Categoria: Cabelos

Falando por mim, o regresso das férias pode ser digno de nos deixar em estado de choque quando olhamos para o espelho. Por mais cuidados que haja com a pele, todos os anos a história é a mesma e regressamos à vida normal com a cara a pedir socorro porque todas as imperfeições possíveis e imaginárias se instalaram. Ela é pontos negros, borbulhas, peles, sabe Deus.

Os cabelos também sofrem, e mesmo que não tenhamos essa noção, quando regressamos das férias reparamos que as pontas do cabelo estão num fanico. O cabelo debotou. O corte perdeu-se. Só misérias!

No DeluxeDay SPA, conforme consta do site, cada cliente merece ser recebido com um tratamento de excelência. Todos os profissionais têm formação nas suas áreas, porque só assim é possível atingir a excelência dos serviços e garantir a satisfação a 100%.

Pessoalmente, sou muito curiosa. No DeluxeDay a arte e o saber também têm lugar, e existem salas com nomes bastante apelativos como Gustav Klimt, Picasso, Miró, Dali, Maluda, com quadros de cada pintor.

Cabeleireiro, massagens dos mais diversos tipos, sauna… Penso que tudo o que possamos desejar está neste pequeno paraíso do Prior Velho.

Mais vale prevenir que remediar, e como o pós-férias significa a típica corrida aos cuidados de quem é perito na estética e nos cabelos. Por isso, a Guida e o DeluxeDay SPA têm para vos oferecer uma limpeza de pele com produtos Thalgo e madeixas californianas. Já viram que bom? O passatempo fica no ar até sermos 2500 na página da Guida e a vencedora poderá usufruir do prémio até Junho do ano que vem. Só não acredito que vá demorar muito tempo a fazê-lo, eu iria a correr fazer a marcação.

Para participarem, só têm de seguir as seguintes regras e preencher o formulário abaixo:

  • O sorteio estará no ar até serem atingidos os 2500 fãs na página de Facebook A Guida É que Sabe;
  • Assim que for conhecid@ @ vencedor@ do sorteio, será feito contacto por email e terá de haver resposta num espaço de dois dias úteis;
  • A entrega do prémio (vouchers) é feita pelo DeluxeDay SPA, sendo necessário o nome, email e telemóvel d@ vencedor@;
  • Para participar, têm de gostar do blogue A Guida É que Sabe e da página DeluxeDay SPA no Facebook;
  • Depois, basta deixarem o vosso nome, email e link do perfil utilizado para gostar do blogue e da página do DeluxeDay SPA no Facebook (não se preocupem, ninguém terá acesso aos vossos dados) na caixa abaixo;
  • Há entradas extra! Caso divulguem o passatempo nos vossos blogs e/ou redes sociais, têm direito a preencher o formulário (colocando as informações de partilha em blog/rede social nos campos respectivas) mais vezes e podem ficar com um total de três entradas (1 pela divulgação em blog + 1 pela divulgação em rede social).
  • @ vencedor@ será escolhid@ aleatoriamente.
Caso tenham dúvidas, já sabem: podem esclarecê-las nos comentários. Boa sorte e boas férias!

No fundo do frasco

Prometi que vos actualizava sobre o meu meio ano de abstinência de compras de cosméticos e está mais do que na hora de o fazer. Passou cerca de um mês e meio desde que comecei o desafio e até agora faço um balanço positivo.

Cheguei à conclusão que não vale a pena termos dó de usar os produtos de que mais gostamos mas que foram descontinuados ou pertencem a edições limitadas. Mais vale usar e abusar do que deixar estragar.

Este primeiro mês e meio não foi assim tão difícil de suportar, até porque como vocês devem calcular, vou tendo acesso a coisas novas para experimentar. E ainda tive direito a 11 módulos Fred Farrugia para a minha colecção! No fim das contas, só tive de comprar um Primer Potion da Urban Decay para substituir o que acabou e, sim, é um produto que é mesmo necessário quando temos as pálpebras muito oleosas.

Os produtos que terminei foram:

  • Cranberry Joy Bath & Shower Gel, The Body Shop
  • Shower Cream Monoi, Sephora
  • Espuma Desmaquilhante Hydra Spécific, Yves Rocher
  • Loção de Manteiga de Karité, Dove
  • Desodorante Cremoso sem fragrância Neutralis, O Boticário
  • Desodorizante Roll-on Erva Doce Cuide-se Bem, O Boticário
  • Shampoo Suave Baby Boti, O Boticário
  • Condicionador Suave Baby Boti, O Boticário
  • Smoothing Body Scrub Chocolate, Sephora
  • Natural Glow Facial Towelettes, Yes to Cucumbers
  • Sabonete Líquido Cremoso Cappuccino Coffee Seduction, O Boticário
  • Primer Magix Face Perfector, Avon
  • Base Perfect Face Tecnologia Luminosa, O Boticário
  • Equave 2 Phase Hydro Nutritive Treatment para cabelos desidratados/sensibilizados, Revlon
  • Shockwave líquido modelador de caracóis, Wella
  • Creme Relaxante para mãos e pés Planet Spa Sake e Arroz do Japão, Avon
  • Pó Microfinish HD, Make Up For Ever
  • Máscara Supershock Waterproof, Avon
  • Lip Balm de baunilha
  • Primer Potion, Urban Decay
  • Óleo para Banho e Massagem Nativa Spa Violeta, O Boticário
  • Ultra Dry, Nails4’Us

Contei-vos aqui que tinha um kit de Alisamento Fructis para experimentar, e após ter lido uma série de relatos positivos de pessoas em quem confio, decidi seguir em frente pôr as mãos na massa. Ainda estou no início do teste e tenho coisas boas para vos contar, e é claro que posteriormente espero falar-vos do desenrolar desta minha experiência.

Para começar, e depois de tudo o que vos tenho contado sobre as minhas aventuras com o cabelo, não poderia avançar sem fazer um teste numa pequena madeixa. Eu sou pior que os miúdos, às vezes, tinha acabado de pintar o cabelo e não tive paciência para esperar uns dias. Assim, lá fiz o teste  e correu tudo bem. Estava na hora de aplicar o produto devidamente em todo o meu cabelo!

É importante referir que, na lavagem do cabelo, utilizei o champô e o condicionador Hidra Liso 72h, também da Fructis. Já os tinha utilizado anteriormente, sempre que pretendia alisar o cabelo, e notei que reduzem um pouco o frisado natural do cabelo.

Com o cabelo húmido, apliquei o passo 1 do kit, que é o Gel de Alisamento. É fluido o suficiente para que seja espalhado com facilidade por todo o cabelo, mas com uma certa consistência que não o deixa escorrer. Não cheira bem, cheira a enxofre por causa da cisteína que faz parte dos componentes, mas é suportável. Temos de deixar o produto actuar por 15 a 20 minutos. Depois, é hora de enxaguar o cabelo.

Por esta altura, o cheiro a enxofre desaparece quase completamente e o cabelo está super macio e nitidamente mais relaxado. Eis que se aplica o passo 2 do kit, que é o Cuidado Prolongador e Aperfeiçoador. Também é fácil de aplicar, tem a consistência de um condicionador. O cheiro é o típico dos produtos da Fructis, frutado e bastante agradável na minha opinião. A intenção é deixar o produto actuar por cerca de 10 minutos. O enxague é opcional, sendo que a recomendação é que quem tem cabelos mais espessos não o faça. Segui a recomendação e passei à fase seguinte, que é o passo de magia neste tratamento de alisamento: sequei o cabelo com o secador, sem escova, e depois alisei-o com o ferro. 

O resultado é o que podem ver na primeira foto do post: cabelo liso e sem jeitos. Em circunstâncias normais, ao fim de meia hora o meu cabelo teria ganho alguma ondulação e volume, especialmente na raiz. Com o kit de Alisamento Fructis, isso não aconteceu e o cabelo manteve-se perfeito todo o dia. E foi muito mais fácil alisá-lo! Demorei cerca de 1/3 do tempo normal (a contar pelos tracinhos do tempo de utilização do ferro) para conseguir este resultado.

Porém, houve um pequeno problema que não tinha acontecido no teste da madeixa e parece-me importante referir: arrependi-me de não ter enxaguado o cabelo depois do passo 2, porque o produto não foi totalmente absorvido nalgumas secções do cabelo e passado umas horas comecei a sentir um certo ardor no couro cabeludo.

Assim que cheguei a casa, lavei a cabeça normalmente e ficou tudo bem, não há quaisquer sinais de alergia ou irritação. Desta feita, já pude apurar mais conclusões acerca do kit. A ondulação natural do meu cabelo não desapareceu, felizmente (até porque a intenção do kit de Alisamento Fructis não é alisar o cabelo mas facilitar o processo de alisamento em casa), mas o cabelo continuou nitidamente relaxado e muito macio. Deixei que, desta vez, secasse ao natural e só depois é que o alisei com o ferro. Mais uma vez, demorei muito menos tempo do que era costume para atingir resultados perfeitos. Não utilizei qualquer produto anti-frizz. Já me submeti ao vapor típico da cozinha, e o meu cabelo está intacto. 

Com certeza, irei recorrer a este produto muitas vezes, especialmente no Inverno. Quem o inventou merece um prémio especial de corrida, porque esta é a solução para muitos cabelos rebeldes indomáveis. Considero que compensa os cerca de 15€ que custa no supermercado e parece-me que em breve vou ter de o dar a experimentar à minha mãe, que tem o cabelo muito mais espesso e frisado que o meu (mas estando ainda dentro dos tipos de cabelo que podem utilizar o produto) e cuja tarefa de o esticar sobra para mim. Será um alívio!

Ainda não vos tinha mostrado, mas recebi um kit de Alisamento Fácil e um conjunto Hidra Liso Fructis para experimentar.

Confesso que já utilizei o champô e o condicionador, um pouco a medo visto que tive más experiências passadas com os champôs Fructis (os condicionadores, máscaras, géis, cera e espuma uso sem qualquer problema), mas até à data tem corrido tudo bem e noto que há uma diminuição do frisado e que não ressecam o cabelo. A seu tempo, darei mais detalhes.

Estou super curiosa com o kit de alisamento, e gostava de saber se já alguém experimentou e o que acharam dos resultados. Ainda não o experimentei por vários motivos. Como sabem, há relativamente pouco tempo submeti o meu cabelo a decapagens e descolorações para conseguir tirar toda a tinta preta que tinha no cabelo e conseguir ficar ruiva. Apesar de o meu cabelo ser bastante forte, ressentiu-se um pouco. Já dei um corte valente, porque as pontas ficaram mesmo num estado miserável (especialmente depois de ter ido à praia…) e o assunto ficou resolvido, mas não quero abusar da minha sorte. Por outro lado, este tratamento não tem  a finalidade de deixar o cabelo totalmente liso só por si mas ajudar a facilitar o alisamento por cerca de três semanas, e consequentemente não será algo definitivo mas tenho um certo receio que altere os meus caracóis a longo prazo. Por fim, em temporada de calor e, eventualmente, praia e piscina não quero desperdiçar as potencialidades do produto.

Que me dizem sobre o assunto? Preciso mesmo de saber a vossa opinião!

Já estou restabelecida do meu dia de Rock in Rio e está mais do que na altura de falar de tudo o que de bom aconteceu na sexta-feira.

Para começar, tenho de agradecer a’O Boticário pela maravilhosa oportunidade que me deram ao escolherem-me como Rock Boti Blogger. A missão não foi mesmo nada complicada, pelo contrário. Momentos passados com O Boticário são momentos bem passados. À partida, havia dois turnos que as bloggers do dia tinham de assegurar, sempre antes dos concertos. Nós éramos quatro (eu, a Ana Rita, a Tânia e a Solange) e optámos por permanecer lá durante todo o tempo desses turnos e um pouco para lá da hora, tal era o bom ambiente!

Acho que é consensual, estivemos todas super à vontade. Experienciámos o circuito de maquilhagens no stand, tal como qualquer outra pessoa que lá se dirigisse, fiz boas compras no outlet (assegurei um bom stock de máscaras faciais e óleos corporais! Apesar de serem produtos cuja validade expira em Julho, motivo pelo qual estão a ser vendidos a preços muito mais baixos, estão em perfeitas condições pois as embalagens estão seladas.), postámos na medida do possível e divertimo-nos muito. O acesso à Internet na cidade do rock é um pouco complicado, e é especialmente por isso que não conseguimos mostrar tantas coisas em tempo real. Por isso e porque nos ocupámos a viver ao rubro tudo o que se passou no recinto para poder contar a toda a gente mais tarde!

Encontrámos a nossa Marta, e é claro que não a deixámos ir embora.

Tivemos direito a penteados especiais no stand da Lúcia Piloto, quem tem atenção ao projecto 365 sabe que adorei o meu penteado e que o mantive ontem para um baptizado.

Andámos na roda gigante e eu armei-me em medricas porque aquilo abanava por todos os lados.

Mal nos apercebemos dos Sepultura e dos Mastodon, de tão entretidas que estávamos. Tive uma certa pena quanto aos Mastodon, gostava muito de ter espreitado. Já dos Sepultura, nhé. Que dizer de uma banda que já está na sepultura (ah, piada fácil!) há montes de tempo? Há dois anos vi Soulfly também no RiR, isso sim lembrou-me as coisas do antigamente dos Sepultura.

Quando demos por ela, já era de noite e estava a começar o concerto dos Evanescence. Se já não ia à bola com a banda, este concerto serviu como tira teimas. Pouca interactividade, más apostas na escolha das músicas, má voz… Acho que se esqueceram que já não estamos em 2003 e que já não são as vedetas do momento. Nem nessa altura gostava deles, do alto dos meus treze anos. Quando conhecemos vozes muito melhores em géneros semelhantes (inspiração, chama-lhe a Amy…) como os Nightwish, somos muito exigentes. Há oito anos, os Evanescence já tinham estado no Rock in Rio e consta que a Amy Lee tinha uma laringite. Este ano, qual foi o argumento para tantas fífias ou mesmo para as falhas de voz nalgumas músicas? Ainda para mais, os Evanescence inclinam-se para um género musical que não aprecio – o nu metal – mas sei reconhecer que esteve em alta há 10 anos atrás. Por mim, agora está em declínio. Não devo ser a única a pensar assim, visto que as poucas músicas que tiveram algum feedback positivo foram aquelas que se tornaram conhecidas nessa altura. Poucas. Foram tão medíocres que saíram do palco logo assim que terminaram a última música e nem sequer voltaram. Nem sequer se ouviram palmas.

Para compensar tamanha desgraça, chegaram os Metallica para me surpreender muito pela positiva, depois de os ter visto no RiR há quatro anos atrás e de não lhes ter achado especial piada. Deram um concerto do caraças! Nem preciso de me alongar muito a descrever porque o que é bom, é bom. Eles sabem do que o público gosta e investiram imenso nos clássicos. Nunca lhes fica mal. Aproveitaram bem o espaço que tinham, cativaram os milhares e milhares de pessoas que estavam a assistir, houve o bónus dos efeitos pirotécnicos mais para o final… Foram lindos, lindos! Não tenho grande voto na matéria porque foi a segunda vez que os vi, mas a avaliar pelo que dizem e pelos vídeos de concertos que vejo por vezes no Youtube, este terá sido um dos melhores (senão o melhor) concerto dos Metallica em Portugal.

No fim da história, fomos todos tramados pelo metro e como havia filas intermináveis para os autocarros, optámos por ir a pé da Bela Vista até ao Parque das Nações. Foi uma boa caminhada nocturna numa noite fria mas com tanta emoção, e sempre podemos gabar-nos de ter andado por Chelas e Olivais à noite sem qualquer perigo. Oh yeah!

Tenho cá para mim que devia haver mais dias assim.

Ou “O Cabelo da Guida Ressuscitou”, escolham o título que preferirem.

Não vou desenvolver muito sobre o acidente capilar que tive há uma semana atrás, porque para além de vos ter posto a par da situação no Facebook, fiquei com uma grande vergonha e a minha vontade durante esta semana foi andar de capuz, de burka, com um saco na cabeça – sei lá, escondida!.

A verdade é que a Guida que havia de ter cabelo preto para a eternidade perdeu a cabeça e decidiu que queria ser ruiva. Sim, ruiva! Cenourinha, Foxy Roxy, Pipi das Meias Altas, Vickie Viking. E vão lá fazer uma pessoa teimosa e com a mania que é sabichona entender que não pode mudar drasticamente do dia para a noite. Está bem, abelha. Se eu estou habituada a tratar do meu cabelo sozinha, se o pinto e nunca correu mal, a mudança de cor tem de dar certo.

Deu asneira, pois claro que deu. Fiquei com raízes cor de laranja e cabelo preto. Tentei disfarçar, não serviu de muito. A cor que apliquei foi abrindo, mas não foi suficiente.

E eis que tomei uma decisão. Decidi que estava na hora de deixar de me armar em espertalhona forreta e ir ao cabeleireiro. A proposta era apelativa: um sistema de madeixas inovador cujo resultado é tão bonito e subtil que parece natural. Flamboyage, é este o nome da técnica patenteada pela Davines, que é o supra-sumo da beleza natural e conforto de forma eficiente e com respeito pelo ambiente. Lá fiz a minha marcação para o salão Samuel Rocher no Chiado, ganhei coragem e lá fui eu.

Primeiro, a minha impressão sobre o espaço. Esperava alguma austeridade, porque bem sabemos que os cabeleireiros chiques nem sempre têm aquela coisa boa da familiaridade. Encontrei, na realidade, um espaço simples (mas com muita pinta!) e acolhedor e pessoas super acessíveis que me receberam de forma super simpática e que se mostraram disponíveis para tirar quaisquer dúvidas. Atrevo-me também a dizer que têm uma expressão não verbal bastante bem controlada: eu seria a primeira pessoa a dizer de imediato que o meu cabelo estava horrível, tenebroso, medonho! Pelo contrário, toda a gente respirou fundo. Já vão perceber.

Assim que me sentei na cadeira, surgiram as cabeleireiras Alexandra e Soraya. A Alexandra perguntou-me se necessitava de um corte de cabelo, ao que respondi que apesar de o ter cortado nem há três semanas, consentia algumas tesouradas. Isto porque quero ver-me livre da tinta preta de vez e à força toda e as pontas do cabelo são, com certeza, a parte onde se encontra uma maior concentração de tinta. Ajeitou-se umas navalhadas de cortes antigos, apelou-se ao escadeado (sempre!) equilibrado, mandou-se muito cabelo fora. É esta a parte boa de ter uma juba: por mais que se corte, nunca ficamos carecas.

A Soraya foi a minha colorista. Acho que durante toda a sessão ela não acreditou muito que o meu cabelo fosse ter um bom remédio logo à primeira tentativa. Fui avisada previamente de que as madeixas só iriam ficar boas no meu desastre capilar se primeiro fizesse uma coloração de forma a diminuir a diferença de cores entre  raiz e o resto do cabelo. Depois de pensar algum tempo, ok, pode ser. Mas eu quero ficar ruiva!

Lá passámos à pintura com um tom mais escuro que o laranjão oxigenado das raízes. O resultado não foi assim tão animador. Continuou a notar-se alguma diferença de cores.

Eis que passámos à Flamboyage. Por esta altura, eu já estava fartinha e ansiosa para chegar ao fim do processo. Confesso que também estava um pouco desanimada, porque já tinha sido avisada 535131354363313 vezes que o meu cabelo não iria ficar com uma boa cor nesta primeira intervenção. Bolas, devia estar mesmo muito mal antes. Acho que nem a própria Soraya sabia muito bem que salvação havia para mim e também não quis fazer promessas impossíveis, e senti que ela estava um pouco nervosa em relação a isso, pois tal como qualquer bom profissional, ela é muito perfeccionista.

Digo-vos desde já que foi uma seca aplicar todas as fitinhas autocolantes (sim, a Flamboyage tem uma espécie de plásticos autocolantes para “agarrar” os cabelos onde vão ser feitas as madeixas), e ainda por cima doeu. Mas esperem, esperem, pensava eu que esta etapa doía. Quando foi para retirar tudo, eu gritei, chorei e esperneei. Há coisas piores, e lá diz o ditado que por vezes temos de sofrer para ser belas.

Depois, seguiu-se um banho de cor. E fez-se magia. Soube que estava a correr tudo bem quando a Soraya lançou suspiros de alívio e disse “há surpresas das boas!”. O rapaz estava comigo e sorriu, e ele sabe o que é que eu pretendia, por isso não havia margem para dúvidas: devia estar a caminho de ficar ruiva e com o cabelo remediado.

O resultado foi muito melhor do que podia esperar! Sobrou uma mancha escondida por baixo do cabelo, atrás. Agora, parece que tenho madeixas pretas sobre o cabelo ruivo. O que combinámos foi que agora, progressivamente, iremos continuar a realizar a Flamboyage para que, a certo ponto, todo o meu cabelo esteja ruivo. Mas sabem que mais? Já o adoro assim! Nota-se que foi algo feito de propósito e que foi premeditado. E está diferente do convencional!

O cabelo ficou mais acobreado do que avermelhado, ao contrário do que possa parecer nas fotos. Ficou lindo, lindo, lindo!

Sim, este é um processo relativamente caro (ronda os 70€ por sessão). Sim, tenho noção que vou ter de fazer uma poupança jeitosa. Sim, fica relativamente fora de mão para mim que, na maior parte dos dias, levo mais de 1h de caminho se quiser ir ao Chiado.

Só tenho a agradecer muito, imenso, infinitamente à Alexandra, à Soraya, à restante equipa presente no Samuel Rocher e à Davines. Vocês não sonham como foram mesmo a minha salvação!

Para terminar, que vos parece? Gostam da Guida ruiva ou preferiam a Guida morena de cabelo preto?

Guida ansiosa e indecisa

Podia aplicar-se a tantas outras coisas da minha vida, mas é sobre cabelos que vou falar e mesmo assim é em jeito de corrida.

Agora que ganhei coragem e curiosidade para tirar toda a tinta preta do meu cabelo e que até tenho uns reflexos avermelhados catita, acho que não consigo esperar pela Flamboyage (uma técnica de madeixas especial de corrida que tenho de experimentar – logo vos mostro o resultado) nem por coisa nenhuma antes de submeter o meu cabelo a mais uma aventura (coisa suave e pouco agressiva…) e pintá-lo dum maravilhoso loiro escuro 6.77 (que aos meus olhos é castanho, tenham lá paciência).A ideia é ir subindo uns tons para chegar ao ruivo 7.45.

Alguém aí entende de cabelos? Por ora quero mesmo é tirar a tinta preta toda e já sei mais ou menos como, graças à amiga Pechiché. Contudo, custa-me a crer que com oxidante a 20 volumes a coisa vá lá. Mas tenho medo dos 30 volumes.

Alguém com experiência no assunto? Help!

Está certo e sabido que eventos com a Pluricosmética incluem sempre os melhores cabeleireiros ao dispor do cliente gratuitamente. Por isso mesmo, e por ter ficado satisfeitíssima com o corte de cabelo que a cabeleireira Céu me fez no Fórum Estética Viva em Novembro, guardei-me para mais uma aventura capilar na Expocosmética, que está agora a decorrer na Exponor.

Desta vez, foi o cabeleireiro dinamarquês Palle Freese que se encarregou de tomar conta da minha juba. Senti-me muito, muito importante por ter um corte de cabelo feito pelo Palle, o deus dos cabelos.

Conferenciámos muito antes de passar às tesouradas. Primeiro, eu queria manter o cabelo comprido. Depois, queria livrar-me de toda a tinta preta que se foi acumulando nos meus cabelos ao longo dos últimos dois anos (e que toda a gente dizia ser impossível sem danificar por completo a minha cabeleira). Ambos queríamos um corte de cabelo ousado. Infelizmente, o meu estilo de vida não é compatível com o que pensámos inicialmente (um corte muito assimétrico, com direito a undercut e tudo). O Palle acabou por investir num corte com muitas camadas, com comprimentos muito diferentes, que resultou em algo fantástico: volume distribuído de forma harmoniosa para favorecer a caracoleta.

Passámos ao processo de coloração, feito cuidadosamente. Tive de passar por uma descoloração (e descobri que tinha cabelo afro, ora vejam!), nada muito agressivo, e a cor escolhida pelo Palle e aprovada por mim foi a 7.66 da Color Life Plus, um vermelho fogo lindo, que neste momento só se nota na raiz.

Fiquei muito contente com o resultado e a ideia agora é ir baixando alguns tons e experimentar ser ruiva. Perguntei se o processo de mudança de cor era viável sem ser muito danoso para o cabelo, e fazendo as coisas com calma penso que com mais duas ou três descolorações e pinturas, lá consigo atingir o resultado que quero.

O Palle diz para eu o procurar quando eu quiser um corte de cabelo curto e ousado. Não sou mulher de cabelos muito curtos, mas a proposta foi tentadora. Sem dúvida, fiquei com vontade de ir à Dinamarca cada vez que quiser cortar o cabelo. Tenho a mania que sou fina, é o que é.

Quem segue a Guida pelo Facebook terá reparado numa fotografia que postei com o cabelo curto. Bem sei que parece que está mesmo curto, mas não está. É só mais uma das artimanhas que eu descobri para ajudar nas mudanças de visual temporárias.

Já há algum tempo que andava intrigada com um gancho que encontrei numa das minhas pesquisas pelo Ebay e apesar de não acreditar muito que fosse fácil de utilizar no meu cabelo rebelde, lá o mandei vir. Por pouco mais de 1€, não ia ficar na miséria e sempre ficava a conhecer melhor o engenho.

Eis que o gancho chegou e verifiquei que é mesmo muito fácil utilizá-lo  e o resultado é aquilo que se vê. Basta meter o cabelo no meio da ranhura, ir enrolando por dentro até termos o cabelo do comprimento desejado e prender com os dois ganchos das extremidades.

E ficou resolvido o dilema dos cabelos curtos que geram arrependimento.