Categoria: Cabelos

Guida aos caracóis é Guida feliz

cabelo encaracolado

Ora, cá está a lã já lavadinha e ao natural. Linda, não?

Leve, com volume, muitos caracolinhos e canudos, super fácil de pentear… Aos anos que não sabia o que isto era!

Ah, será que ficam tão contentes quanto eu por ter encontrado uma Funtime Sindy (Cindy, mulher, esta é para te fazer inveja!), de 1974, nas arrumações? Está um bocado despenteada, mas eu ponho-a nos trincos.

Fui à tosquia

corte cabelo comprido

Depois de muitas queixas e reticências, dores de cabeça e muito medo de meter os pés num cabeleireiro, hoje lá fui empurrada.

Tive ainda mais medo por não ser o cabeleireiro do costume, pois estou na minha terra, mas pior que essa foto do antes (cabelinho acabado de lavar e pentear!) não podia ficar e lá ganhei coragem.

cabelo escadeado

Fiquei bastante contente com o resultado.

Tive medo de sair de lá careca e que não fizessem o que queria, mas fui bastante surpreendida porque a senhora cortou o cabelo exactamente por onde eu queria e escadeou-o todinho sem dar palpite algum!

É claro que em certos casos @ cabeleireir@ tem que meter o bedelho no assunto, e verifiquei que o fez com algumas clientes e com sucesso, mas eu estava decidida quanto ao que queria e quem melhor do que eu conhece o meu cabelo? No sítio do costume nunca o escadeiam porque dizem que faz muito volume.

Ora, e quem diz que não é volume que eu quero? Parecia que já tinha uma vassoura na cabeça. Antes de esticar o cabelo verifiquei como ficava ao natural, encaracolado, e fizeram-se os ajustes necessários. Gostei bastante do que vi, e prometo que mostro!

A senhora fartou-se de cortar cabelo mas, vejam, ainda fiquei com bastante!

Com uma grande diferença, sinto-me muito mais leve e o meu cabelo ganhou vida. Agora é muito mais fácil penteá-lo e usar ganchinhos, fitas e elásticos.

E sabem que mais? Bem, fui com a minha mãe. Ela lavou e esticou o cabelo. Eu lavei, cortei e estiquei. No total, gastámos 28€. Em Lisboa, costumo pagar mais sozinha e pelas mesmas coisas! Como venho cá frequentemente, talvez opte por tratar do cabelo aqui.

São aqui da zona de Mação? Vêm cá passar férias e ficaram interessadas? Ora, estou a falar do Salão Graciete, mesmo ao lado do Mini-preço, subindo as escadinhas!

Aconselho, pois claro.

Cuidados capilares da Faith in Nature

Para quem lê o blogue com frequência, já devem ter ouvido as minhas montanhas de queixas em relação à maior parte dos champôs e géis de banho que por aí andam, aos quais sou alérgica.

No entanto, e apesar de saber que tenho que ter cuidado com os produtos que uso, gosto de procurar e testar alternativas.

Ouvi falar da Faith in Nature, que é uma marca inglesa que faz produtos de cosmética recorrendo ao que a mãe Natureza nos oferece. Sei que há montes de produtos deles em algumas lojas tipo Celeiro (se não encontrarem podem comprar na loja online), mas não quis comprar nada sem ter a certeza de que o dinheiro era bem empregue.

Resolvi, então, pedir amostras dos champôs e amaciadores (também o podem fazer no site da marca, pedido nos contactos e referindo o que procuram e o vosso tipo de cabelo), que não tardaram a chegar.

Só há uns dias é que resolvi experimentá-las, e fiquei bastante surpreendida pois não só não sou alérgica como ainda verifiquei que os produtos têm mesmo qualidade: deixam os cabelos bem tratados e não os seca!

É que, ao que parece, os champôs têm uma grande quantidade de óleos essenciais e extractos de plantas – o que, diga-se de passagem, também lhes dá um cheirinho divino.

Há champô para todos os gostos e necessidades e não há motivo para não experimentar.

Agora, sim, sei que esta é uma alternativa aos champôs de bebé!

Ai, o Fim-de-Semana!

macaofeira

Por algum motivo que ainda desconheço, o modem ranhoso do e-escolas não funcionou, o que me manteve looonge da Internet durante o fim-de-semana. Como sabem, vim para a terra e isto de não ter acesso às modernices do costume deixa-me com os nervinhos em franja.

Mas não vale a pena lamentar muito e os senhores da TMN vão ter que me ouvir amanhã ou depois, porque eu até me contentava com o mísero GB a que tinha acesso mensalmente (ok, vá, só preciso da tal Internet fora de casa e por isso duuura anos, excluindo os meses de férias). Isto de não haver serviço é que é uma grande chatice!

Aqui em Lisboa já tenho tudo e mais alguma coisa e já posso trocar umas palavritas convosco. Portanto, vá, vamos ao que há de novo!

Como já referi, houve por Mação uma Feira Mostra com montes de coisinhas da região e as barraquitas da feira do costume, com bijutarias e essas coisas. Cheguei a Mação na sexta-feira, mas não me apeteceu sair de casa. Assim, só ontem é que fui ver como param as modas.

Derreti-me com os brinquedos do antigamente e com o artesanato! Bem, como se vê, trouxe um rapa (este tem letras! Juro que nunca tinha visto um assim), uma ardósia (tinha uma mas estava partida), umas miniaturas para um quadro que estou a fazer para a cozinha, uma bolsa de retalhos bem bonita (que, por ora, anda na mala com os óculos de sol) e, das bancas normalzecas, trouxe um par de brincos estrelados e uma mão cheia de ganchinhos para o cabelo que há-de ser cortado.

Havia uma feira do livro, e achei este livro maravilha do Saramago por 4€ e tal. Já o tinha lido, mas não o tinha na minha colecção! Aconselho vivamente a quem não o leu, é muito interessante e tem daquelas histórias que só o senhor Zé consegue inventar.

A coisinha da Nívea foi parar à foto mas, na verdade, foi brinde da revista Saber Viver, que os senhores este mês foram a modos que simpáticos! Veio a calhar, pois esqueci-me do meu creme de pentear em Lisboa. Olhem que a magana é boa!

revistas

Sou tentada a entrar na tabacaria cada vez que passo por ela: há sempre uma montra repleta de revistas giras e interessantes, das que não nos fazem crescer e das que nos fazem crescer água na boca. A mãe quis ir a correr comprar a TeleCulinária das tardes, e lá fomos nós. Babei-me tanto a folheá-la que a vou surripiar por uns tempos para experimentar algumas receitas, que depois hei-de mostrar!

Como queria alguma coisa para ler e recortar e não havia Vogues nem coisas do género que nos fazem gastar dinheiro em publicidade e essas tretas e quase não têm nada escrito e já tinha as revistas interessantes do costume, trouxe uma que leio de quando em vez: a Saber Viver. Para além de ser barata, costuma ter bons artigos e desta vez até tinha um brinde catita.

Por fim, trouxeram-me o livro do meu ano, 1990, que não tinha encontrado ainda.

Mas, o que fez a Guida durante o resto do tempo?

No sábado espetaram-me com um almoço-convívio de pessoas que andaram cá no colégio (que já não é colégio há montes de tempo). Era perto duma terra que se chama Castelo mas que não tem castelo nenhum, rodeada de verde, num parque de merendas, com montes de velhotes e zero de pessoas do meu escalão etário. Não foi a maior seca do mundo, mas não esteve muito longe! O sítio era lindo.

O almoço, o que era? Sardinhas, entremeadas, farinheira e salsichas muuuito salgadas. Tudo acompanhado de pão e migas. Tudo coisas que eu adoro (ou não). Mas não passei fome.

Ouvi dizer que havia por ali uma nascente e imaginei logo uma nascente daquelas que “estamos habituados” a ver: no meio do verde, no meio das rochas, tipo riacho. E lá fui em busca de tal preciosidade. Voltei à mesa bastante triste, pois não tinha visto nascente nenhuma e pensei que fosse por ser mesmo muito distraída. Quando ma mostraram, que desilusão! Era uma bica. Sim, uma bica! E estava tudo a encher os garrafões de cinco litros por lá.

Ouvi dizer, também, que lá por cima, nos moinhos, a paisagem era linda. Não hesitei em fazer-me à estrada até perceber que até lá acima eram uns valentes quilómetros e sabe-se lá por que estradas. Acabámos por ir lá todos de carro. E não é que, a 620 metros de altitude, a vista era mesmo linda? Só se respirava verde, só se via verde! Nem a melhor máquina do mundo conseguiria fotografar o que se vê lá! Ao longe, até dava para ver Mação em tamanho microscópico. Não é por acaso que se diz que ali é o verde horizonte!

Será que posso ficar com aquele verde todo só para mim um dia? Se me sair o Euromilhões? Será que posso aproveitar uma das muitas casas de pedrinhas que foram abandonadas e ruíram para fazer a minha? Será que me deixam viver naquele sítio?

Esta e muitas outras perguntas ficam no ar, e são elas que me fazem dizer, com orgulho, e por todas as coisas que descubro de cada vez que lá vou, que Mação é a minha terra!

Hoje a Guida Não Sabe de Nada

guida

O que é que se faz ao cabelo assim, encaracolado, quando já nos dá pela cintura?

Não quero mais franjas. Não sei se o corto (pelos ombros, talvez?), se o deixo crescer… Não sei o que lhe vou fazer. Só sei que um dia vou experimentar pintá-lo de preto (ou não!).

Aceitam-se conselhos, opiniões e testemunhos. Gostei de ver o cabelo da Rita mas não tenho tenho coragem de fazer o mesmo. Se ia sobreviver sem poder fazer tranças, rabos de cavalo e outras coisas bonitas? Hum, não me parece…

A Guida é que Entende de Caracóis!

Enquanto pessoa que tem um amontoado de lã rebelde em cima da cabeça, devo dizer que nem sempre foi (e nem sempre é!) fácil tratar do cabelo por causa dos caracóis. No entanto, e porque a prática leva à perfeição e a minha mamã nunca me explicou o que é que havia de fazer para sair à rua sem parecer que trazia um ninho em cima e porque o que funciona para os outros nem sempre funciona connosco, venho aqui partilhar a minha experiência e espero conseguir ajudar alguém.

1. Menos é mais. Comecemos por falar do banho. Sou o tipo de pessoa que tem a pele bastante sensível e que não pode usar qualquer champô nem ao desbarato. Assim, tento usar o mínimo possível de “detergentes” na cabeça. Prefiro os champôs de bebé, Lactacyd (sim, so what?), ou produtos de cabeleireiro (mas as marcas como a Skala convêm mais ao meu bolso e são igualmente boas!). Pessoas sensíveis, cuidado com os rótulos e essas coisas! Publicidades enganosas? Longe da gente. Pantene e Fructis, em especial, deixam o meu couro cabeludo a arder e a descamar!

Posto isto, e na hora de fazer o cabelo espumar, basta uma quantidade minúscula de champô e um pouco de água para lavar bem o cabelo. Acreditem, o meu cabelo já dá pela cintura quando está esticado e uso apenas o equivalente a uma colher de sobremesa de champô no duche. Ah, resta referir que também é para aplicar amaciador e que este ritual de lavagem só deve ser feito uma ou duas vezes por semana.

2. De 15 em 15 dias, mais coisa menos coisa, convém aplicar uma máscara específica para hidratar o cabelo e reparar as agressões diárias! Novamente, Skala é amiga do bolso e é muito boa! Podem sempre optar pelas máscaras caseiras (se quiserem, posto receitas!).

3. Pentear, pentear. Diz-se por aí que não se deve pentear o cabelo molhado porque o parte todo. Ora, quem diz isto é porque não tem caracóis! Para mim, é impossível passar uma escova quando o cabelo está seco, até porque ficaria semelhante a uma vassoura! Pentear é sempre depois do duche, com a ajuda de um creme de pentear, se for necessário! À falta de creme de pentear, um pouquinho minusculuzinho de óleo de bebé ou de creme hidratante espalhado nas mãos e aplicado pelas pontas fora (cuidado para não chegar às raízes! Há-de ficar parecido com uma salada cheia de azeite.). Dêem preferência aos pentes de madeira com dentes largos ou às escovas sem bolinhas nas pontas, se me faço entender!

4. Há que dizer não aos secadores e difusores!

5. Aplicar um pouco de espuma, ou gel. Eu prefiro espuma! E não venham com as tretas do costume que a espuma faz mal, temos é que saber tratar do cabelo!

6. Ora bem, por uma semana dá para molhar o cabelo no duche (eu faço-o todos os dias!) sem usar champôs e nhanhas dessas, e o cabelo vai ficar com um aspecto bem melhor!

Espero ter sido útil!

Chamem o 112!

Nurse por Murat Süyür

Ou não. As emergências calham a toda a gente, e algumas delas têm soluções fáceis, como as que que aqui vos mostro.

1. Acabou o amaciador? Faça o favor de esmagar um abacate e aplique no cabelo após enxaguar o cabelo. Em alternativa, pode utilizar maionese. Deixe no cabelo por 15 minutos e enxague.

2. O rímel deu o berro? Aplique um pouco de vaselina nas pestanas, com ajuda dos dedos.

3. Acabou a base? Nada que pó solto ou corrector de imperfeições e creme hidratante não resolvam. Misture um pouco de pó solto ou corrector com um pouco de creme hidratante e aplique na cara.

4. Não há creme de barbear para fazer a depilação? Use amaciador do cabelo. Aliás, é o que faço sempre.

5. Tem cabelos rebeldes e o desfrizante acabou? Creme hidratante ou bálsamo labial resolvem o seu problema. Espalhe um pouco nas mãos, para não correr o risco de ficar com o cabelo como se o tivesse mergulhado no tempero da salada, e aplique um pouco por todo o cabelo. Esta é, também, uma boa forma de definir caracóis, eu aprovo!

6. Não tem batom? Use blush. Sim! Aplique blush em pó ou em creme nos lábios, com o dedo. Para ajudar, pode usar bálsamo labial, que dá uma textura mais suave. Ao que parece, pode também fazer o processo inverso e usar batôn como blush. Só tem que ter em conta que os batôns têm muito mais pigmentos que o blush, e portanto tem que ser usado com cuidado. Use uma quantidade mínima e ajude a esbater com creme hidratante.

7. Não tem sombra? Use pó bronze. Os tons de pó bronze assentam bem em qualquer tonalidade de pele. Aplique com a ajuda de um cotonete.

8. Acabou a laca? Use gel. Espalhe um pouco de gel nas mãos, aplique no cabelo e, para manter o cabelo no lugar, use o secador.

9. Não tem óleo para as cutículas? Use óleo de bebé. Ou azeite.

10. Acabou o corrector? Use os resíduos de base que ficaram depositados nas bordas ou na tampa do frasco ou da bisnaga. Como foram perdendo o hidratante que o resto da base tem, ficam mais concentrados, assemelhando-se ao corrector.

11. Não tem eyeliner? Use sombra. Molhe um pincel fino e use a sombra, da mesma forma que faria com o eyeliner. Esta dica já foi referida aqui.

12. Acabou o creme dos pés? Use vaselina.

Espero que as dicas façam jeito!