Viagem Olfactiva

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Para quem reside em Portugal Continental, creio que é unânime a opinião de que estamos a ter um ano terrível no que toca às condições climatéricas. Não posso queixar-me muito, que andei ao contrário do mau tempo, mas a verdade é que passámos do Inverno para um Verão muito tímido e agora, que estamos quase no Outono, parece que chegou a Primavera.

Na minha opinião, há perfumes que condizem com as estações do ano e o eau de toilette Voyager Woman da Oriflame é um deles. Chegou às minhas mãos no auge de Agosto, mas agora é que é tempo de o usar. É uma fragrância floral frutada, fresca, mas sem picar o nariz. É delicada, mas com aquele cheirinho a conforto quente e doce no meio das suas notas: no topo, temos frutas como a goiaba, a carambola e a lima; o corpo tem flores de laranjeira, jasmim e rosa; na base, encontramos âmbar, musk e notas amadeiradas. Sabem do que falo?

Creio que é uma fragrância fácil de agradar à maior parte das mulheres, tanto às mais novas como às mais crescidas. É, nitidamente, um perfume de dia, fácil de usar e com fixação bastante razoável. Conhecê-lo foi uma surpresa agradável, especialmente tendo em conta que é um perfume acessível (50ml/29€ sem promoções), e estou a adorar usá-lo.

Coincidências?

Por falar em pop… E já que nos entra tanta coisa pelos ouvidos dentro quando ligamos o rádio por qualquer motivo…

M.I.A. – Paper Planes, 2007

Lily Allen – Air Balloon, 2014

Nicki Minaj – Super Bass, 2010

Meghan Trainor – All About That Bass, 2014

Quaisquer semelhanças, são pura coincidência. Ou, quem sabe… Façam os vossos julgamentos.

Pop aveludado

Podia desatar a falar de música por estas bandas, mas consta que o post  agrada mais à vista do que aos ouvidos. Escusam de fugir, se estavam a pensar em fazê-lo. Se, pelo contrário, até estavam na expectativa de encontrar cantorias, mais tarde posso partilhar convosco um pouco do que tenho ouvido ultimamente.

Estava eu a pôr em dia a minha leitura dos blogs num destes dias (e que tosca sou que não me lembro onde foi que vi, mas se a pessoa em causa ler isto que se acuse!) quando vi uma das propostas da Mel para este Outono. Eu até costumo estar em cima do acontecimento, que acho piada aos modelitos e, apesar de o material levantar certas dúvidas inicialmente (que, já se sabe, Melissa, Mel e afins são todas feitas de plásticos e borrachas), não tenho queixas a apresentar de nenhum dos pares dos quais me fiz proprietária.

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Para quem não gostou dos sapatos do ano passado (como estes, que fiz questão de encomendar para mim), que ficavam algures entre as sabrinas e as pantufas da avó que tanto se têm utilizado, vejam as Mel Pop flocadas lindas (e, já agora, o resto dos modelos, que dá vontade de ter tudo!) que existem agora. Eu adorei as azuis, mas existem noutras cores.

Escusado será dizer que estas terão de vir morar cá para casa…

P.S. – Podem ver aqui no Just Makeup & Beauty o post de que vos falei, com fotografias lindas das Mel em causa.

Rotina de Verão #2

Tal como prometido e em jeito de conclusão, falta falar um bocadinho dos produtos de rosto e protecção solar que ajudaram a manter a pele em bom estado durante as últimas férias de Verão.

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Na categoria dos produtos de rosto, não quis abrir grandes cerimónias. Quis manter a minha pele, que tem estado bastante oleosa na zona T, hidratada. Acima de tudo. Não é fácil atinar com um conjunto de produtos quando mudamos a nossa rotina do dia-a-dia, de sítio e de água. Negligenciei as limpezas profundas e esfoliações, que preferi deixá-las para o regresso a casa do que agredir a pele desnecessariamente.

1. O Rose Hydrate Miracle Makeover Facial Oil da Superfacialist, que já teve o merecido destaque neste posté um essencial. Antes de lavar a cara “a sério”, utilizei-o sempre para tentar atenuar os efeitos da desidratação. Um mimo!

2. Como produto de lavagem, optei pela Foaming Cleansing Fluid da linha Pureness da Shiseido. Gosto muito da linha, no geral, mas optei por levar apenas a espuma. É consistente e limpa a pele na perfeição sem a deixar a repuxar. Isto é, a parte do meu rosto que é oleosa fica limpinha, e a parte seca e desidratada não resseca. Fica tudo bonito e suave!

3. Esqueci-me de levar o tónico do costume e não quis meter-me em aventuras nem investimentos, e decidi optar pelo que não falha: água de rosas. Não agride, não faz mal, é quase dada e é polivalente (que serviu para ser pulverizada nos dias de maior calor e há sempre mil e uma utilidades). Também é um clássico cá do blog.

4. Um dos produtos que maior importância tem nesta rotina, com vista a garantir a hidratação da pele do rosto, foi (é sempre!) o Quenching Sérum SOS da Caudalíe, já apresentado aqui e um dos meus produtos indispensáveis. Não me alongo, que no post já existente está tudo dito.

5. Também da família Caudalíe e porque o contorno dos olhos começa a exigir cuidados específicos, recorri ao Creme de Olhos Polyphenol C15. Tenho de dedicar um post a toda a linha (em conjunto com a minha mãe), mas interessa dizer que consegui manter a região periocular até mais hidratada e com a pele visivelmente mais uniforme do que antes. E sem vestígios de mília!

6. O hidratante escolhido para esta temporada, sem FPS (que utilizo o protector solar separadamente), foi o Cuidado Hidratante Anti-imperfeições da Vichy. Conheço que não goste dele alegando que é pesado e pegajoso. É verdade que não é dos hidratantes mais leves do mercado para as peles oleosas, e que nem sequer é matificante, mas deixa pouco brilho e a situação não se agrava ao longo do dia. E é dos poucos hidratantes para peles oleosas que experimentei até hoje que assegura as necessidades de hidratação da minha pele. Apesar de ter alguns “activos peeling“, ácidos, não irrita a minha pele.

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Pela primeira vez em muitos anos, consegui atravessar a época das férias de praia sem uma grande alergia ao sol. Tive algum receio com o protector solar que escolhi para me acompanhar, por ser uma novidade e por não ser de uma das marcas nas quais confio desde sempre (e bem se sabe que com o sol não se pode brincar e mais vale jogar pelo seguro!), mas correu tudo bem. Creio que o próprio estado do tempo ajudou, que parece que este ano mal tivemos Verão. Tive apenas o cuidado de evitar o óleo protector solar da Clarins do qual fiquei fã por só ter FPS 30 e não saber se seria a melhor opção para mim na praia durante muitos dias seguidos.

1. Do ano passado, transitou o Gel Fotoprotector Cream Dry Touch Color FPS 50+ da ISDIN. Já vos tinha dito que o adorava e até ganhou uma Medalha de Bronze. Ide ler o post para avivar a memória, que está lá tudo dito.

2. Para o corpo, confiei no Leite Sublimador FPS 50 da L’Oréal Paris. Se receios tinha, desvaneceram rapidamente. Bem se sabe que nos últimos anos a indústria da protecção solar evoluiu muito e já é possível encontrar boas opções nos supermercados, mas precisei de ver (e sentir) para crer. Para além da protecção eficaz, o bendito do protector tem brilhinhos que ajudam a dar aquele glow que não temos naturalmente no início da temporada de praia. Ah, é fluido o suficiente para ser fácil de espalhar e não é pegajoso nem deixa a pele branca tipo fantasma. Tem uma ligeira coloração, nada que se note. O cheiro também não é o habitual para um protector solar, é super suave e creio que agrada facilmente à maior parte das mulheres. Sim, que não me parece que os homens queiram parecer os vampiros do Twilight.

3. Por fim, os cabelos não podem ser esquecidos e resolvi estender os cuidados para além dos praticados em casa. Fiquei traumatizada com as asneiras de há dois anos atrás e não quero, por nada deste mundo, estragar o cabelo novamente. Para aplicar várias vezes durante a exposição ao sol, contei com o Óleo Protector Solar Elvive. Cheirinho agradável, super fluido e leve e protecção solar. Não há muito mais para dizer, é prático (vem em formato de pulverizador) e gostei muito de o utilizar.

Espero que esta partilha possa ser útil para alguém e que tenham tão bons resultados com as minhas sugestões, tal como eu também os tive. Posso dizer que não me importava de ter férias e levar tudo na mala novamente?

Rotina de Verão #1

Tal como prometido, partilho convosco a rotina de utilização de cosméticos que funcionou comigo em tempo de férias. Vai ter de ser em duas partes, que tenho muito para dizer. Na primeira parte, vou falar um pouco dos produtos que utilizei para o cabelo e para o corpo. No próximo post, falarei dos produtos de rosto e da protecção solar.

Há que salientar que saí de Lisboa carregada de tralha e que nem tudo o que utilizei se revelou eficaz, houve estratégias que tiveram de ser repensadas muito rapidamente e o conteúdo deste post foi o que, efectivamente, utilizei e que me encheu as medidas.

Não acho descabido publicar esta espécie de review extensa em Setembro. Não só porque o Verão ainda decorre e há muita gente que está ou há-de ir de férias, mas também porque muitos destes produtos podem ser (ou serão mesmo) utilizados durante o resto do ano.

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A rotina dos cabelos foi aquela onde mais arrisquei. Sol, praia e água da rede super calcária são grandes inimigos da saúde capilar. Tenham em conta que o meu cabelo é super espesso, denso, seco e frisado, para além de o pintar com alguma frequência.

1. O champô escolhido para a temporada de praia foi o Ultra Suave Solar com Óleo de Monoi e Neroli, que é uma novidade no mercado e que não me desiludiu. Era o único produto que desconhecia totalmente deste grupo. Foi utilizado e aprovado por toda a família. Limpa o couro cabeludo sem ser agressivo e os cabelos ficam super macios, leves e bem cheirosos, sem ressecar. Não é muito consistente, embora produza muita espuma. É fácil de espalhar e enxaguar.

2. Esqueci-me de levar comigo quaisquer máscaras ou condicionadores e dentro da oferta disponível nos supermercados locais, optei pela máscara Adeus Danos da Fructis. Já sabem que tenho aversão aos champôs da marca, mas as máscaras, séruns e espumas têm sido uma agradável surpresa. Não tinha experimentado esta anteriormente, mas já conhecia outros produtos da mesma linha nos quais confio. É consistente e eficaz, super hidratante mas sem deixar o cabelo pegajoso. Um boião de 400ml custou cerca de 5€, utilizei o produto em todas as lavagens de cabelo, não recorri a condicionadores e ao final de mais de um mês ainda estou longe de ver o fundo da embalagem. É melhor, a milhas, que muitas máscaras de marcas profissionais.

3. Que disse eu de confiar na linha Adeus Danos da Fructis? Em equipa que ganha, não se mexe, e hei-de comprar e recomprar o sérum SOS Repair. É fluido, quase como um óleo, não pesa e a verdade é que deixa as pontas do cabelo bonitas, hidratadas e brilhantes. Com ar de cabelo novo, sabem? Do que há no supermercado, baratinho, este é dos melhores séruns, para mim.

4. Quem tem cabelo espesso, seco e encaracolado sabe que hidratar nunca é de mais, mesmo, mas que é preciso ter cuidado com os produtos que utilizamos depois da lavagem sob pena de o resultado ser uma mixórdia pesada e pegajosa. Privei-me de espumas e outros produtos muito elaborados, mas o leave-in é sempre essencial para uma caracoleta bonita e de aspecto saudável. Apostei no Nativa Spa Frutoterapia Ultra Hidratante Monoi e Argão, após o duche à noite, que é dos melhores produtos do género que já conheci para deixar os caracóis bem definidos mas soltos e leves (já para não falar no cheirinho delicioso). Durante o dia, por causa do sol (e por considerar que não seria de mais reforçar a hidratação), optei sempre por aplicar o Golden Plus Termoactivado, que já era um favorito da época balnear anterior e que mesmo sendo consistente e hidratante não pesa no cabelo depois de seco e ainda protege do sol e de outros agentes nocivos. Ambos os produtos são d’O Boticário.

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A questão dos produtos de duche é um pouco irrelevante e a escolha dos géis e sabonetes foi quase aleatória dentro de tudo o que consigo utilizar sem reacções alérgicas. Interessa a hidratação, e nesse aspecto tive uma super equipa comigo.

1. Ainda no duche, antes de sair, contei com o óleo Nativa Spa Monoi e Argão d’O Boticário. Tem truque, é para aplicar na pele molhada (e há quem passe por água, mesmo assim) porque é muito denso e hidratante. Só por si, já é um grande passo na hidratação corporal e… Confesso, nos dias de preguiça foi suficiente para que não ficasse a parecer um deserto em forma de gente. Não se atrevam a aplicá-lo na pele seca, que não será absorvido e ficam eternamente pegajosas.

2. Para não haver oportunidade de a pele das pernas começar a descamar (habitual por estas bandas), precisei mesmo de um produto que me garantisse toda a hidratação de que a minha pele necessita. Sou alérgica ao sol, como sabem, pelo que nesta época evito produtos com fragrâncias e outros aditivos irritantes que possam ajudar a criar situações desagradáveis. Contei com o Lipikar Lait da La Roche-Posay que é super consistente e hidratante, mas ainda assim fácil e agradável de utilizar. Rende imenso, para compensar o facto de não ser dos hidratantes mais baratos.

3. Apesar de o Lipikar Lait ser mais do que suficiente, eu ainda quero mais consistência nos primeiros dias de praia. Sou muito cautelosa, utilizo protector solar, mas quero mesmo assegurar-me que estou bem hidratada. O Bálsamo Intensivo Pós-solar da Oriflame é daqueles que se assemelha mesmo a uma manteiga, há quem considere um martírio utilizá-lo por ser mesmo muito, muito rico, mas garanto-vos que não há melhor para as áreas do nosso corpo que têm tendência a ficar mais secas e desidratadas. Acabei por utilizá-lo muito, também, nas maçãs do rosto, que sofrem sempre nesta temporada de sol e calor.

4. A loção Sesame Suntan da Lush é um bónus que recebi a tempo de testar nas férias e que adorei. É um capricho. A marca considera que é um protector solar, mas… Tem FPS 10! Big no no, mas como loção corporal naqueles dias em que saía do duche e ainda vinha para a rua com algum sol ao fim da tarde, foi um prazer utilizá-la. É muito fluida mas bastante hidratante e cheira a… Bom, cheira-me a manteiga de amendoim (óleo de sésamo, diz a Lush) e dá vontade de a comer. Sim, tive os meus receios que pudesse haver alguma alergia demoníaca, mas consta que a fragrância era mesmo a natural do óleo de sésamo e, à data, nunca tive problemas com este nem com nenhum dos restantes ingredientes (que podem conferir aqui) que compõem o produto.

Não se esqueçam, a seguir sairá um post com o resto desta rotina maravilhosa que não me deixou ficar mal, mesmo fora da minha zona de conforto.

Corar como o Pôr-do-sol

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De férias e maquilhagem, pouco há que dizer. São um par que pede divórcio, que o calor tudo derrete e o sol traz mudanças de cor e humor que nos deixam sem pingo de paciência para carregar necessaires cheias de inutilidades em tempo de descanso.

Sejamos sinceras, quem é que quer, quem é que precisa de grandes produções quando já bronzeámos um bocadinho na praia (não se esqueçam, nunca, da protecção solar!) e o descanso das férias até nos deixa mais felizes e sem olheiras?

Contam-se pelos dedos os dias em que utilizei maquilhagem durante as férias (e eu sei que querem saber com que cosméticos contei, e há um post a sair sobre o assunto), e não utilizei mais que rímel, batom e blush. Confesso, ainda levei comigo uns quantos batons, mas quando se tratou de dar uma corzinha às maçãs do rosto…

… Optei por só levar a viajar um blush Blush Up! da Essence, o das imagens, cuja cor é a 10 Heat Wave. Não tenho outra descrição para ele senão que é o pôr-do-sol numa caixinha. Há quem o compare com um dos blushes da edição limitada Proenza Schouler para a MAC (será um Impossível x Acessível?), bem como a outra cor existente, em degradé cor-de-rosa. Não há dúvidas que os da Essence foram inspirados nos da MAC.

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Em minha defesa, justifico a escolha para as férias com o facto de ter (no mínimo) três cores de blush distintas num formato tão compacto e que, decerto, se adaptariam a qualquer circunstância. Não há brilhinhos, poderia usar os extremos rosa ou laranja isoladamente, ou o coral resultante da mistura central. A pigmentação é boa e o produto não esfarela e dura todo o dia na pele, perfeitamente, mesmo com calor. Não tenho queixas a apresentar e não me arrependi de ter depositado a minha confiança numa caixinha que se encontra à venda por pouco mais de 4€, já que esteve à altura do compromisso.

Se o encontrarem, já sabem: podem levá-lo para casa sem medos, que não é bonito só na embalagem.

Vencedora do Passatempo Instax Mini 8

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Bem sei que aguardam por esta nova há muito tempo, mas convenhamos que não é nada fácil contabilizar uns quantos milhares de entradas em tempo de férias, especialmente quando o acesso às tecnologias é limitadíssimo. Sei que compreendem que, para além de não ser nada ecológico (nem viável, que não havia equipamento!) imprimir folhas que iriam, decerto, ser descartadas no final da contagem, entradas de passatempos não são propriamente a melhor leitura de praia.

Apesar de tudo, e das férias, e dos imprevistos e contratempos, da falta de Internet e do resto, consegui conferir tudo e recomeço a vida do costume mais descansada. Achei muito feio que desaparecessem uns quantos likes das redes sociais, e só serviu para atrasar o processo de contagem porque é muito injusto que quem participou como deve ser veja a sua probabilidade de ganhar diminuída por quem resolveu anular umas quantas entradas ao não cumprir regras de participação.

Sem mais demoras, a vencedora do passatempo Instax Mini 8 é a Ana Dimas. Parabéns!

Em breve, publicarei um post com as experiências que tenho feito com a minha pequenina cor-de-rosa. Muito obrigada a todos os participantes, e não desanimem, que em breve temos aniversário. Sabem o que isso significa?

Em Recuperação

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Tinha em mente ter regressado às postagens frequentes algo mais cedo, não fosse a Internet do meu primeiro destino (não confiem em pessoas das operadoras que vos dizem que oferecem o melhor serviço de todos nem que seja o pai, a mãe ou o namorado!) ser completamente obsoleta e estar completamente fora de questão postar a partir da praia, onde o sinal da rede era substancialmente melhor.

A meio do meu descanso, tive a melhor surpresa de sempre. Tive de passar por Lisboa durante uns dias, mas longe da civilização, com o tempo contado ao segundo e com muitas caminhadas. Resumindo e concluindo: precisei de uns quantos dias de hibernação para recuperar o fôlego e a saúde dos meus pés.

Habitualmente, ando imenso e não refilo. Adoro caminhar por longos períodos e não me canso. Contudo, caí no erro de percorrer Lisboa (contabilizem mais de dez quilómetros) num dia de sol e calor com umas sandálias assassinas. Juro que não tinha ideia de que fossem tão desconfortáveis, porque nunca me tinham magoado os pés e nem sequer são novas nem feitas de materiais reles. Foi inacreditável, fiquei com tantas bolhas que passei os dias seguintes (sim, que se seguiram mais uns poucos quilómetros nessa noite e mais dois dias de muito andar) feita maltrapilha, de ténis feios mas incrivelmente confortáveis. Burra fui eu, que aposto que nem sequer umas Havaianas teriam deixado os meus pés em estado tão miserável.

Acabei por ter de passear desconfortável. Desconfortável na medida em que não há cá maneira de uns ténis algo consistentes e espalhafatosos (mas confortáveis, uns dunks Victoria, podem confiar) ficarem bem com vestuário bonito. Qual vestidos, qual quê! Contentei-me com uns quaisquer jeans e um top velhíssimo (que, esperta, deixei a roupa bonita toda pelo Alentejo à espera que ma trouxessem e nem paciência houve para engomar o que quer que fosse). Digam-me, meninas que andam por aí a palmilhar cidades novas e quentes em pleno Agosto, calçado bonito (bonito daquele que fica bem com vestidos e afins, com ar polido, sabem?) e fresco compatível com caminhadas muito, muito longas? 

De férias?

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De férias, feliz, e sem aviso prévio. Há-de ter sido muito aborrecido para quem por aqui passa frequentemente na esperança de novidades, mas teve de ser. Lamento o tempo de espera! Postar através de um smartphone, já que era o único acesso à Internet, seria impensável. Tentei actualizar o Instagram e, e…

Temo que este seja o último ano em que tenho mais que um mês de férias, os tempos que correm são complexos e avizinha-se uma grande batalha. Atenção, que não me queixo, não interpretem tudo ao contrário. Preferi aproveitar o bom ar e o repouso e bem sei que compreendem e fariam o mesmo.

A maior parte de vós não sabe da missa a metade, e resumindo tudo aos detalhes essenciais, lá terei de ficar por Lisboa para já. Bom, a partir de Setembro, que ainda estou no bem bom das férias mas já a sofrer por antecipação. Com jeito, acho que conseguirei provar de tudo o que quero ter daqui por um ano, mas com trabalhinho acrescido. Paciência há-de ser a palavra de maior peso por aqui nos próximos tempos, hã? Não fujam, que eu não quero e vou precisar de força. Se forem pessoas de correntes e orações, já sabem, torçam aqui pela je.

Deixemo-nos de lamúrias, que já tinha muitas saudades deste espaço. Continuo de férias, mas o blog já descansou. E vocês, já foram de férias, estão de volta, ainda vão?

Verão Rio Sixties

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Apesar de este ano o Verão estar bastante tímido por terras lusas, não podia ter começado de melhor forma que em companhia de grandes amigos, num óptimo dia de convívio. O que pode ser melhor do que uma grande festa de celebração do Verão e da beleza em modo sixties, com tanta gente que comunga do mesmo interesse?

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Foi assim que começou a minha estação do ano preferida, nas Portas do Sol (café/bar super fancy!), a convite d’O Boticário. Na ordem dos trabalhos, se é que me entendem, esteve a apresentação/demonstração da linha Make B Rio Sixties pelo grande Fernando Torquatto, maquilhador responsável pela criação de toda a linha Make B e consultor da rede Globo.

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A linha de maquilhagem em si já chegou a Portugal há mais tempo, mas nem por isso ficou descontextualizada, já que é inspirada no calçadão do Rio de Janeiro e nas tendências dos anos 60, pelo que é a cara do Verão. Foram feitas demonstrações de looks de maquilhagem na Vanessa Martins (actriz), na Margarida Almeida (blog Style it Up) e, oh yeah, na vossa Guida. Euzinha mesma! Já posso gabar-me de ter sido maquilhada pelo super maquilhador das estrelas, e ainda tirámos uma selfie. Foi um grande privilégio, e apesar de eu ter ido vestida e maquilhada a preceito para a ocasião, as sombras utilizadas no meu look foram a cereja no topo do bolo.

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Entre conversa, abraços, e muita diversão, seguiu-se um almoço bastante descontraído. Deu para rever tantas amigas e matar saudades, que já se sabe que nem sempre a correria do dia-a-dia e a distância (sim, as giraças do Porto também vieram!) nos permitem ver as pessoas de quem tanto gostamos com frequência. A família O Boticário cresce, mas nem por isso se perdem os bons hábitos típicos de quem cultiva sempre o carinho e a beleza nas pessoas. Duvidam? Ora vejam o vídeo abaixo, mas não me responsabilizo se depois desejarem ter lá estado.

Vêem por que é que gosto tanto desta família?

Vestido – Vintage, feito pela minha avó

Sandálias – Mel

Brincos – Vintage

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