evitar o cansaço e alguns transtornos associados.

A forma mais comum de a consumir é em batido, mas pode ser utilizada em 1001 receitas diferentes (se tiverem por aí alguma daquelas bem boas que merecem ser partilhadas, façam favor!).

Não consumo whey há muito tempo, confesso: desde ouvir falar (que também desconhecia do que se tratava) a experimentar, passaram tempos valentes e só há pouco mais de meio ano é que a integrei no meu regime alimentar. Depois de saber que estou grávida, fiz questão de esclarecer que não seria maléfico e adaptei dentro do que já comia. Por que haveria de excluir uma fonte tão boa de proteína se, ainda por cima, estou numa fase em que preciso tanto dela?

Mas façam o que eu digo, não façam o que eu faço: estou só a tentar desmistificar a whey e quem vos pode ajudar a decidir melhor sobre o seu consumo são os profissionais de saúde que vos acompanham habitualmente, nomeadamente os nutricionistas.

Não se esqueçam que tudo o que é de mais faz mal! O consumo excessivo de proteínas potencia o risco de formação de cálculos renais e doenças cardiovasculares, entre outros problemas. Para além disso, e se o vosso propósito é perder peso, não se esqueçam: as calorias estão lá na mesma e continuam a ter de equilibrar e variar o que ingerem, para além de que não se deve investir numa dieta hiperproteica por longos períodos de tempo nem desvalorizar a prática de exercício físico.

Encomenda Myprotein

Encomenda Myprotein Portugal

Desengane-se quem pensa que só os atletas, desportistas e pessoas que fazem dietas especiais é que procuram determinados tipos de alimentos e suplementos. Pessoalmente, não gosto de restrições nem sacrifícios. Desconfio que ainda não sou uma bola autêntica porque sou niquenta. Não gosto de muitas das comidas que fazem mal (especialmente as que são doces) e que, no geral, são adoradas. Também não sou propriamente adepta de suminhos e saladinhas, nem de coisas light, nem sequer me apanham nas tramas das paleo coisas. Adoro comer, de tudo um pouco.

Durante a gravidez, procuro ter mais cuidado com a minha alimentação mas não abdiquei de nada do que comia antes. Apenas modero quantidades, horários e procuro fazer algumas trocas e substituições em determinados alimentos. Acreditem que não há aqui marosca, até porque tenho algumas restrições na prática de exercício físico e estou mais lontra do que nunca.

Há uns tempos, a Myprotein desafiou-me a experimentar alguns dos seus produtos e eu aceitei. Quando recebi a minha encomenda, mostrei-a no Instagram e fiz questão de experimentar tudo como deve ser para agora poder falar com segurança das minhas escolhas. Preciso de destacar:

  • Fiquei surpreendida por descobrir que a loja disponibiliza muito mais para além dos típicos suplementos para quem pratica desporto. Há uma grande oferta de produtos para quem procura, simplesmente, ter uma alimentação mais saudável;
  • Li tudo o que pude antes de escolher o que quer que fosse, pois quis ter a certeza que se tratavam de produtos de grande qualidade e que não trariam riscos para a minha saúde ou da Teresinha;
  • Ainda assim, caso tenham dúvidas, esclareçam-nas junto da loja e/ou informem-se junto de profissionais de saúde antes de consumir algo que transcende o vosso regime alimentar habitual. Não sou nutricionista e muito menos conheço os vossos estilos de vida ou historial clínico, e com a saúde não se brinca!

Postos estes três pontos, passemos ao que interessa, que são as minhas escolhas:

Whey Protein Isolado de Chocolate

whey chocolate

Antes que perguntem: não há muitos estudos sobre o consumo de whey na gravidez e as opiniões dos profissionais de saúde sobre esta matéria podem variar. A whey é proteína do soro do leite, que sofre alguns processos (para se adequar a diversas finalidades e ter diversos sabores, essencialmente) até chegar a nós. Prometo que em breve sai um post com tudo o que sei sobre whey e como utilizo.

Não faço um consumo regular, mas utilizo em substituição/complemento de outros alimentos nutricionalmente menos interessantes para mim (mais calóricos e absurdamente ricos em hidratos de carbono), como já fazia antes. Neste caso, trata-se de whey isolada, “limpinha”, sem mixórdias, com a melhor relação qualidade/preço do mercado, com óptimo feedback por parte de outros consumidores e de proveniência segura. Há sem sabor, há com uma variedade infinita de sabores e eu escolhi chocolate. Porquê? Porque sou doida por chocolate.

Adorei, satisfaz bem o desejo por chocolate e é fácil de preparar (não cria tantos grumos como produtos semelhantes de outras marcas). Não verifiquei qualquer efeito indesejado, portanto, fui cativada!

Chocolate Quente Proteico

whey chocolate

Mais uma vez, whey. Uma adaptação de achocolatado óptima que é mesmo para ser bebida quente. Já disse que sou doida por chocolate? Um dos meus lanches de eleição é mesmo o chocolate quente, mas não me parece boa política bebê-lo todos os dias na sua forma tradicional. O achocolatado que utilizamos habitualmente é excessivamente açucarado e calórico. Este produto é uma óptima alternativa!

Docinho, pode ser preparado com água a ferver (juro que fica delicioso na mesma) ou leite e sempre é menos mau que a bomba do leite com chocolate tradicional.

Mybar Zero

whey barrinhas chocolate

Sejamos francos: dizer que estas barrinhas proteicas são tão prazerosas de comer como um chocolate ou barra de cereais típica com chocolate, carregada de açúcar, seria mentir. Não é a mesma coisa mas engana bem.

Mais uma vez, escolhi… Chocolate! Imaginem uma barrinha de snack com sabor doce, que efectivamente lembra o chocolate (sem aquela carga intensa habitual) e com textura de caramelo. É isto. Tive de partilhar com várias amigas e é consensual: não são chocolates, mas são bem boas e fazem um jeitaço na mala, para as emergências!

Manteiga de Amendoim

manteiga-amendoim

Na mesma medida que deliro com chocolate, deliro com amendoim. Quanto à manteiga de amendoim, bom, tendo a evitar as que habitualmente encontramos no supermercado. Estão pejadas de componentes desnecessários, são super calóricas e – porquêeeeee? – têm muito açúcar. Não entendo a lógica, sou fã de doces com manteiga de amendoim (há que dizer que raramente está por “diluir” sob estas apresentações), mas dispenso as artificialidades em frasco.

Imaginem agora um balde de 1kg de manteiga de amendoim, só amendoim triturado sem mais nada a 5.99€. Invistam! Já ouvi dizer que há quem estranhe o sabor tão puro do amendoim sem o sal e o doce habituais, mas por aqui foi uma transição maravilhosa. Tem um truque: à temperatura ambiente, pode ficar menos consistente. Para que fique mais “rija”, aconselho que a guardem no frigorífico.

Escusado será dizer que fiquei fã da Myprotein e farei compras por lá, até porque é muito frequente terem promoções bem catita (para juntar aos preços imbatíveis que já têm habitualmente). A título de curiosidade, sabiam que a Myprotein comercializa frutos secos em melhores condições de acondicionamento e a preços mais baixos que os mercados habituais?

Dia de Plantar Melancias

melancias lidl
Fotografia por Graziela Costa

Ultimamente, muito se disserta neste blog sobre a melancia Teresa. Há outras agriculturas na vida, e no início do mês surgiu a oportunidade de aprender mais sobre as melancias de verdade, aquelas docinhas e grandonas do fim da Primavera. O convite foi feito pelo Lidl, o interesse era grande (adoro plantas e o campo!) e lá rumámos à Herdade da Comporta num sábado de manhã para nos divertirmos e aprender coisas novas. Foi muita fruta!

melancias lidl

Foram explicados alguns factos importantes sobre as melancias e como funciona esta indústria no nosso país. Tivemos a oportunidade de plantar alguns exemplares e, se correr tudo bem, lá para o fim de Junho (as melancias levam entre 90 a 110 dias desde a plantação até estarem prontas a comer) estarão maduras.

melancias lidl

O almoço não foi esquecido, e esteve a cargo do Chef Hernâni Ermida. Obviamente, todos os petiscos envolviam melancia (que, nesta altura do ano, teve de ser importada). Já experimentaram melancia grelhada? Eu desconhecia, mas fica muito boa.

melancias lidl

Foi um dia bastante agradável e em boa companhia que espero repetir em breve, já que está previsto irmos buscar as nossas melancias quando estiverem completamente desenvolvidas.

melancias lidl
O grupo do dia.

Páscoa Feliz!

Chocolate Lindt Páscoa
Chocolates Lindt, edição Páscoa 2016

Espero ainda vir a tempo de vos desejar uma santa e feliz Páscoa, se a festejarem! Se não a festejarem, bom… Vá, aposto que não há ninguém que se recuse a festejar à francesa, com montes de chocolates.

Eu cá não sou de grandes missas e catolicismos, mas gosto muito da tradição pagã da troca dos ovos. Como podem ver pela foto, hoje encharco-me em doces (um dia não são dias!). Não há ovo, mas para o ano já tenho uma boa desculpa para anular esse problema. Estejam descansad@s, que não vou dar chocolates à Teresinha pequenina: para bem da saúde dela, como-os eu.