compras-vintage

Vamos aproveitar a época natalícia que, hoje em dia, é sinónimo de compras para falar de um assunto importante: o atendimento nas lojas.

Pode ser muito constrangedor para o cliente passar por situações desagradáveis, e tem sempre duas coisas a fazer: ou finge que não ouviu ou, em casos extremos, faz queixa do empregado em causa, o que é bastante drástico e a gente quer, a todo o custo, evitar isso.

Diz-se por aí que o cliente tem sempre razão, e eu discordo.

Por vezes tem razão, sim, mas também há gente chatinha que só quer lixar a vida do próximo. De qualquer forma, fica sempre bem a um empregado, seja de que ramo ou loja for, agir pacificamente, de forma educada, e evitar as situações que aqui vou apontar. Depois digam-me se tenho ou não razão, e espero que se trabalharem nesta área não cometam os mesmos erros.

Que mamã bonita! Está de quantos meses?

Acredito que não seja por mal, mas convém olhar muito bem e pensar duas, três, quatro ou cinco vezes antes de abrir a boca. Até termos certeza e confirmação da pessoa em causa, mais vale não tocar no assunto.

Esta peça fica a matar, usa-se muito agora e já vendemos quase tudo!

Enquanto cliente, agradeço imenso este tipo de informações. Já a gerência, seria capaz de não achar muita piada à atitude d@ empregad@. Há não sei quantas peças iguais a circular? Ah, então não quero. Bye, já parti para outra loja. Os clientes gostam de opiniões sinceras e não de serem tratados como ovelhas.

Despache-se lá.

Não é, de todo, um bom princípio. Detesto entrar numa loja, pedir ajuda e ser atendida como se @ assistente me estivesse a fazer um grande favor e não fosse aquele o emprego del@. Haja paciência! Creio que ser simpático e mostrar vontade no que fazemos é meio caminho andado para vender o produto e para criar uma relação de fidelidade com o cliente, seja ele gordo ou magro, alto ou baixo, novo ou velho, preto ou branco, doente ou saudável.

Estou a tratar-te por tu porque és jovem.

Sim, e depois? Não mereço o mesmo respeito que o resto das pessoas? Não sou o tipo de pessoa que implica com estas coisas, só quando transparecem arrogância, como no item acima. Tratar por “tu” numa tentativa de inferiorização do próximo não funciona. Não comigo! Sobe-me a mostarda ao nariz e depois há chatice e com motivos válidos.

Pois, este produto é este produto…

Esclarecidíssima. Entramos numa loja e metemo-nos a vasculhar produtos, até que ficamos interessad@s num deles e pedimos ajuda porque queremos mais informação sobre ele. E quem aparece? Uma pessoa mais desinformada que nós! Que maravilha. Não sei o que é pior, ser mal-educado com o cliente (porque é ele que assegura o funcionamento da loja e, consequentemente, o emprego do assistente) ou não fazer o trabalho de casa, não conhecendo o que está a vender. E já aconteceu várias vezes, incluindo em tentativas de experimentar coisas novas para mostrar às gentes cá do blogue.

Creio que ser humilde, simpático e bem formado não fica mal a ninguém, principalmente quando se trabalha com outras pessoas.

Devemos ser prestáveis e estar disponíveis para atender as pessoas, e mesmo quando pela nossa cabeça passam coisas menos boas acerca de quem temos à frente, devemos lembrar-nos que por vezes o silêncio é ouro. Isto não quer dizer que podemos deixar que os outros usem e abusem de nós, porque quando o fazem também temos o direito (e o dever!) de os alertar e de impor ordem, mas sempre educadamente.

O bom vendedor é aquele que não só sabe vender mas que cativa o cliente sem o rebaixar. É aquele que sabe dar opiniões em vez de enganar, o que pode dar prejuízo, mas um prejuízo menor do que se o cliente descobrisse a fraude.

12 comments on “Cala-te, boca, que só dizes asneira”

  1. Ora nem mais! Se há coisa que me leva aos arames é ser mal tratada numa loja. Eu sei que, na maioria das grandes cadeias, eles querem lá saber. A loja não é deles, ganham o mesmo quer tratem bem ou mal as pessoas. Mas não pode ser..

    Sabes, em relação ao tratar por "tu", fui daquelas pessoas que estranhou imenso e que primeiro detestou quando alguns profs. no secundário nos tratavam por "você" em vez de por "tu". Mas agora já tenho outra opinião. Acho que se deve tratar uma pessoa que seja totalmente desconhecida e com quem não estejamos assim num ambiente informal, por você (a não ser que tenha tipo 10 anos :P). E muitas vezes, nesses sítios, o tratarem-nos por ti soa mesmo mesmo a depreciativo!

    [ No outro dia, eu estava na enfermaria se Cirurgia e chega lá uma médica toda estúpida e arrogante, olha para mim de alto a baixo, como quem olha p/lixo e diz: " E tu, quem és?". Aaarg. Nem imaginas o que tive de me conter para não responder " E tu, quem és também?"]

  2. Cat: Ui, os professores, ou seja lá o que forem, essa é outra. Esquecem-se que daqui por uns anos seremos colegas…

    Tany: Ah pois, parece que não gostam de lucrar. Essa das coisas mais caras comigo não pega, e já me apareceram à frente assistentes de perfumarias que entendiam menos que eu do assunto. Por outro lado, há uns dias quando fui à Sephora, a senhora que me atendeu estava a queixar-se do contrário: aconselha o melhor, mesmo que seja mais barato, mas depois há sempre clientes que dizem que ela é mentirosa porque o mais caro supostamente é melhor. Nervos, nervos…

    Beijinho

  3. Também acho. Também detesto quando andam a trás de nós parece que queremos roubar algo. Ou do género perguntamos: tem aquele casaco em tamanho M cor roxa? (para saber se têm armazém) a funcionária vai procurar onde já procura-mos e depois diz: Tenho M azul em roxo só o S, aí é de me passar, aconteceu me isso e eu disse: se pedi roxo é porque quero roxo, e se pedi M é porque é o numero que visto! Dpois tamém detesto quando perguntamos se não têm dizerem: se não está aí é pk não há, mostra mm falta de vontade em fazer algo, porque se as lojas só tivessem o que está exposto… e se não formos nós a pedir para ligarem para outra loja para saber se há tb não se oferecem. depois há aqueles que têm a mania do que é caro é que é bom e aconselham logo o mais caro sem explicação plusivel, etc etc etc, temos um pais de maus funcionários a atender o publico, sempre com má cara.
    bjs

  4. Oh Guida…n podia estar + de acordo sim senhor….expriencias sao mais do q muitas!! eu mesma ja trabalhei varias vezes com o publico…lojas de roupa, hipers etc e é preciso ter paciencia pa alguns ser educado e ajudar , ha clientes capazes de nos tirar so serio, mas devemos sempre tentar dar a volta…e nao esquecer q estamos ali para os servir..e q hj sao eles amanha somos nos a ir a uma loja qualquer…ah pois!!! BEIJOKAS

  5. Olá Guida!
    Adorei este post! Era ler e pensar "Ora nem mais!" x)

    Muito obrigada pela divulgação do sorteio ^^ vou considerar 2 participações tuas =p

    Olha ontem não consegui continuar a nossa conversa no msn, porque ele é parvo! Ver se falamos melhor no fim-de-semana 😉

    Beijinhos*

  6. Guida grande post.

    Principalmente a parte dos nos tratarem de forma diferente por parecermos muito novinhas.

    A mim sempre me deram menos 3/4 anos, o q vai ser bom daqui a uns anos se assim continuar, mas agora às vezes irrita. Além de nos tratarem de maneira diferente, por vezes, simplesmente fazem com que os nossos assuntos sejam menos importantes. Seja numa loja, num banco, num balcão de informações, etc.

  7. Sim senhor. Estás pronta para ir trabalhar para uma loja 😛

    Ontem por acaso conheci o estereotipo de empregada que TODA A GENTE devia querer ser. É bom ter pessoas destas, ainda por cima, num bar.

    PS: Só agora é que reparei que tens os posts escritos em 2 linguas. Mas que internacional !!! 😛

  8. Olá Guida!
    Este post é realmente interessante!!
    Infelizmente eu estou dos 2 lados, pois tanto sou cliente em muitas lojas, como sou lojista.
    ^__^
    Há lojas que sinceramente, além de não olharem para a nossa cara quando somos atendidas, nem um sorriso, nem um 'bom dia'… Enfim, lojas tipo bershka, que aquilo mais parece a feira. As miudas são super antipáticas.
    Nunca me aconteceu uma empregada tratar-me por tu…
    MAS acontece-me muito os clientes tratarem-me por tu…
    E infelizmente é aqui que tenho que dar o meu contributo a este post, porque só nós que trabalhamos em lojas sabemos o que passamos com muitos clientes.
    Então nesta época as pessoas parecem uns autênticos animais selvagens. Não encontro outra expressão. Impacientes, arrogantes, malcriados, mal-humorados, antipáticos, exigentes, tratam-nos como se fossemos criados deles…
    Alguns humilham-nos, como se trabalhar numa loja fosse a coisa mais inferior do mundo, reclamam por tudo e por nada, ofendem-nos… Olha que eu muitas vezes tive que morder o lábio para não dar respostas tortas, e outras tantas, tive que me magoar a mim mesma para não chorar.
    Tanta gente que vai para o shopping aos domingos, aturar a familia, ir para o mac donalds, ir para as filas, pagar estacionamento, e chega às lojas, frustradissimo e descarrega em cima de nós…
    Eu nunca respondi mal a um cliente, trato sempre toda a gente bem, dou sorrisos, cumprimento. E muitas vezes a minha boa vontade é confundida com saco de boxe para descarregar frustrações.
    Haja paciência.
    Haja um pingo de consciência.
    Beijinhos

  9. Ahaha, adorei! Vc escreve sempre muito bem! E é tudo a pura verdade! Concordo 100%!
    Também adorei as dicas de branqueamento aí embaixo. Estou usando o tratamento da Colgate Whitening (creme dental + enxaguatório) e notei uma grande diferença em apenas 1 mês! É um tratamento baratinho, encontra-se em qualquer farmácia e que deu resultados satisfatórios!
    A gente tem que lembrar tb que devemos escovar os dentes de forma correta, né? Voltinhas na frente, de baixo pra cima atrás.
    Beijinhos!

  10. Devias de ir dar formação aos vendedores em relação a tratarem os clientes. Portugal inteiro agradecia-te (e a malta com as compras de natal também).

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